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Feiplastic 2013 – Sopradoras: Feira consolida o uso de novos recursos em automação e eleva o valor agregado das máquinas

Rose de Moraes
19 de agosto de 2013
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    De acordo com o diretor William dos Reis, a linha de sopradoras Romi C satisfaz às mais altas exigências do setor de embalagens e representa uma evolução conseguida pelos estudos de reengenharia, a fim de tornar as sopradoras mais eficientes e produtivas e com melhores custos.

    Um dos pontos altos da tecnologia está no parison, que permite programar até 512 pontos, mas a sopradora Romi C 5TS também possui um avançado sistema hidráulico que, além de otimizar os ciclos, acrescenta maior controle aos movimentos, abrangendo pino, sopro e rebarbador, trazendo ainda um novo conceito em cabeçotes, com múltiplas zonas de aquecimento e com entradas individuais para cada torpedo, sem pontos de parada.

    Com força de fechamento de 14 toneladas, a sopradora Romi C 5TS foi concebida para fabricar frascos comportando até 5 litros e pode produzir com moldes de três cavidades, possuindo ainda o sistema direct-drive, que permite o acionamento direto da rosca, uma vez que a extrusora possui motor acoplado diretamente no redutor, o que melhora o desempenho do conjunto extrusor, permitindo realizar regulagens nos três sentidos e facilitando o alinhamento com os demais conjuntos da máquina.

    O transformador dedicado ao sopro de PET também encontrou no estande da empresa a sopradora automática Romi PET 230, para produções até 2.500 frascos/hora nas indústrias de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, entre outras. Com capacidade para soprar frascos até 3 litros, a máquina possui sistema de aquecimento com ajustes individuais e comando Controlmaster 10, da B&R, para programação e navegação por teclado touch screen. Entre as facilidades oferecidas por essa linha, estão a troca de moldes simples e rápida e a troca do projeto finish para set-ups de produto, além da existência de silo alimentador e carregador automático de pré-formas, baixo consumo energético e baixo nível de ruído.

    Plástico Moderno, Sopradora Ecoblow é a primeira elétrica produzida no Brasil

    Sopradora Ecoblow é a primeira elétrica produzida no Brasil

    Sopro automotivo – A modernidade no design do novo Fiat Cinquecento (Fiat 500) já chamava a atenção logo na entrada do estande da Bekum. Produzido no México e na Polônia, o automóvel traz como seu grande destaque tanque de combustível de PEAD fabricado em sopradora BA-220, máquina de grande porte produzida na Áustria e assinada pelo tradicional fabricante.

    Das mais versáteis, a série de sopradoras BA abrange diversos modelos, para a produção de artefatos plásticos desde 20 litros até 1.000 litros, como garrafões, bombonas, tambores, IBC, brinquedos e peças técnicas, tanto em mono como em multicamada.

    O visitante que pretendia conhecer um pouco mais as sopradoras fabricadas pela empresa, no entanto, ao adentrar no estande, seria convidado a conhecer na fábrica, em São Paulo, várias máquinas, como a BA-25, originalmente com uma única estação, um dos modelos que estão no topo das vendas da empresa, principalmente para aplicações em galões de água de 20 litros e 30 litros e bombonas para agroquímicos.

    Na América do Sul, porém, a grande líder de vendas, de acordo com o diretor Uwe Margraf, da Bekum do Brasil, é a sopradora BM-304, tanto nas versões com dupla quanto com uma única estação. A série de sopradoras BM atende altos volumes de produção. A BM-704D é a mais requisitada, atualmente, à fábrica brasileira da Bekum. Concebida para altas produções, e com 20 toneladas de força de fechamento, essa máquina é capaz de fabricar 6 mil frascos de 500 ml por hora. Produzida no Brasil e na Alemanha há mais de doze anos, incorpora robustez e é capaz de operar com ciclos muito curtos, de apenas 8.5 segundos, possuindo duas estações de pós-resfriamento, o que permite realizar o sopro de forma mais rápida, diminuindo os ciclos convencionais de sopro dos produtos, segundo destacou o diretor Margraf.

    Plástico Moderno, Do tipo híbrido, modelo tem baixo gasto energético

    Do tipo híbrido, modelo tem baixo gasto energético

    Elétrica nacional – Exposta na Feiplastic 2013, com grande destaque, a Ecoblow 600, primeira sopradora totalmente elétrica produzida pela Multipack Plas, já tinha um destino certo no pós-feira: seguir para Jundiaí-SP, para compor uma das linhas da Bomix, fabricante de baldes e bombonas, com unidades no interior paulista e em Salvador-BA.

    Com produção avaliada entre 360 bombonas/hora em se tratando de frascos de 10 litros, podendo chegar a 800 bombonas/hora no caso da fabricação de bombonas de 5 litros, a sopradora Ecoblow 600 apresentou-se como a grande opção para o transformador que começa a experimentar a produção com parâmetros elétricos de operação, mais sustentáveis e mais limpos, abolindo o uso de óleo hidráulico.

    Enquanto a Ecoblow 600 era apreciada pelos visitantes da feira, na fábrica da Multipack Plas a produção seguia em ritmo acelerado com novas sopradoras elétricas já encomendadas e sendo produzidas para entrega nos próximos meses.

    “Estamos fechando vários negócios, especialmente para atender o sopro nos setores alimentício e farmacêutico e temos outros tantos sendo entabulados em clientes do Nordeste, Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul”, informou Ulisses Fonseca, idealizador da sopradora elétrica e diretor da Multipack Plas.

    Entre os vários diferenciais das sopradoras elétricas Ecoblow estão os ciclos mais rápidos de produção e a ampla servomotorização. A vantagem de poder produzir com maior rapidez é um forte atrativo para a aquisição desse tipo de máquina, que opera com nove servomotores, inclusive para o acionamento da extrusora, realizado por motor de toque, sem o uso de redutor, permitindo acionamentos diretos.

    “Estamos trabalhando arduamente para colocar toda a nossa linha de máquinas sopradoras dentro dos padrões oferecidos pela série Ecoblow, visando atender às demandas mais exigentes do mercado brasileiro”, finalizou Fonseca.

    Plástico Moderno, Salles anunciou a formação de nova empresa com grupo italiano

    Salles anunciou a formação de nova empresa com grupo italiano

    O grupo italiano TMC, cujo guarda-chuva abriga a fabricante de máquinas de injeção-estiramento-sopro e sopro convencional (Automasynthesi), e empresas de outros segmentos (equipamentos para a indústria de papel, máquinas de fim de linha, serviços), finaliza a criação no país da TMC do Brasil. Em parceria com uma indústria brasileira, que Valdemar Salles Filho, da Coachav, até então agente do grupo no país, prefere ainda não dar o nome, a TMC está finalizando acordos. As operações devem ser concluídas até o final do ano. “Será uma joint venture, que entrará no país com o nome do grupo, TMC, e produzirá máquinas para papel e para plástico”, revelou.

    A Coachav entrará na estrutura da TMC e da AMS (serviços) no Brasil. Também a AMS está em fase final de abertura no país. Segundo Salles, o depósito de peças de reposição já está pronto. Agora ele busca técnicos para as máquinas de injeção/estiramento/sopro.

    Para plástico, a Automsynthesi produz máquinas de estágio único e sopradoras convencionais para poliolefinas. A ramificação brasileira, porém, fabricará, por ora, apenas as máquinas de injeção/estiramento/sopro para PET. Os projetos contemplam dois modelos, o NSB 50, de 50 toneladas de força de fechamento; e o NSB 80, 80 toneladas de força de fechamento. Como Salles explicou, são modelos híbridos. “Dispõem de hidráulica somente para o fechamento da injeção da pré-forma; todos os outros movimentos são elétricos.”

    Com essa configuração, ele assegura, as máquinas conseguem reduzir em mais de 50% o consumo de energia elétrica em comparação com os modelos hidráulicos. Além disso, os movimentos elétricos conferem maior agilidade às operações, sinônimo de ciclos menores. Em seu estande na feira, o grupo exibiu o modelo NSB 80.



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