Transformação – Energia e mão de obra mais caras estimulam a renovar parque de transformação

Feiplastic 2015

A idade média do maquinário instalado na indústria brasileira de transformação de plástico é elevada, calculam estudiosos do setor.

A necessidade de renovação é premente.

A realização da Feiplastic surge para os fornecedores de injetoras, sopradoras, extrusoras e demais equipamentos para o setor como ótima oportunidade para convencer novos e antigos clientes a investir na troca dos modelos antigos.

Não faltam bons argumentos para os representantes da indústria de base. Em um mercado para lá de competitivo, contar com máquinas com maior capacidade de produção chega a ser quase uma exigência.

Máquinas mais ágeis são imprescindíveis para melhorar a rentabilidade da fabricação de peças as mais variadas.

Para refrescar a memória: a queda de rentabilidade tem sido motivo de reclamações constantes por parte dos transformadores nos últimos tempos. Outra característica proporcionada pelos modelos mais novos ganhou grande importância esse ano.

Quase todos operam com grande economia de energia elétrica quando comparados com os antigos. Numa época em que o preço da energia subiu de forma significativa, a vantagem é tentadora.

Para os fornecedores, não faltam motivos para os clientes fazerem contas na ponta do lápis.

Ao se calcular a relação entre custo e benefício ao investir na compra de equipamentos é possível chegar a uma surpresa agradável.

Plástico Moderno, Paulucci: tecnologia antiga consome até 40% mais energia
Paulucci: tecnologia antiga consome até 40% mais energia

“A Feiplastic será uma oportunidade, a meu ver, muito importante tanto para os expositores como para os compradores”, garante Gino Paulucci Junior, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“Apresentaremos novidades interessantes para que nossos clientes estejam preparados para o reaquecimento do mercado que, sem dúvida, virá”, afirmou.

O dirigente lembra que os interessados também poderão se informar na própria feira sobre linhas de financiamento atraentes.

“É ótima ocasião para as empresas mais capitalizadas modernizarem seus parques industriais, em especial os que se encontram com máquinas muito antigas e fora das normas vigentes”.

A preocupação com eficiência energética é destacada pelo dirigente.

“A questão se tornou das mais importantes”.

Para comprar máquinas e equipamentos para transformação – Consulte o GuiaQD

Uma compra feita dentro de critérios acertados pode significar retorno rápido. Levantamento feito pela Abimaq calcula que a média da idade das máquinas que compõe o parque industrial ligado ao plástico é de 17 anos.

A tecnologia das máquinas para plástico fabricadas há mais de uma década e o tempo de uso comprometem a eficiência das linhas de produção.

“Essas máquinas consomem de 30% a 40% a mais de energia que as produzidas com os atuais conceitos tecnológicos”, comparou.

A opinião é partilhada por ilustre representante da indústria da transformação.

Plástico Moderno, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) - Transformação
José Ricardo Roriz Coelho – presidente da Abiplast

“Possuir melhores e mais modernas formas de produção também melhora a condição da empresa brasileira perante seus concorrentes internacionais.

As melhorias trazem não somente economia, mas são muito importantes no atual contexto de aumento de custos e riscos de escassez e racionamento de insumos como água e energia”,

reforçou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

 

Insegurança – Transformação

A edição 2015 da Feiplastic acontece em momento delicado da economia nacional.

Por se tratar de um evento de grande porte, o maior do setor no Hemisfério Sul, sua realização traz a esperança de amenizar o pessimismo que paira no ar, em especial entre os representantes da atividade industrial, setor que mais tem sofrido com o vai e vem da economia nos últimos tempos.

O raciocínio vale para as fornecedoras de equipamentos.

“A expectativa para o setor é, se possível, repetir os resultados de 2014, que já não foram bons”, avalia Paulucci. Vale lembrar que o desempenho da economia em 2014 não foi dos mais auspiciosos, o crescimento do PIB ficou em 0,1%.

Uma resumida análise do momento atual ajuda a entender os problemas da indústria de base.

O governo federal está apostando na adoção de forte ajuste fiscal como forma de reequilibrar suas finanças, abaladas pelos resultados colhidos em especial nos últimos dois anos.

Não são poucos os economistas que defendem a necessidade de tal guinada, considerada por eles como fundamental para o país recuperar as condições para voltar a crescer.

Entre esses especialistas, no entanto, há dúvidas se os objetivos esperados serão alcançados. Existem também os contrários ao ajuste e os que o consideram excessivo.

O ajuste prevê, por um lado, cortes de despesas, que pode significar a redução de investimentos em obras públicas, medida redutora do crescimento da economia.

Por outro lado, há ações voltadas para o aumento das receitas do governo.

Essa necessidade, por exemplo, explica a correção dos preços da energia elétrica, que no início do ano ocorreram em nível bastante acima da inflação.

Some-se a essas medidas de caráter recessivo, a forte repercussão dos problemas de corrupção divulgados pela mídia, geradora de grande desconfiança de parte da população em relação à classe política.

Com esse clima, não são poucos empresários que se sentem inseguros em investir na modernização ou ampliação de suas linhas de produção.

No caso do setor da transformação do plástico, já abalado pelos resultados pífios alcançados no ano passado, essa falta de confiança gera muito desconforto.

Vale lembrar: em 2014 a produção total de transformados plásticos no Brasil caiu 2,7%.

O volume de produção ficou próximo das 6,3 milhões de toneladas, movimentando em torno de R$ 67,4 bilhões. A indústria de base também sofreu muito no ano passado.

Não são divulgados pela Abimaq dados apenas das máquinas para plásticos. Levando-se em conta o faturamento da venda de bens de capital nacionais, em 2014 o faturamento foi de R$ 71,19 bilhões, valor 13,7% inferior ao do exercício anterior.

“Não sabemos exatamente qual será o formato final desse ajuste econômico, mas se todas as medidas anunciadas forem aprovadas e colocadas em prática, poderemos esperar um desânimo muito grande entre os empresários em relação a novos investimentos para este ano”, resume com desânimo o presidente da câmara setorial de máquinas para plástico.

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