Feiplastic 2013 – Sopradoras: Feira consolida o uso de novos recursos em automação e eleva o valor agregado das máquinas

Plástico Moderno, Modelo produz, de forma automática, até 900 peças/h
Modelo produz, de forma automática, até 900 peças/h

Novos recursos em automação prometem elevar a produção de sopradoras a patamares de maior excelência, aumentando a produtividade e a eficiência dos processos e otimizando a utilização de resinas para fabricar embalagens com menores variações de espessura de parede e, por consequência, de peso. Confiante nos bons resultados da Feiplastic 2013, e apostando na grande repercussão e no retorno dos investimentos propiciados pela feira, a Pavan Zanetti abraçou esses propósitos e levou para a exposição máquinas não só em seu próprio estande, como também estendeu novidades às áreas de visitação de parceiros renomados, como da empresa alemã Beckhoff, especializada em tecnologias de automação. Lá, o visitante pôde conferir um dos modelos de mais alta tecnologia da Pavan Zanetti, a sopradora Bimatic – BMT5.6S/H, com uma única estação, mas preparada especialmente para soprar de forma automática garrafas de 2 litros com alça, ao ritmo de 900 garrafas/hora.

Plástico Moderno, Zanetti apresentou ao público sistemas de comando a distância
Zanetti apresentou ao público sistemas de comando a distância

“Trata-se de um bom exemplo do que podemos fazer com nossa linha de sopradoras de maior valor agregado, introduzindo sistemas de controle CLP muito poderosos, entre outros dispositivos muito interessantes e eficientes, que permitem oferecer novas possibilidades aos transformadores em matéria de tecnologia embarcada, permitindo não só aumentar a velocidade das máquinas, como também comandá-las a distância, estabelecendo possibilidades ilimitadas de conexão”, comentou Newton Zanetti, diretor de máquinas sopradoras da Pavan Zanetti.

Entre as possibilidades oferecidas pelas novas configurações dos equipamentos estão os diagnósticos de problemas a distância e suas respectivas correções em se tratando de panes e disfunções elétricas e eletrônicas, além de atualizações periódicas de softwares com muita simplicidade.

As novidades da Pavan Zanetti para esta edição da Feiplastic ainda se estenderam ao lançamento da sopradora de pré-formas Petmatic – PET 4C/2L. Trata-se da primeira máquina totalmente automática e mais veloz em sua categoria, concebida para fabricar frascos até 2 litros, e, na ocasião, configurada para soprar pré-formas de 500 ml, pesando 18 gramas, podendo alcançar produções até 5 mil frascos/hora.

“Desenvolvemos a linha Petmatic para atender os mercados de água mineral, embalagens para óleos comestíveis, bebidas carbonatadas, produtos de higiene e limpeza etc., e estamos trabalhando para, no futuro, oferecer modelos com maiores velocidades de produção”, informou Zanetti. Entre os componentes de maior destaque presentes na Petmatic estão um sistema de retirada de frascos formado por garras, além da possibilidade de instalação de esteiras transportadoras de frascos.

Em sua primeira aparição na feira, a sopradora Bimatic – BMT10.0 D/H, com dupla estação, também despertou grande interesse do público por causa das suas novas funcionalidades. Projetada com curso estendido de deslocamento de porta-moldes, medindo 650 mm, 50 mm a mais do que os equipamentos convencionais, a máquina oferece a vantagem de poder comportar um maior número de cavidades de moldes – entre cinco e seis cavidades para a produção de frascos de 1 litro. Dedicada ao sopro de embalagens de polietileno e polipropileno, até mesmo em espessuras de paredes finas, essa máquina permite introduzir sistema de faixa visora nos frascos, oferecendo, de acordo com Zanetti, total controle de distribuição de resinas nas paredes dos frascos, o que permite total controle de peso das embalagens.

Plástico Moderno, Máquina conta com sistema IML e produz por extrusão contínua
Máquina conta com sistema IML e produz por extrusão contínua

Componentes avançados – O comando CLP austríaco B&R também contribui para fazer a diferença nas sopradoras fabricadas pela Romi, tornando-as ainda mais produtivas e com melhor rendimento energético. “Desde 2008, passamos a dotar as sopradoras de vários recursos inerentes à produção seriada e promovemos várias alterações e aperfeiçoamentos, introduzindo, por exemplo, comandos numéricos e melhorias de tolerância e de repetibilidade”, destacou William dos Reis, diretor de máquinas para plásticos da empresa.

Novos recursos também foram introduzidos na sopradora Romi C 5TS. O equipamento por extrusão contínua, em demonstração na feira, foi dotado de sistema IML (In Mould Labelling), e ficou o tempo todo dedicado à produção de frascos de PEAD de 1 litro e com visor de nível.

As novas possibilidades e recursos oferecidos pela nova sopradora, além de abranger novo projeto hidráulico, de mais alto desempenho, e o novo conceito em cabeçotes, com múltiplas zonas de aquecimento e fluxo otimizado de resinas, também remeteram ao passado e à história de tradição da Romi, lembrada pela escolha do tema da ilustração para a rotulagem dos frascos, trazendo à tona a memorável época em que a empresa fabricou no país, sob licença da italiana Isetta, a famosa romiseta, veículo compacto, muito popular, produzido entre 1956 e 1960, e que se tornou um ícone da produção automotiva brasileira.

De acordo com o diretor William dos Reis, a linha de sopradoras Romi C satisfaz às mais altas exigências do setor de embalagens e representa uma evolução conseguida pelos estudos de reengenharia, a fim de tornar as sopradoras mais eficientes e produtivas e com melhores custos.

Um dos pontos altos da tecnologia está no parison, que permite programar até 512 pontos, mas a sopradora Romi C 5TS também possui um avançado sistema hidráulico que, além de otimizar os ciclos, acrescenta maior controle aos movimentos, abrangendo pino, sopro e rebarbador, trazendo ainda um novo conceito em cabeçotes, com múltiplas zonas de aquecimento e com entradas individuais para cada torpedo, sem pontos de parada.

Com força de fechamento de 14 toneladas, a sopradora Romi C 5TS foi concebida para fabricar frascos comportando até 5 litros e pode produzir com moldes de três cavidades, possuindo ainda o sistema direct-drive, que permite o acionamento direto da rosca, uma vez que a extrusora possui motor acoplado diretamente no redutor, o que melhora o desempenho do conjunto extrusor, permitindo realizar regulagens nos três sentidos e facilitando o alinhamento com os demais conjuntos da máquina.

O transformador dedicado ao sopro de PET também encontrou no estande da empresa a sopradora automática Romi PET 230, para produções até 2.500 frascos/hora nas indústrias de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, entre outras. Com capacidade para soprar frascos até 3 litros, a máquina possui sistema de aquecimento com ajustes individuais e comando Controlmaster 10, da B&R, para programação e navegação por teclado touch screen. Entre as facilidades oferecidas por essa linha, estão a troca de moldes simples e rápida e a troca do projeto finish para set-ups de produto, além da existência de silo alimentador e carregador automático de pré-formas, baixo consumo energético e baixo nível de ruído.

Plástico Moderno, Sopradora Ecoblow é a primeira elétrica produzida no Brasil
Sopradora Ecoblow é a primeira elétrica produzida no Brasil

Sopro automotivo – A modernidade no design do novo Fiat Cinquecento (Fiat 500) já chamava a atenção logo na entrada do estande da Bekum. Produzido no México e na Polônia, o automóvel traz como seu grande destaque tanque de combustível de PEAD fabricado em sopradora BA-220, máquina de grande porte produzida na Áustria e assinada pelo tradicional fabricante.

Das mais versáteis, a série de sopradoras BA abrange diversos modelos, para a produção de artefatos plásticos desde 20 litros até 1.000 litros, como garrafões, bombonas, tambores, IBC, brinquedos e peças técnicas, tanto em mono como em multicamada.

O visitante que pretendia conhecer um pouco mais as sopradoras fabricadas pela empresa, no entanto, ao adentrar no estande, seria convidado a conhecer na fábrica, em São Paulo, várias máquinas, como a BA-25, originalmente com uma única estação, um dos modelos que estão no topo das vendas da empresa, principalmente para aplicações em galões de água de 20 litros e 30 litros e bombonas para agroquímicos.

Na América do Sul, porém, a grande líder de vendas, de acordo com o diretor Uwe Margraf, da Bekum do Brasil, é a sopradora BM-304, tanto nas versões com dupla quanto com uma única estação. A série de sopradoras BM atende altos volumes de produção. A BM-704D é a mais requisitada, atualmente, à fábrica brasileira da Bekum. Concebida para altas produções, e com 20 toneladas de força de fechamento, essa máquina é capaz de fabricar 6 mil frascos de 500 ml por hora. Produzida no Brasil e na Alemanha há mais de doze anos, incorpora robustez e é capaz de operar com ciclos muito curtos, de apenas 8.5 segundos, possuindo duas estações de pós-resfriamento, o que permite realizar o sopro de forma mais rápida, diminuindo os ciclos convencionais de sopro dos produtos, segundo destacou o diretor Margraf.

Plástico Moderno, Do tipo híbrido, modelo tem baixo gasto energético
Do tipo híbrido, modelo tem baixo gasto energético

Elétrica nacional – Exposta na Feiplastic 2013, com grande destaque, a Ecoblow 600, primeira sopradora totalmente elétrica produzida pela Multipack Plas, já tinha um destino certo no pós-feira: seguir para Jundiaí-SP, para compor uma das linhas da Bomix, fabricante de baldes e bombonas, com unidades no interior paulista e em Salvador-BA.

Com produção avaliada entre 360 bombonas/hora em se tratando de frascos de 10 litros, podendo chegar a 800 bombonas/hora no caso da fabricação de bombonas de 5 litros, a sopradora Ecoblow 600 apresentou-se como a grande opção para o transformador que começa a experimentar a produção com parâmetros elétricos de operação, mais sustentáveis e mais limpos, abolindo o uso de óleo hidráulico.

Enquanto a Ecoblow 600 era apreciada pelos visitantes da feira, na fábrica da Multipack Plas a produção seguia em ritmo acelerado com novas sopradoras elétricas já encomendadas e sendo produzidas para entrega nos próximos meses.

“Estamos fechando vários negócios, especialmente para atender o sopro nos setores alimentício e farmacêutico e temos outros tantos sendo entabulados em clientes do Nordeste, Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul”, informou Ulisses Fonseca, idealizador da sopradora elétrica e diretor da Multipack Plas.

Entre os vários diferenciais das sopradoras elétricas Ecoblow estão os ciclos mais rápidos de produção e a ampla servomotorização. A vantagem de poder produzir com maior rapidez é um forte atrativo para a aquisição desse tipo de máquina, que opera com nove servomotores, inclusive para o acionamento da extrusora, realizado por motor de toque, sem o uso de redutor, permitindo acionamentos diretos.

“Estamos trabalhando arduamente para colocar toda a nossa linha de máquinas sopradoras dentro dos padrões oferecidos pela série Ecoblow, visando atender às demandas mais exigentes do mercado brasileiro”, finalizou Fonseca.

Plástico Moderno, Salles anunciou a formação de nova empresa com grupo italiano
Salles anunciou a formação de nova empresa com grupo italiano

O grupo italiano TMC, cujo guarda-chuva abriga a fabricante de máquinas de injeção-estiramento-sopro e sopro convencional (Automasynthesi), e empresas de outros segmentos (equipamentos para a indústria de papel, máquinas de fim de linha, serviços), finaliza a criação no país da TMC do Brasil. Em parceria com uma indústria brasileira, que Valdemar Salles Filho, da Coachav, até então agente do grupo no país, prefere ainda não dar o nome, a TMC está finalizando acordos. As operações devem ser concluídas até o final do ano. “Será uma joint venture, que entrará no país com o nome do grupo, TMC, e produzirá máquinas para papel e para plástico”, revelou.

A Coachav entrará na estrutura da TMC e da AMS (serviços) no Brasil. Também a AMS está em fase final de abertura no país. Segundo Salles, o depósito de peças de reposição já está pronto. Agora ele busca técnicos para as máquinas de injeção/estiramento/sopro.

Para plástico, a Automsynthesi produz máquinas de estágio único e sopradoras convencionais para poliolefinas. A ramificação brasileira, porém, fabricará, por ora, apenas as máquinas de injeção/estiramento/sopro para PET. Os projetos contemplam dois modelos, o NSB 50, de 50 toneladas de força de fechamento; e o NSB 80, 80 toneladas de força de fechamento. Como Salles explicou, são modelos híbridos. “Dispõem de hidráulica somente para o fechamento da injeção da pré-forma; todos os outros movimentos são elétricos.”

Com essa configuração, ele assegura, as máquinas conseguem reduzir em mais de 50% o consumo de energia elétrica em comparação com os modelos hidráulicos. Além disso, os movimentos elétricos conferem maior agilidade às operações, sinônimo de ciclos menores. Em seu estande na feira, o grupo exibiu o modelo NSB 80.

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