FEIPLAR/FEIPUR 2010 – Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis

Plástico Moderno, FEIPLAR/FEIPUR 2010 - Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis
Resina verde é alternativa para fabricante de carro elétrico

Produzidas com óleos vegetais de soja, milho, linhaça, coco, canola ou colza, as resinas verdes da Reichhold deverão constituir a opção de escolha para a fabricação de carros elétricos da Obviol. Um exemplar dessa nova geração de carros elétricos, aliás, estava em exposição no estande e atraía a atenção dos visitantes da feira. O minicarro exposto, na cor verde escuro, modelo 828H, tratava-se, na realidade, de um híbrido, com carroceria produzida pela MVC.

A preocupação em reduzir o teor de estireno residual em reservatórios de água, conhecidos como caixas-d’água, também levou a empresa a desenvolver uma nova resina de poliéster insaturado. Trata-se da resina Polylite 33209-50, de baixa viscosidade e com altos sólidos, e que atende às exigências de toxidade da norma NBR 13210, referentes às migrações de estireno e diclorometano, caracterizando-se por ser uma resina de baixo teor de estireno residual e não-contaminante para os reservatórios de água para consumo.

A baixa viscosidade também é característica de outra nova resina de poliéster insaturado (Polylite 413), desenvolvida para utilização nos processos de infusão a vácuo e RTM, em aplicações voltadas à produção de barcos e pás eólicas, principalmente privilegiando o aspecto produtividade. Outra grande vantagem dessa nova resina, porém, é propiciar menor contração e baixo pico exotérmico, o que significa afastar o risco de deformação das peças.

No campo das pás eólicas em especial, a empresa há alguns anos vem expandindo seu leque de opções para contribuir para o incremento das aplicações, tendo por base a constatação de que cerca de 2/3 das turbinas eólicas ainda são produzidas com soluções de epóxi, enquanto apenas 1/3 delas, de poliéster insaturado.

Um sistema inovador de construção de moldes com contração próxima a zero também entrou no foco de atenção dos novos desenvolvimentos da Reichhold, culminando com a nova resina de poliéster insaturado (Polylite 33542-25). Segundo os técnicos da empresa, essa nova tecnologia permite reduzir em até 50% o tempo de fabricação de moldes em comparação com os sistemas convencionais, apresenta custo mais acessível e resulta em materiais de alta estabilidade dimensional, sem distorções superficiais, mais resistentes, e com maior tempo de vida útil.

Resina para saneamento – A importância de contribuir para as obras de saneamento tão necessárias à qualidade de vida no país também levou a empresa a desenvolver uma resina específica de poliéster insaturado para essas aplicações. Esse é o caso da nova resina Polylite PD 3535, destacada na Feiplar, e que reúne propriedades para atender às exigências mais severas de desempenho das tubulações empregadas para a condução de água, esgoto doméstico e até mesmo vinhaça.

Segundo os técnicos da empresa, as resinas para saneamento devem cumprir exigências cruciais relacionadas com alta resistência a ambientes aquosos ou com esgotos domésticos e alta temperatura de termodistorção para suportar as condições de estocagem. Um dos fortes atributos dessa nova resina é o seu alongamento de ruptura, superior a 3,5% e o HDT, maior que 80ºC, conferindo ao material adequação para uso em tubulações e tanques, acessórios reforçados com fibras de vidro, moldados em processos abertos (laminação manual ou com pistola) ou produzidos por filament winding.

Desenvolvimento igualmente interessante da empresa é a resina de poliéster insaturado (Polylite 32245-60) em base cem por cento DCPD (diciclopentadieno), concebida para a fabricação de mármores sintéticos. Trata-se de nova tecnologia que permite produzir com uma resina de baixa viscosidade e com alto teor de sólidos, facilitando a umectação das cargas minerais e a saída de bolhas do composto, permitindo aumentar a quantidade a ser adicionada de cargas, o que irá reduzir os custos dos produtos finais.

Entre as várias soluções inovadoras apresentadas pela empresa ainda se destacou a tecnologia solid surface, para a fabricação de tampos, pisos, bancadas, tanques, pias, lavatórios etc. para utilização em residências, hotéis, restaurantes, laboratórios farmacêuticos, hospitais e consultórios médicos. O material é compactado, aparentemente similar ao mármore e ao granito, mas apresenta, segundo a empresa, vantagens decorrentes de sua fácil processabilidade, reciclabilidade, alto acabamento superficial e, principalmente, não apresenta porosidades, sendo considerado atóxico e, portanto, capaz de evitar contaminações, proporcionando, assim, melhores condições de higiene, bem como alta resistência à água e a produtos químicos.

TPU à base de PPDI – Com sede em Li Shui, na China, a UPChem também se destacou na Feipur, trazendo novidades. A mais importante delas, denominada UPChem PPDI HPT-808, trata-se de um TPU à base de PPDI, considerado um poliuretano termoplástico de alta performance, uma inovação em âmbito mundial.

O TPU baseado no isocianato PPDI (p-fenileno diisocianato) se caracteriza por ter alta resistência à abrasão e baixa compressão a elevadas temperaturas, para aplicações de alto desempenho e diretas em processos de injeção, extrusão e calandragem de poliuretanos, TPU, tintas, vernizes e intermediários, contemplando os setores automotivo, alimentício, agricultura, de tintas e vernizes, entre outros.

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