FEIPLASTIC 2013 – Transformação: Em busca de saídas, o setor pleiteia discussões com os outros elos da cadeia

O mapeamento oferece aos associados um melhor conhecimento dos principais players do mercado. “No caso, por exemplo, do segmento de utilidades domésticas, são levantados os principais pontos de varejo onde poderiam ser vendidos os produtos de um determinado associado”, pormenoriza.

Plástico Moderno, Exportações e importações de transformados plásticosO parceiro do Think Plastic Brazil recebe essas informações, as estuda, opta pelas empresas de seu interesse e as repassa para o programa. “É mais garantido que um comprador internacional nos atenda como representantes de um setor de transformados plásticos do Brasil, patrocinados pela Apex Brasil, do que tentar o contato direto apenas como mais um vendedor. Desta maneira, o comprador já fica ciente de que uma empresa associada entrará em contato”, explica Maitê.

A analista ainda cita outra ferramenta do programa, o monitoramento de tendências mundiais e acontecimentos do setor, e exemplifica um resultado de pesquisa: a tendência forte, nos Estados Unidos, para o segmento de embalagens flexíveis, dos stand-up pouches (ou pouch bag). O levantamento aponta expectativas de crescimento de 7% destas embalagens em 2013. Novidade que tem foco nos alimentos para bebês, por sua praticidade no transporte, consumo e conservação.

A abrangência do estudo do Think Plastic Brazil chega a ponto de identificar as principais empresas que utilizam esse tipo de pouch para esses alimentos, a quantidade consumida nos últimos anos e ainda a previsão para os próximos. “Contamos com bancos de dados de alto nível de informações para dar o melhor suporte possível aos nossos associados.”

Empolgado, Wydra relata os eixos estratégicos do Think Plastic Brazil: promoção comercial e comunicação integrada; desenvolvimento empresarial e competitividade; e inteligência comercial e estratégia. Segundo ele explica, a promoção comercial engloba as ferramentas que promovem o produto do associado no exterior, como as feiras, as rodadas de negócios com potenciais compradores, as visitas técnicas, os projetos vendedores etc.

A propósito, Maitê comenta que na preparação de feiras internacionais, o programa elabora pesquisas conhecidas como short study. Nelas, levanta tendências, efetua mapeamento de mercado e de players, a fim de melhor preparar o associado para ingressar no mercado.

Entre as ações para a promoção do desenvolvimento empresarial e da competitividade, Wydra menciona o incentivo e a orientação aos associados para agregar valor aos seus produtos. “Como? Por meio de serviços, inovação, sustentabilidade ou designs diferenciados”, aponta. Ele conclama os transformadores de plástico a saírem da zona de conforto e os alerta para a necessidade de investir em inovação, em capacitação, e em viagens para participar de feiras e congressos.

Na opinião dele, o mercado brasileiro já está amadurecendo. As empresas começam a enxergar as exportações como ações contínuas, e não mais imediatistas. O brasileiro era muito malvisto no exterior por quebra de contrato, mas ele observa que a prática de fechar um contrato e não cumpri-lo caiu muito. O empresário já percebe que é melhor não aceitar uma proposta e explicar o porquê, do que fechar negócio e não entregar os produtos. “Fica mais fácil retomá-lo posteriormente.”

Só em 2012 as empresas associadas ao programa exportaram um total de US$ 421 milhões, correspondente a 132 mil toneladas de produtos acabados, basicamente filmes e utilidades domésticas, sendo que o valor médio por tonelada é maior nas UDs. “A tonelada pode variar entre 5 mil e 8 mil dólares”, menciona Wydra. Isso porque esses produtos podem incorporar maior valor agregado, como designs diferenciados. A meta até o final da atual vigência do programa é atingir 150 mil toneladas.

Resultado de um trabalho de inteligência aplicada pela Apex-Brasil e associados, Marco Wydra enumera dez mercados prioritários para o programa, considerados os melhores para competir: Peru, Colômbia, Argentina, Panamá, México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Rússia e África do Sul.

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O mercado de embalagens flexíveis se saiu bem no ano passado, a despeito das dificuldades enfrentadas pela indústria de transformação de plásticos. Estudo elaborado pela consultoria Maxiquim, a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), apurou um faturamento de R$ 12 bilhões em 2012, montante 7,5% acima do registrado em 2011 (R$ 11,2 bilhões). Embora em porcentagem bem menor, também o volume de produção cresceu no período. Passou de 1.779,19 mil toneladas, em 2011, para 1.813 mil t em 2012. Uma alta de 1,9%.

Apesar do desempenho positivo, o setor se queixa da volatilidade dos custos, principalmente em razão do aumento dos preços das matérias-primas, superior aos demais custos de produção, e do crescimento das importações de produtos acabados. Segundo o levantamento da Maxiquim, o déficit da balança comercial do setor foi o maior dos últimos oito anos, atingindo US$ 453 milhões em 2012. As importações de embalagens flexíveis expandiram 11,5% em valores (de US$ 573 milhões, em 2011, para US$ 639 milhões, em 2012) e 12,8% em volume (de 120 mil toneladas, em 2011, para 136 mil toneladas em 2012); enquanto as exportações encolheram no período. Em valores, a queda cravou 14,0% (de US$ 217 milhões, em 2011, para US$ 186 milhões, em 2012) e em volume, 14,7% (de 62 mil toneladas, em 2011, para 53 mil toneladas em 2012).

Como outras entidades representantes da cadeia transformadora de plástico, a Abief tem atuado para resgatar a competitividade da sua indústria nos mercados interno e externo. Um dos desafios apontados pela entidade foi a escalada dos preços das matérias-primas, que achatou as margens do setor em 2012.

O presidente da entidade, Sergio Carneiro Filho, considera o início de 2013 mais animador, com os reflexos da redução dos custos da energia elétrica, a manutenção da disponibilidade de recursos pelo BNDES para novos investimentos, a momentânea estabilidade dos custos das matérias-primas e a concretização de negociações ao longo da cadeia. Segundo ele, esse conjunto de fatores aponta um ano mais otimista para a indústria de embalagens plásticas flexíveis.

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