Feiplastic 2013: Feira deixa uma boa impressão e inspira projeções positivas

Alguns também se queixaram da falta de flexibilidade no calendário da Reed. Lamentaram a coincidência de exibição da Feiplastic com a Chinaplas, pois, além de perderem a oportunidade de conferir a megafeira asiática, eles também deixaram de receber a visita de diversos clientes, que preferiram viajar ao outro continente. Liliane informa estar tentando, com a SP Turis, administradora do Parque do Anhembi e do Autódromo de Interlagos, conciliar o calendário de feiras com eventos internacionais, inclusive com a corrida de Fórmula Indy, que acontece também nos meses de maio e ocupa os arredores do Anhembi.

Plástico Moderno, Feiplastic 2013A transformação – O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho, aproveitou a ocasião da feira para divulgar os números do setor, que prevê um crescimento perto de zero para este ano, apesar de uma expectativa de alta entre 3% e 4% na demanda por transformados plásticos. “A concorrência com os importados está dramática e são eles que devem absorver essa alta”, lamentou.

Segundo Roriz, os três primeiros meses do ano foram bons, apontando uma recuperação. De janeiro a março, a produção de transformados plásticos cresceu 2,6%, de acordo com os registros da Abiplast, e foi puxada em especial pelos bons desempenhos dos setores automotivos e de embalagens. Ainda impulsionados pelo Finame-PSI, os transformadores foram às compras e, segundo levantamento da sua entidade de classe, investiram R$ 623 milhões, 48% mais que no primeiro trimestre de 2012. “O setor se animou e investiu na substituição de máquinas por outras mais produtivas”, disse Roriz, “mas o desempenho de abril frustrou muito”, completou. E os ânimos arrefeceram…

No cômputo do primeiro trimestre do ano, as exportações da indústria de plástico brasileira encolheram 8% em faturamento (ficaram em US$ 304 milhões) sobre o mesmo período de 2012, enquanto as importações adensaram 7% e somaram US$ 902 milhões. Resultado: a balança comercial do setor continua no prejuízo, um déficit 15% maior na faixa de tempo avaliada, totalizando US$ 598 milhões. Em peso, o país exportou só 56 mil toneladas de transformados plásticos, contra 177 mil toneladas importadas. Um déficit de 121 mil toneladas.

Página anterior 1 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios