Feiras e Eventos

FEIPLASTIC 2013 – Extrusoras: Momento favorável para a reativação das vendas incita a indústria a inovar

Jose Paulo Sant Anna
17 de junho de 2013
    -(reset)+

    Com as novidades, a Bausano pretende melhorar ainda mais o bom desempenho das vendas verificado no início do ano. “O mês de janeiro foi muito bom, em fevereiro houve uma queda e em março sentimos nova melhora. Acredito que os resultados serão bem melhores do que os do ano passado.” A previsão não é tão boa quanto parece à primeira vista. A comparação com o ano passado tem uma ressalva. “Em 2012, os negócios estiveram longe de atingir a meta preestabelecida, o ano fechou com resultados piores do que os do exercício anterior.”

    O segmento da construção civil é o principal cliente da empresa. A melhor fatia do bolo vem da venda de modelos para forros e perfis, que respondem por 50% do faturamento. Outros 30% são obtidos no nicho de tubos. Por essas e por outras, a aproximação da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos anima. “Acreditamos na realização de várias obras com a ocorrência desses eventos.”

    Pero Vaz de Caminha – Em se plantando, tudo dá. A frase proferida por Pero Vaz de Caminha na célebre carta que escreveu para o reino de Portugal para contar a façanha do descobrimento do Brasil ajuda a entender o pensamento de Enrico Miotto, presidente da Miotto, tradicional fabricante de máquinas para tubos, perfis e laminados, sobre a participação da empresa na Feiplastic.

    Ao fazer contatos na feira, são lançadas sementes para futuras negociações. Cultivadas, nem sempre dão frutos de imediato. Mas podem permitir futuras colheitas, mesmo que elas ocorram depois de um longo período. “Fizemos contato com uma empresa da América do Sul na Brasilplast, há quatro anos. Recentemente, seus dirigentes trouxeram o folheto que pegaram na época e vieram conversar conosco para fechar negócio”, exemplifica. Esse é um caso extremo, é lógico. Às vezes tudo se define em quatro meses, às vezes em um ano. “As coisas no nosso ramo ocorrem assim.” É necessário um período de maturação, os clientes estudam a tecnologia aplicada nos equipamentos, avaliam o que precisam e, quando sentem segurança, partem para o investimento.

    Para atrair a clientela, a Miotto mostra em seu estande uma máquina de 11 toneladas, com capacidade de produção de até 1.500 kg/h. “Ela é destinada a empresas de grande porte, talvez seja a maior máquina do gênero já construída no Brasil.” Seu preço estimado é de R$ 1,5 milhão. Máquinas menores também terão vez. Entre elas, uma lançada no ano passado, indicada para laboratórios e escolas de ensino superior. Trata-se de modelo 3 por 1, voltada para a produção de grânulos, tubetes ou fitas.

    De acordo com o presidente, os negócios para a empresa só começaram a aquecer depois da Páscoa. “O ano começou meio lento, mas agora está a todo vapor, a 120 por hora”, comemora. Em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho melhorou muito. Está certo que em 2012 os resultados foram pífios. “Este ano esperamos crescer 50%”, calcula.

    Sempre presente – Nem só de fabricantes nacionais vive o segmento na Feiplastic. Representantes de marcas internacionais marcam presença e prometem competir de igual para igual com a indústria brasileira. Um exemplo ocorre com a BY Engenharia, responsável desde 1999 pela comercialização de máquinas da norte-americana Davis-Standard. A marca conta com modelos sofisticados indicados para todos os nichos de mercado. A empresa também divulga todos os periféricos oferecidos pela fabricante para linhas de extrusão.

    “Sempre participamos do evento, não faltamos a nenhum”, ressalta o diretor de vendas e marketing Marco Antonio Gianese. Para ele, a presença tem caráter bem institucional. Repetindo o que disseram todos os entrevistados, ele espera angariar novos contatos e fortalecer os antigos. E, é lógico, alavancar o desempenho das vendas. “Este ano estamos com expectativas melhores. O ano passado foi difícil.” Além dos problemas comuns às empresas brasileiras, a BY precisa enfrentar o protecionismo presente em algumas iniciativas do governo. “A taxação dos importados passou de 14% para 25%”, lembra. Para piorar, houve a valorização do dólar e o financiamento “amigável” do BNDES para as máquinas nacionais.

    Para enfrentar as dificuldades, a empresa lança novo modelo, desenhado para atender às especificidades do mercado brasileiro e indicado para os transformadores de embalagens flexíveis. Produz filmes com a tecnologia extrusion coating, amplamente utilizada nos Estados Unidos e na Europa. “No Brasil são usados os laminados à base de solventes, que não são muito ecológicos”, diz. Essa propriedade pode facilitar a entrada do equipamento por aqui. O diretor conta com a mudança de cultura por parte dos transformadores, pressionados a adotar soluções amigáveis à natureza.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *