Feiplastic 2013 – Extrusoras: Expositor inova com tecnologias mais alinhadas às necessidades do mercado da transformação

Plástico Moderno, Monocamada Challenger Blow pode fabricar até 400 kg/hora
Monocamada Challenger Blow pode fabricar até 400 kg/hora

Novas oportunidades de mercado inspiram a criação de novos projetos em máquinas para a área de extrusão. As novas concepções em extrusoras estão levando em conta reais possibilidades existentes no mercado brasileiro e sendo configuradas para atender pontualmente novas frentes de aplicação, estimulando os transformadores a adquirir versões mais aprimoradas. Em consequência disso, fabricantes de máquinas levaram para a Feiplastic 2013, a megaexposição bienal do plástico, muitas novidades em extrusoras, equipadas com recursos mais modernos e inteligentes, que permitem não só elevar a produção, como também oferecem tecnologias mais afinadas com as atuais necessidades desse setor da transformação.

Aprimorada em seu software de comando, agora, autoexplicativo e corretivo, permitindo, por exemplo, não interromper a produção da máquina quando é feita a sua manutenção, a extrusora dupla rosca MD-75 Plus, exposta pela Bausano do Brasil, atraiu grande interesse do público pelas suas funcionalidades. Dedicada à extrusão do PVC, a máquina já havia se tornado o carro-chefe no território nacional, pela sua capacidade de produzir até 350 kg/hora em tubos, perfis, laminados para forros, e granulações diversas. Mesmo assim, corroborando para a evolução contínua desse tipo de equipamento, a máquina foi ainda mais aprimorada.

“Promovemos um upgrade no comando da MD-75 Plus. Agora é possível programar manutenções periódicas de trocas de óleo e de filtros, de acordo com o seu tempo de utilização em horas, e realizar, se for o caso, correções, sem que a máquina interrompa toda a programação de serviços”, destacou Chrystalino B. Filho, diretor comercial da Bausano do Brasil.

Para ilustrar um pouco mais, os novos recursos embutidos na máquina facilitam a produção e permitem visualizar todo o funcionamento do sistema elétrico no painel CLP, alertando para a ocorrência de qualquer problema, com a indicação exata de sua localização, apresentando a respectiva providência a ser tomada.

Afora os recursos introduzidos na MD-75, foi o modelo MD-90, em lançamento na feira, que apresentou ao transformador novas possibilidades para a área de extrusão do PVC. Ou seja, além de altamente produtiva por processar até 540 kg/hora de resina, a MD-90 faz tudo o que a MD-75 faz; e mais: também fabrica telhas de PVC em diversos modelos, como colonial, trapezoidal, ondulada etc., com grandes vantagens sobre outros materiais, como permitir recortes e resistir bastante à quebra.

Os ganhos em tecnologia e a versatilidade da máquina, de acordo com o fabricante, em boa parte também se devem à variedade de roscas oferecidas pela Bausano, que evoluíram nas geometrias, podendo ser encontradas até o momento em 35 opções. Porém, o que mais aguçou o interesse dos potenciais compradores foi a perspectiva de poder contar pela frente com a maior utilização de telhas de PVC em substituição a outros materiais.

“O interesse por nossas máquinas também tem aumentado, porque elas conciliam a alta produção ao baixo consumo de energia e operam com um sistema de transmissão patenteado pela empresa, o multidrive, que elimina os esforços de torção sobre as engrenagens, aumentando a potência das roscas”, destacou o diretor. A Bausano expôs em parceria com a Primac, fabricante de periféricos para extrusão de tubos e perfis.

Parceria internacional – As inovações apresentadas no estande da Wortex, de Campinas-SP, também surpreenderam os visitantes da Feiplastic 2013. A primeira delas, e a que mais chamou a atenção, pelo porte e pela alta produtividade, foi a extrusora monocamada Challenger Blow, projetada, entre outros, para a fabricação de filmes para empacotamento automático. Em lançamento na feira, a máquina pode alcançar produtividade até 400 kg/hora, a depender de parâmetros técnicos, como a espessura dos filmes tubulares que se deseja fabricar.

Plástico Moderno, De Filippis anunciou a criação de jointventure com a Amut
De Filippis anunciou a criação de jointventure com a Amut

“Com blendas de polietileno e polietilenos lineares metalocênicos, por exemplo, a Challenger Blow é capaz de produzir entre 250 kg/hora e 300 kg/hora, em se tratando de filmes com espessura de 50 micras e largura útil de 1.600 mm”, informou Paolo De Filippis, diretor da Wortex.

Os avanços oferecidos por essa máquina também remetem ao baixíssimo consumo de energia, que chega a 0,26 kW por quilo de filme produzido.

De acordo com o fabricante, a extrusora Challenger Blow, no entanto, comercializada durante a feira, compõe uma das linhas de um grande projeto de desenvolvimento delineado pela Wortex, e que prevê a internacionalização de máquinas para o mercado de extrusão com equipamentos sendo produzidos no Brasil.

Tal processo de internacionalização contará com o suporte de uma rede comercial formada em pelo menos 25 países, nos quais a italiana Amut, com a qual a Wortex consolidou parceria, criando a Amut-Wortex, mantém representações e distribui várias linhas de máquinas.

“A linha Challenger é composta por uma ampla família de máquinas extrusoras e coextrusoras não só de filmes, como também de tubos, de perfis, de folhas, de chapas e também de Wood Plastics Composites (WPC), todas concebidas com a mais alta tecnologia”, informou o diretor De Filippis.

A diversidade de tecnologias compreende desde extrusoras para filmes tubulares até coextrusoras de filmes em multicamadas, abrangendo três, cinco e sete camadas, produzidas por máquinas com um único cabeçote.

A primeira máquina produzida como fruto da joint venture Amut-Wortex também foi exposta com grande sucesso na feira. Trata-se de extrusora com produção horária de 600 kg, para a fabricação de tubos com 110 mm de diâmetro, destinados a compor redes de distribuição de água e de esgoto, e cujos principais diferenciais estão na dupla saída, ou seja, na fabricação de duas linhas de tubos, simultaneamente, o que garante maior produtividade, e também na estabilidade do processo, assegurando qualidade uniforme em toda a produção.

De acordo com os fabricantes, a linha Amut-Wortex, de extrusoras para tubos, compreendendo equipamentos monorrosca e dupla rosca contrarrotante, pode ser configurada com cabeçotes para a extrusão de PP, PE e PA, com até 1.200 mm de diâmetro, e com cabeçotes radiais para PVC e ABS, com até 1.000 mm de diâmetro, contando, ainda, com configurações para a extrusão de PEX e de TPU, ao ritmo de 1.500 kg/hora.

Prometidas ao mercado para ainda este ano, as coextrusoras para produzir perfis possuem capacidade produtiva nominal para alcançar até 800 kg/hora, e deverão contar com modelos monorrosca e dupla rosca contrarrotante.

Igualmente para produzir chapas, folhas e painéis multicelulares, a Amut-Wortex pretende colocar no mercado ainda este ano extrusoras e coextrusoras monorrosca e dupla rosca, com capacidade até 2.000 kg/hora, providas, entre outros recursos, de cabeçotes planos e de distribuidor para placas de multicamadas, compreendendo até nove camadas.

A partir de 2014, a Amut-Wortex também planeja abastecer o mercado com extrusoras dupla rosca contrarrotante para produzir WPC (Wood Plastics Composites), mistura de termoplásticos com pós e fibras vegetais, conhecidos como pós de madeira. Muito requisitados na fabricação de mobiliário, esses materiais possuem ampla gama de aplicações, como na composição de decks para embarcações e piscinas, dormentes para trilhos de ferrovias, entre outros.

Etapa prevista e de suma importância para a comercialização de máquinas no mercado brasileiro, a fim de garantir o acesso dos compradores às linhas de financiamento, a nacionalização dos equipamentos que estão sendo produzidos pela joint venture segue em clima de intercâmbio e fusão de especialidades.

Em entrevista coletiva à imprensa, promovida durante a Feiplastic 2013, e que contou com as presenças de Mauro Drappo, CEO da Amut, e Ângelo Milani, diretor comercial da Amut, Paolo De Filippis afirmou que a joint venture Amut-Wortex trará para a indústria de transformação mais inovação tecnológica e investimentos, e que as máquinas que serão fabricadas no Brasil contarão com índice de nacionalização dentro dos parâmetros requeridos pelo BNDES para enquadramento nas linhas do Finame, atualmente de 65%.

Segundo De Filippis, o mercado de tubos ficou estagnado durante alguns anos no país, mas voltou a dar sinais de crescimento, principalmente pela necessidade de investimentos na área de infraestrutura. As perspectivas também são boas em relação à demanda de extrusoras para a área de reciclagem em processos totalmente automatizados e também pelo sistema bottle-to-bottle, especialidades reconhecidas também da Amut.

Plástico Moderno, Carnevalli Filho apresentou um mix variado de máquinas
Carnevalli Filho apresentou um mix variado de máquinas

Tecnologia é o ponto forte – O destino da coextrusora Plus três camadas 3P0 2500, fabricada pela Carnevalli, não poderia ser diferente: bastou ser montada para exibição na Feiplastic 2013 e já estava vendida para a Plásticos Marau, do Rio Grande do Sul. A alta produtividade – até 700 kg/hora em PEAD/PEBD/PEBDL – e a qualidade da plastificação, permitindo fabricar filmes mais resistentes e com qualidade óptica superior, explicam o grande interesse do transformador brasileiro – e também dos estrangeiros – por esse tipo de máquina nacional e com elevado conteúdo tecnológico.

Em se tratando de coextrusão, a empresa também apresentou ao visitante da feira a Coex Plus 3PO 1600, uma opção mais econômica para produções em menores tiragens – até 200 kg/hora -, para a fabricação de filmes técnicos, FFS, termocontráteis, esticáveis, sacolas de alta densidade e diversos tipos de sacarias.

As novidades ainda se estenderam para o lançamento na feira de uma extrusora de chapas. “Trata-se de uma nova opção em laminadoras para PP, PS de alto impacto, PEAD, PEBD, PET e PVC, com capacidade de produção até 700 kg/hora em PP e até 1.000 kg/hora em PS”, informou o diretor Wilson Carnevalli Filho. Com 130 mm de diâmetro de rosca e apresentando largura útil de 1.200 mm, a nova extrusora pode ser montada em diversas configurações, podendo ser totalmente automatizada.

Plástico Moderno, Carnevalli Filho apresentou um mix variado de máquinas
Carnevalli Filho apresentou um mix variado de máquinas

Sobre os efeitos pós-Feiplastic, o que significa continuidade no fechamento de negócios por longos períodos, Carnevalli Filho comentou também que os outros atributos da Coex Plus 3PO 2500 garantem maior estabilidade à produção dos filmes. “A Coex Plus conta ainda com um sistema de anel de ar que promove a correção automática da espessura do filme, e que promove a regulagem de altura, o que aumenta a produção e corrige variações de espessura, garantindo a melhor produção”, destacou.

De acordo com o fabricante, a estrutura ainda oferece gaiola pantográfica com roletes de silicone que não marcam o filme. Outro diferencial está no painel elétrico. Montado dentro de sala climatizada, ele garante maior vida a todos os componentes elétricos.

A empresa também levou para a exposição um exemplar da Polaris Plus, a extrusora líder de vendas. “O alto conceito da Polaris Plus se deve ao fato de ela ser uma máquina com a melhor relação custo/benefício existente no mercado, o que significa ser a mais econômica, produtiva e rápida entre todas de sua categoria, apresentando rosca com geometria que permite alcançar altas produções e com baixa rotação”, destacou o diretor. No processamento de PEAD, a Polaris Plus-65, em exibição no estande, pode alcançar até 220 kg/hora; e, em se tratando de PEBD/PEBDL, até 240 kg/hora.

O visitante ainda pôde conferir a nova extrusora balão da Carnevalli, para filmes tubulares de PEAD, PEBD e PEBDL, modelo E-40, projetada para alcançar produções até 60 kg/hora de filmes de PEBD/PEBDL. Compacta, essa máquina apresenta diâmetro de rosca de 40 mm e foi desenvolvida para o transformador que dispõe de pouco espaço, mas não abre mão da inovação, oferecida, entre outros, por um sistema de arraste exclusivo de regulagem de altura que é motorizado por meio de fuso com guias lineares, bem como pelo diferencial de poder formar bobinas picotadas com fundo estrela.

Segundo Carnevalli Filho, trata-se de um relançamento, uma nova versão aprimorada e que conta com novo painel de comando CLP e interface IHM. O projeto foi realizado para atender à grande demanda que vem surgindo nos supermercados para acondicionar produtos a granel, em embalagens (sacos) com larguras até 800 mm.

Plástico Moderno, Correa expôs aprimoramentos nas linhas de granulação e reciclagem
Correa expôs aprimoramentos nas linhas de granulação e reciclagem

Também expondo na feira, a ADL, empresa com 27 anos de atuação no ramo, destacou a sua linha de extrusão para granulação e reciclagem, permitindo aos usuários trabalhar com materiais moídos pós-consumo e pós-industrial, com várias dimensões e diâmetros de rosca, desde 60 mm até 160 mm, apresentando esta última uma capacidade de granulação até 1.200 kg/hora.

O modelo ADL-100, em exibição ao público, com rosca de 100 mm, segundo o diretor Danilo Correa, foi aprimorado recentemente, oferecendo, agora, novos componentes e melhor capacidade de aquecimento, e também novos recursos de automação, com painel de comando CLP, além de novo design.

“A nossa clientela vem aumentando a cada ano e, hoje, estamos fechando mais negócios com transformadores do que com recicladores, que investem mais na compra de linhas para regranulação de materiais termoplásticos”, observou Correa, confiante nos resultados da Feiplastic 2013.

Extrusion-Coating – Muito difundida no mercado norte-americano, a última geração em tecnologia extrusion-coating foi destacada no estande da By Engenharia, em representação à Davis-Standard, especializada em linhas completas de extrusão.

Acompanhado do diretor da By Engenharia, Marco Antonio Gianesi, o engenheiro de vendas responsável pela América Latina da Davis-Standard, Lou Piffer, relatou as funcionalidades e vantagens da extrusion-coating, empregada nos E.U.A. desde os anos de 1950.

“Estamos empenhados em trazer para o Brasil a tecnologia extrusion-coating, desenvolvida para embalagens flexíveis, e que se apresenta como um sistema muito mais competitivo, que proporciona embalagens mais econômicas, abolindo as laminações convencionais que se utilizam de adesivos”, afirmou Piffer.

Além de permitir a extrusão dos polímeros e o revestimento dos materiais, outras grandes vantagens oferecidas pelas máquinas extrusion-coating (linhas de grandes dimensões, com mais de 30 metros de comprimento e 15 metros de altura), de acordo com Gianesi, são: poder revestir diferentes substratos, como papel, alumínio, papelão e plásticos (PVC, PE, PP, poliésteres etc.) e alcançar velocidades de produção que chegam a 300 metros por minuto, em larguras desde 0,75 m até 1,5 m, o que pode resultar numa produção diária de 670 mil m2 por dia.

Plástico Moderno, Gianesi (à esq.) e Piffer exibiram a tecnologia extrusion-coating
Gianesi (à esq.) e Piffer exibiram a tecnologia extrusion-coating

Destacada pela primeira vez num roteiro de divulgação mundial incluindo a Feiplastic 2013, simultaneamente à Chinaplas, e antes mesmo da sua apresentação na K, de Dusseldorf, na Alemanha, a nova geração de máquinas extrusion-coating, representada pela linha dsX flex-pack, oferece avanços na produtividade e na automação, permitindo fabricar filmes na faixa de 775 mm até 1.550 mm, destinados à ampla gama de embalagens, incluindo itens voltados a acondicionar alimentos e cosméticos numa grande variedade de versões em stand-up pouches e bisnagas.

Depois de atuar fortemente no mercado norte-americano, primeiro no ranking de vendas fora da Europa, a italiana Gamma Meccanica, presente à Feiplastic 2013, também pretende estender sua atuação ao mercado latino-americano, ao estabelecer base comercial no território brasileiro.

“Desde o final de 2012, montamos uma filial em Limeira, no interior paulista, e estamos trabalhando fortemente na apresentação de nossas tecnologias para os transformadores brasileiros”, afirmou Andrea Burini, um dos principais executivos da empresa sediada em Reggio Emilia, província próxima à Bologna, ao norte da Itália.

Trata-se da quinta filial do grupo a ser instalada fora da Europa, e que já possui ramificações na América do Norte e também na Rússia, China e Índia. Há mais de 25 anos, produzindo extrusoras para reciclagem de PET, PP, PE, PC, entre outros, a empresa, de acordo com Luca Girardi, nomeado gerente comercial da Gamma Meccanica America Latina, contará com parceiros locais para a prestação de serviços de assistência técnica aos compradores dos equipamentos, e pretende manter, no futuro, estoques de peças no Brasil.

Segundo Girardi, um dos diferenciais da empresa é colocar à disposição de interessados, na Itália, uma linha de extrusão-piloto para a realização de testes, bem como um laboratório para análises, equipado com recursos que permitem conhecer exatamente qual é o Melt Flow Index dos materiais.

Parte do grupo NZ, a NZ Philpolymer, divisão de máquinas e embalagens, fornece ampla gama de equipamentos importados da China (até três fornecedores para cada linha de máquina), que atendem laboratórios e processos de reciclagem, elaborando projetos para a gestão de resíduos. A atuação da empresa ainda inclui a prestação de serviços para terceiros na área de transformação (injeção e extrusão).

A empresa compareceu à feira com uma nova extrusora monorrosca tipo cascata com dupla degasagem a vácuo. O diretor comercial Thiago Zaude explica que o equipamento possui recursos diferenciados em relação à linha antecessora, como canhão com dupla degasagem a vácuo e troca de tela hidráulica com pistão lateral para fluxo de matéria-prima. A troca de tela ocorre sem parada da produção. O principal resultado, segundo ele informa, é o aumento na produtividade. As opções de modelo variam desde capacidades produtivas de 80 até 100 kg/hora, no modelo LDD 80-70, números relativos aos diâmetros de rosca, respectivamente no primeiro e no segundo estágio; até 350 a 450 kg/hora, no modelo LDD 150-140.

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