Economia

Feiplastic 2015 – Máquinas: Energia e mão de obra mais caras estimulam a renovar parque de transformação

Jose Paulo Sant Anna
25 de junho de 2015
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    Em relação ao mercado externo, a variação brusca do câmbio ajuda. “Apesar de termos em nossas máquinas componentes importados, a valorização do dólar aumenta nossa competitividade”. Há um senão. Até o momento, o dólar tem recuperado somente parte do seu poder de compra, quando comparado com a cotação de alguns anos atrás.

    Reis ressalta que a Feiplastic é a feira de negócios mais importante do segmento de plásticos na América Latina e tem reconhecimento internacional. “É o evento que proporciona o melhor retorno para os negócios de máquinas para plásticos para a Romi”. Com esse espírito, várias novidades serão apresentadas aos visitantes.

    Destaque para o lançamento da injetora EN 800. O modelo faz parte da expansão da linha EN formada por modelos de até 1100 t. A EN 800 é acionada por duas servo-bombas que permitem simultaneidade de movimentos entre a unidade injetora e de fechamento. Conta com guias lineares e sua placa móvel se movimenta sem contato com os tirantes, conservando o ambiente do molde limpo. “Ela apresenta baixo consumo de energia, maior velocidade nos movimentos e excelente repetibilidade, além do baixo nível de ruído”.

    Outra atração será a injetora EL 300, agora com a opção de injeção em alta velocidade, que permite a produção de peças de parede fina em ciclos rápidos. “Esta máquina atua com baixíssimo consumo de energia por ter acionamento elétrico em todos os movimentos, exceto no encosto do bico e machos”. Também será mostrada a injetora EN 220, modelo mais vendido da empresa. “Ele gera economia de energia de até 65% quando comparado às máquinas hidráulicas com bomba de vazão variável. Também permite redução de consumo de matéria-prima devido à sua excelente precisão e repetibilidade”.

    No campo das sopradoras, o estande contará com o modelo C 5TS. De sopro convencional para frascos de até 10 litros, a máquina é equipada com programador de parison para 512 pontos de ajuste e controle de até 21 zonas de aquecimento no cabeçote. Tem motor acoplado diretamente à extrusora, além de possuir o comando CM10, com uma interface amigável e intuitiva.

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    Sopro baixo – Outro nome nacional muito tradicional, a Pavan Zanetti tem como carro-chefe as sopradoras. A empresa também comercializa injetoras, fabricadas com a ajuda de parceria com fornecedor chinês. “As vendas no início do ano estão abaixo do normal e não apresentaram sinais de melhora mesmo depois do carnaval, que costuma ser um divisor de águas para os negócios”, informa Newton Zanetti, diretor-comercial.

    Para o empresário, é óbvio que a situação econômica resultante das medidas do governo está influenciando. “A incerteza é generalizada”. Ele lembra alguns itens do ajuste fiscal que influenciaram o setor de maneira direta. “Eles reduziram o Finame PSI, aumentaram a alíquota da desoneração da folha de pagamento de 1% para 2,5% e reduziram o Reintegra de 3% para 1% para empresas exportadoras”.



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