Feiplastic 2013 – Periféricos: Setor exibe desde pequenos moinhos até soluções completas de automação

Plástico Moderno, Feiplastic 2013 - PeriféricosOs principais nomes do ramo de periféricos marcaram presença na Feiplastic. Fabricantes nacionais e representantes de marcas estrangeiras montaram vistosos estandes para atrair a atenção dos visitantes. O público pôde conferir as novidades da indústria em diversos equipamentos, de um pequeno moinho a soluções completas de automação para transformadores de grande porte. Os interessados viram de perto vários lançamentos, máquinas projetadas para atender à demanda constante dos compradores por maior eficiência. Também foram apresentados muitos modelos já conhecidos em versões aperfeiçoadas.

Plástico Moderno, Dosador tem capacidade para até 300 kg/hora
Dosador tem capacidade para até 300 kg/hora

As novidades não se restringiram à chegada de novos modelos. Durante a exposição, a Moretto, multinacional de origem italiana, confirmou de forma oficial a construção de uma fábrica no Brasil. A planta deve começar a produzir em 2014. O grupo multinacional Conair, outro gigante da área, já teve fábrica no país e deixou no ar a possibilidade de voltar a instalar linhas de produção por aqui.

Entre os representantes das empresas do setor, quase todos notaram melhora nas vendas nos primeiros meses do ano, em especial depois do carnaval. Mesmo um tanto ressabiados com os rumos a serem tomados pela economia, eles acreditam em crescimento em 2013. O evento ajudou muito para o clima ficar otimista. Para os entrevistados, de maneira unânime, desde os tempos em que se chamava Brasilplast, a feira se mostra excelente oportunidade para travar conversas com possíveis clientes e fortalecer os laços com antigos compradores. Contatos capazes de gerar negócios em curto ou médio prazo.

O otimismo pode ser resumido pela frase de Wilson Miguel Carnevalli, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “A feira ficou acima da expectativa. Tenho conversado com expositores e muitos estão com produção de máquinas vendida até o final do ano.”

Investimentos – Em um momento em que o crescimento da economia não entusiasma muito, o anúncio de investimentos em novas plantas industriais é para lá de alvissareiro. Por isso, a informação prestada pela Moretto merece destaque. A nova fábrica está sendo montada em Valinhos-SP, ao lado do escritório brasileiro da empresa.

Plástico Moderno, Plast-Equip insere funis de inox em seus dosadores
Plast-Equip insere funis de inox em seus dosadores

A Moretto tem linha de periféricos completa. “Os primeiros produtos a serem fabricados no Brasil serão voltados para alimentação e dosagem”, informou Federico Bugno, diretor de vendas para a América do Sul. A escolha se deu por serem esses os equipamentos mais vendidos por aqui. Na Feiplastic, a empresa apresentou algumas novidades. Entre elas, um dosador dotado com componentes eletrônicos inéditos, um novo suporte de big bag e um esvaziador de bag e octabin automático.

O grupo Conair não revelou o anúncio de construção de uma fábrica, mas deixou essa hipótese no ar. “Estamos no mercado brasileiro desde meados da década de 70 e já fabricamos equipamentos aqui durante um determinado período, até que as condições do mercado nos forçaram a parar nossas operações”, contou Bill Hricsina, diretor administrativo para a América Latina. Hoje, as condições se mostram favoráveis. “A pergunta não é se vamos ampliar nossa participação no Brasil, e sim como vamos ampliar.”

O grupo oferece ampla linha de equipamentos auxiliares, como sistemas de secagem de resinas, dosadores, alimentadores e sistemas de transporte de materiais, além de equipamentos de controle de temperatura, granuladores e soluções para linhas de extrusão. Na feira, onde a empresa montou o maior estande que já teve em um evento no Brasil, o destaque ficou para o sistema de secagem e transporte móvel MDCW-25, ideal para processadores de plásticos que desejam alterar a secagem de resinas de uma célula de fabricação para outra, por causa de mudanças nos requisitos de produção.

Soluções completas – Os visitantes da Feiplastic puderam conferir variedade impressionante de alimentadores, dosadores, misturadores, moinhos e demais equipamentos auxiliares das linhas de transformação. Os principais fabricantes nacionais e importadores marcaram presença na feira. Entre os expositores, várias empresas apresentaram soluções completas.

Plástico Moderno, Moinhos Rone atendem às normas de segurança
Moinhos atendem às normas de segurança

Foi o caso do grupo multinacional Wittmann Battenfeld, importador de diversos itens para as empresas de injeção. Com a marca Wittmann, a empresa oferece equipamentos voltados desde a captação de matérias-primas dos silos até os robôs responsáveis pela retirada das peças das máquinas. “Temos transportadores, secadores, distribuidores e alimentadores para empresas de todos os portes”, conta Reinaldo Milito, diretor de vendas. Com a marca Battenfeld, o grupo fabrica máquinas injetoras. Em seu estande de grande porte, não foram apresentados lançamentos. Isso não preocupa o executivo. “Temos tecnologia de ponta”, garante.

A multinacional Piovan comercializa modelos para alimentação e transporte, cristalização, dosagem, granulação, controle de temperatura, refrigeração e secagem. A empresa mostrou muitos lançamentos. Na área de alimentação e transporte, destaque para o Ring, dispositivo que mede a produtividade e a eficiência, apontando em tempo real a quantidade de material que passa pela entrada da rosca de plastificação. Também foi destacado o novo alimentador Série S55, para consumo de até 100 kg/h, feito de aço inoxidável.

Mais novidades: os desumidificadores a ar comprimido da série DPA, projetados para pequenos consumos de resina (10 e 30 kg/h); o dosador da série MDP 300, para dosagem de até quatro componentes e capacidade até 300 kg/h; o contador MDW 150, para até seis tipos de materiais; e o termorregulador TMW, com várias opções de bombas para altas vazões e pressões. “Estamos pensando em crescer 15% este ano, mas não está fácil. Acho que a feira vai ajudar bastante”, comentou Ricardo Prado Santos, vice-presidente para a América do Sul.

Plástico Moderno, Refrisat destacou termorregulador da linha TMTI
Refrisat destacou termorregulador da linha TMTI

A Plast-Equip, com fábrica no Brasil desde 1977, também tem linha completa, do silo até a alimentação das máquinas. Na Feiplastic, a empresa divulgou a estratégia de marketing adotada para renovar sua imagem. De acordo com Ivan Toscano de Oliveira, engenheiro de produção, a tática contou da alteração do logotipo da empresa à reforma da carenagem dos equipamentos. Entre as novidades, a remodelação dos desumidificadores, que ganharam novo visual e tela de controle mais acessível para os operadores. Os dosadores também foram aperfeiçoados. “Eles agora contam com funis de inox”, explica o engenheiro.

Especialistas – No segmento dos periféricos, existem empresas com ampla gama de produtos em sua linha e algumas especializadas em determinados equipamentos. Na feira, várias companhias com atuação destacada no mercado em determinados nichos também marcaram presença.

“Estamos há sessenta anos no mercado, sempre no ramo da mistura; decidimos nos focar nesse segmento, não diversificar, e investir na melhora de nossos produtos”, explica Francesco Buffone Filho, diretor da Mecanoplast. A empresa oferece linhas de transporte e dosagem para empresas de pequeno e médio porte.

A estratégia da empresa sofreu guinada interessante nos últimos tempos. “Antes trabalhávamos fazendo desenvolvimentos específicos para nossos clientes, hoje contamos com produtos de linha.” Nos últimos dois anos, a fabricante complementou o portfólio com misturadores horizontais e resfriadores horizontais com capacidades para até 6,5 mil litros. “Estou satisfeito com o mercado”, diz Buffone. Para ele, a participação da empresa na feira é mais institucional. “Temos atuação bem direcionada, queremos consolidar nossa posição com os atuais clientes.”

O negócio da Rone, uma empresa há trinta anos no mercado e totalmente nacional, são os moinhos e equipamentos afins. “Temos mais de duzentos modelos de moinhos e acessórios, como aglutinadores e esteiras”, orgulha-se Moacir Garcia Junqueira, diretor comercial. Uma característica presente nos modelos expostos no estande da fabricante é a adequação à norma de segurança NR-12, exigência da legislação trabalhista. “De um ano para cá, todos os clientes estão exigindo essa condição.”

Plástico Moderno, Novo modelo supera a capacidade do antecessor em 20%
Novo modelo supera a capacidade do antecessor em 20%

Outro destaque da Rone não chega a ser um lançamento, já está no mercado há algum tempo. “Nós patenteamos um sistema de três facas rotativas e uma fixa que proporciona uma série de vantagens aos clientes em relação aos modelos convencionais de duas facas. Ele permite produção maior com menor consumo de energia e maior facilidade de limpeza”, garante. De acordo com Junqueira, o sistema reduz o tempo de operações de três a quatro horas em equipamentos convencionais para de quinze a vinte minutos. “O mercado está estável, a feira é uma ótima oportunidade para efetivar negócios”, emenda.

A cada dia a indústria de transformação produz um número maior de peças plásticas grandes. De olho nesse nicho, a Seibt, fabricante de moinhos, aglutinadores e de equipamentos para reciclagem, lançou quatro novas versões da linha de moinhos GF. O maior modelo, batizado de 1100, é capaz de moer tambores de duzentos litros, para-lamas de caminhões ou peças termoformadas de grande volume. “Com esses moinhos, os fabricantes dessas peças não precisam mais utilizar serras para moer refugos”, exemplifica o diretor Breno Seibt. O dirigente também destaca o fato de todos os moinhos da empresa estarem adaptados à norma NR-12.

Outra atração da Seibt foi o lançamento de um tanque de lavagem feito de aço inoxidável. “Ele apresenta durabilidade muito maior”, garante. O diretor não se queixa do atual momento do mercado. “Acredito que teremos crescimento este ano”, diz. Isso apesar dos primeiros meses do ano não terem apresentado resultados entusiasmantes. “A feira historicamente colabora bastante com as nossas vendas.”

Calor e frio – Não faltaram na Feiplastic as empresas que atuam com equipamentos de termorregulagem voltados para o segmento de transformação. A brasileira Mecalor, criada em 1960, conta em seu portfólio com ampla linha de máquinas. Várias com versões aperfeiçoadas foram mostradas ao público.

Plástico Moderno, Série PL2 atende injetoras de 600 a 900 t de fechamento
Série PL2 atende injetoras de 600 a 900 t de fechamento

Um dos destaques ficou para o novo drycooler projetado pela empresa, destinado à geração de água industrial com até 35ºC, indicado, por exemplo, para o resfriamento dos sistemas de óleo hidráulico de injetoras e sopradoras. “Oferecido em até dez módulos agrupados, ele possui capacidade 20% superior ao modelo anterior da empresa”, informa Italo Leme, coordenador de marketing.

Também foi apresentada a nova linha de termochillers Duo, direcionada ao controle de temperatura de moldes de injeção. “É um equipamento bem compacto, que pode ser usado na produção de peças automotivas bem complexas, que necessitam de ajuste fino, além da estabilidade de vazão e de temperatura.” Outra novidade ficou por conta da linha de termorreguladores TMR, projetada para o controle de temperatura de moldes de injeção ou sopro, com limitação de 140ºC. Completa a série de lançamentos da empresa um painel de gerenciamento a distância wireless, dotado com tela sensível ao toque. Ele é capaz de controlar uma rede de chillers e drycoolers instalada a uma distância de até 500 metros.

Especializada em refrigeração industrial, a Refrisat mostrou em seu estande diversos equipamentos que passaram por aprimoramento. Na linha de água gelada, destaque para a linha SAT-AR Touch, dotada com serpentina interna e ventiladores para gerar a condensação do fluido refrigerante. Os chillers Touch, oferecidos em diversos modelos, são gerenciados por CLP. Eles podem ser usados em linhas de produção de sopro, injeção, extrusão, laminação e flexografia. O termorregulador TMTI e o trocador de calor TC W/AR, por condensação a ar ou a água, completam a lista de novidades.

A Refriac, empresa brasileira de origem familiar há 37 anos no mercado, apresentou vários modelos de sua linha de periféricos de refrigeração. Entre eles, drycoolers, chillers e secadores de ar para moldes, além de reservatórios e skids de bombas. “Temos as máquinas mais robustas do mercado e peças de reposição nacionais. Os equipamentos têm grande durabilidade e são simples de utilizar”, resume sem qualquer falsa modéstia o diretor Leonardo Padeiro. A empresa não fez lançamentos durante o evento. “Promovemos alguns aperfeiçoamentos para melhorar o desempenho e reduzir o consumo de energia.”

Plástico Moderno, Empresa francesa apresentou robô de seis eixos
Empresa francesa apresentou robô de seis eixos

Robôs – Há uma década, o uso de robôs pela indústria do plástico nacional ainda era raro. Os bons resultados obtidos pelos usuários têm proporcionado aumento crescente das vendas desses equipamentos nos últimos anos. Os principais fornecedores do mercado brasileiro puseram seus modelos para funcionar em seus estandes.

A marca italiana Dal Maschio, pioneira na fabricação de robôs para a indústria do plástico no país, há mais de dez anos mantém uma planta industrial na cidade de Diadema-SP. Na feira, a empresa mostrou a linha PL, formada por unidades cartesianas dotadas com de três a cinco eixos servomotorizados. Os modelos PL1 são indicados para injetoras de 400 a 600 toneladas de força de fechamento; e a PL2, para injetoras de 600 a 900 toneladas.

A empresa também divulgou a possibilidade de fabricação de unidades especiais para locais com alturas reduzidas, linhas de produção com ciclos rápidos, usinagem de peças de grande porte e outros projetos com características diferenciadas. De quebra, destacou a prestação de serviços de retrofit executados em robôs de outros fabricantes. José Luiz Galvão Gomes, diretor da empresa, destaca o fato de, por ter produção local, a empresa prestar serviços mais ágeis de assistência técnica, ter estoque de peças disponível e vender equipamentos com as condições de financiamento oferecidas pelo BNDES.

Plástico Moderno, Equipamento faz a retirada dos canais de injeção
Equipamento faz a retirada dos canais de injeção

A japonesa Star Seiki, que conta com escritório de atendimento comercial e técnico para a América do Sul em São Paulo, aproveitou a Feiplastic para lançar no Brasil o modelo Swing Axel, indicado para retirar canais de injeção das peças fabricadas e colocá-los nos moinhos. “É um robô voltado para a modernização das linhas de produção”, explica Marcio Massayoshi Morioka, supervisor de vendas técnicas.

Os robôs cartesianos tradicionalmente usados para retirar peças das linhas de injeção das séries GX e eS são os campeões de vendas da empresa. “Eles correspondem a 75% de nosso faturamento”, diz o supervisor. Outros destaques são os componentes para garras. As vendas vão bem, obrigado. “Nos últimos dois anos elas têm crescido de maneira moderada.” A esperança é de aquecimento em 2013. “A feira deve ajudar. O número de solicitações por aqui está muito bom.”

Outra empresa do ramo, a Sepro Robotique, de origem francesa, lançou na Feiplastic dois novos modelos de robôs, o 5X (com cinco eixos controlados por comando inteligente) e o 6X (seis eixos), desenvolvidos em colaboração com a Stäubli Robotics. Eles foram projetados para operações sofisticadas de moldagem por injeção, como as que exigem colocação de insertos, trajetórias complexas para extração no molde ou outros recursos. Também foram divulgados os robôs cartesianos fornecidos pela multinacional.

“O Brasil é um mercado em rápida expansão e muito importante para a Sepro em 2013”, afirma Jean-Michel Renaudeau, diretor-geral da empresa. A chegada das linhas com cinco e seis eixos transforma a companhia em uma opção para compradores com interesses distintos. “Não importa qual seja a aplicação, temos opções para atender a todas as necessidades dos clientes.”

Diretor da Sepro no Brasil, Oscar da Silva comemora a negociação de 21 equipamentos na feira, dos quais sete para a planta da Sakura, inaugurada recentemente em Itu, com uma receita equivalente a 350 mil euros. Segundo ele informa, a Sepro administra negócios mundiais da ordem de 55 milhões de euros e é a maior fornecedora de robôs para a indústria automotiva da Europa e da América do Norte, tendo automatizado mais de 25 mil máquinas injetoras no mundo. No Brasil há 12 anos, a empresa conta com mais de 500 máquinas injetoras automatizadas.

2 Comentários

  1. bom dia!!!!! reciclar é preciso para manter o planeta limpo! pois nós seres humanos precisamos mais dele do que ele de nós….Seja consciente….

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