Transformação – Energia e mão de obra mais caras estimulam a renovar parque de transformação

Feiplastic 2015

 

O fator dólar – A indústria brasileira como um todo sofreu bastante com o real valorizado nos últimos anos.

No universo do plástico, os resultados alcançados confirmam a afirmação.

No ano passado entraram no Brasil 778 mil toneladas de peças plásticas, número 6% superior ao de 2013.

Em dinheiro, esse valor representou US$ 3,96 bilhões, 3% a mais do que no exercício anterior.

Para ter ideia da evolução das exportações ano a ano, em 2007, foram importadas 411 mil toneladas, que custaram US$ 1,83 bilhão. Os números são da Abiplast.

Transformação – Em contrapartida, as exportações caíram.

Em 2014, foram vendidas 238 mil toneladas para outros países, contra 246 mil em 2013.

O valor arrecadado no ano passado ficou na casa do US$ 1,38 bilhão, contra US$ 1,39 bilhão no exercício anterior.

A tendência de baixa também tem sido constante. Em 2007, por exemplo, exportamos 333 mil toneladas. A arrecadação na época foi de US$ 1,18 bilhão.

O valor médio do dólar usado para se chegar a esses números foi de R$ 2,33, valor considerado muito baixo pelos empresários nacionais.

Nesse aspecto, o ano de 2015 começou com uma revolução.

No primeiro trimestre a cotação da moeda norte-americana subiu em torno de 40%, chegando a ultrapassar em determinados momentos a casa dos R$ 3,30. Analistas preveem que ela deva se estabilizar nos próximos meses entre R$ 3,10 e R$ 3,20.

Os reflexos dessa mudança brusca ainda são difíceis de serem calculados pelo setor de máquinas e equipamentos para transformação do plástico.

Para comprar máquinas e equipamentos para transformação – Consulte o GuiaQD

Entre eles, os mais prejudicados com o dólar barato foram os fabricantes de injetoras, vítimas de concorrência muito forte por parte da indústria chinesa.

A Abimaq não informa os números exclusivos para o setor. Os resultados totais da balança comercial da indústria de base na última década, no entanto, dão nítida ideia de como as importações vêm atrapalhando os fabricantes nacionais.

Em 2014, as compras de equipamentos internacionais chegaram à casa dos US$ 28,67 bilhões, contra exportações de US$ 13,40 bilhões.

Dez anos antes, em 2004, a balança comercial era muito mais equilibrada. Foram exportados naquele ano US$ 6,84 bilhões e importados US$ 6,83 bilhões.

Para Paulucci, a valorização do dólar é positiva para as empresas exportadoras.

O dirigente acredita, porém, que a disparada da moeda norte-americana precisa ser avaliada com cuidado. O fenômeno pode ajudar no incremento das exportações, ainda mais se a demanda interna se mostrar pouco atraente.

Realizar vendas para outros países, no entanto, não é operação que possa ser feita de uma hora para outra.

São necessárias negociações exaustivas e, conforme o caso, adaptação dos equipamentos fabricados aqui para as normas dos países aos quais eles serão destinados.

Outras dificuldades aparecem pelo caminho.

“Não podemos formular preços baseados em taxas que variam mais de 2% para cima ou para baixo, em um único dia, corremos o risco de grandes prejuízos. Há que se estabilizar o câmbio”.

A inflação é outra pedra no sapato. “É um incômodo, um flagelo a nos ameaçar. Grande parte do que seria recomposição de margens com o câmbio atual foi corroída pela inflação dos últimos meses”.

Máquinas ativas – Transformação de Plásticos

Os principais fabricantes nacionais de equipamentos para plásticos sempre marcam presença na exposição.

Entre os dirigentes dessas empresas, muitos avaliam o contexto atual de forma bastante similar à do líder empresarial do setor.

William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas para plásticos da Romi, fabricante para lá de tradicional de injetoras e sopradoras, é um deles. “As vendas de máquinas para plásticos no Brasil estão abaixo do esperado, reflexo do baixo desempenho econômico do país”, avalia.

Plástico Moderno, Injetora Romi EM 800 é acionada por duas servo-bombas para transformação de plásticos
Injetora Romi EM 800 é acionada por duas servo-bombas – Transformação – Injeção de Plásticos

Para Reis, as medidas econômicas tem encarecido o crédito e fazem com que os empresários estejam muito mais cautelosos na hora de realizar qualquer investimento.

Apesar do cenário tanto desanimador, ele não acha tudo perdido. “Há muitas empresas apostando e investindo em competitividade, renovando seu parque fabril com máquinas mais modernas, rápidas e econômicas”.

O dirigente não revela números relativos às vendas, mas afirma que a empresa tem participado de diversos projetos voltados para proporcionar aos clientes ganhos significativos em economia de energia e aumento de precisão e produtividade.

Em relação ao mercado externo, a variação brusca do câmbio ajuda. “Apesar de termos em nossas máquinas componentes importados, a valorização do dólar aumenta nossa competitividade”. Há um senão. Até o momento, o dólar tem recuperado somente parte do seu poder de compra, quando comparado com a cotação de alguns anos atrás.

Reis ressalta que a Feiplastic é a feira de negócios mais importante do segmento de plásticos na América Latina e tem reconhecimento internacional.

“É o evento que proporciona o melhor retorno para os negócios de máquinas para plásticos para a Romi”. Com esse espírito, várias novidades serão apresentadas aos visitantes.

Transformação por Injeção – Destaque para o lançamento da injetora EN 800.

O modelo faz parte da expansão da linha EN formada por modelos de até 1100 t. A EN 800 é acionada por duas servo-bombas que permitem simultaneidade de movimentos entre a unidade injetora e de fechamento.

Conta com guias lineares e sua placa móvel se movimenta sem contato com os tirantes, conservando o ambiente do molde limpo. “Ela apresenta baixo consumo de energia, maior velocidade nos movimentos e excelente repetibilidade, além do baixo nível de ruído”.

Outra atração será a injetora EL 300, agora com a opção de injeção em alta velocidade, que permite a produção de peças de parede fina em ciclos rápidos.

“Esta máquina atua com baixíssimo consumo de energia por ter acionamento elétrico em todos os movimentos, exceto no encosto do bico e machos”.

Também será mostrada a injetora EN 220, modelo mais vendido da empresa. “Ele gera economia de energia de até 65% quando comparado às máquinas hidráulicas com bomba de vazão variável. Também permite redução de consumo de matéria-prima devido à sua excelente precisão e repetibilidade”.

No campo das sopradoras, o estande contará com o modelo C 5TS. De sopro convencional para frascos de até 10 litros, a máquina é equipada com programador de parison para 512 pontos de ajuste e controle de até 21 zonas de aquecimento no cabeçote.

Tem motor acoplado diretamente à extrusora, além de possuir o comando CM10, com uma interface amigável e intuitiva.

 

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