FEIPLAR/FEIPUR 2010 – Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis

Expansores para isolamento – A Solvay do Brasil, divisão fluorquímicos, destacou na Feipur as inúmeras vantagens das blendas Solkane 365/227, agentes de expansão considerados de terceira geração, que oferecem a menor condutividade térmica entre todos os produtos alternativos ao HCFC-141b, característica que torna o material especialmente indicado para a fabricação de espumas destinadas a isolamentos térmicos.

Além de não afetar a camada de ozônio, o produto não é inflamável e não amolece a matriz de PU, permitindo a fabricação de espumas com excelentes propriedades mecânicas e com alto nível de segurança.

Outra linha destacada pela empresa foi a Ixol, composta por diol poliéter alifático (Ixol M125), indicado para sistemas monocomponentes de PU e para espumas de poliisocianurato (PIR), e também por Ixol B251, destinado à fabricação de espumas rígidas para isolamento térmico. Ambos os materiais, segundo os técnicos da empresa, apresentam efeito permanente de retardância à chama, sendo especialmente indicados para as aplicações nas quais os requisitos de proteção ao fogo são elevados.

Adesivos inovadores – Inovação igualmente interessante apresentada na Feipur foi o adesivo bicomponente de poliuretano, denominado comercialmente por Araldite 2045, considerado de alto desempenho para a colagem de plásticos na indústria automotiva. Desenvolvido pela Huntsman, Advanced Materials, divisão que engloba especialidades da antiga Ciba e da Vantico, trata-se de adesivo estrutural da família Araldite, formada por diferentes tecnologias e bases químicas e que pode conter um ou dois componentes.

À base de resinas epóxis, uma das famílias de adesivos desenvolvidos pela empresa é recomendada para promover a adesão entre metais e materiais compostos de alta resistência química.

Quando formulados à base de metacrilatos, são considerados excelentes para a colagem de plásticos e FRP e tendo por base os poliuretanos são considerados flexíveis para materiais compostos e termoplásticos. Para todas essas variações, há aplicações especialmente recomendadas para as indústrias aeronáutica, automotiva, autopeças, eletroeletrônica, construção civil, entre outras.

Outro lançamento promovido pela Huntsman foi representado pelo sistema gelcoat para a fabricação de moldes de resinas epóxis, comercialmente denominado Araldite SW5200. “Trata-se de gelcoat para revestir as camadas de superfície dos moldes, capaz de suportar altas temperaturas, até 150ºC. “Foi concebido pensando em oferecer alternativa bem menos dispendiosa à construção de moldes para peças piloto e também para produções, sendo considerado uma grande inovação, pois antes esses sistemas apenas suportavam temperaturas entre 65ºC e 80ºC”, destacou Ronny Konrad, gerente de marketing da divisão Advanced Materials da Huntsman.

Ambos os produtos serão importados, mas contarão com estoques locais regulares. Em Taboão da Serra-SP, a empresa por enquanto continua focada na fabricação de resinas epóxis, agentes de cura para resinas epóxis, adesivos e polímeros epóxis para isolamentos elétricos.

Poliéster em base vegetal – Considerada pioneira na produção de químicos, como anidrido ftálico, bissulfeto de carbono, octanol e butanol, obtidos do álcool de cana-de-açúcar, a Elekeiroz lançou na Feiplar resinas de poliéster insaturado em base vegetal para a fabricação de materiais em compósitos. A nova linha de resinas de poliéster, batizada comercialmente por Biopoli, tem por base óleos vegetais de soja.

Plástico Moderno, FEIPLAR/FEIPUR 2010 - Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis
Para-choque de ônibus foi feito com nova resina Biopoli

Uma das primeiras peças produzidas por spray up com as resinas de poliéster Biopoli foram para-choques para ônibus. A aplicação comprovou ser possível conciliar bases produtivas mais sustentáveis com alta performance dos materiais.

“A nova linha Biopoli atende às demandas atuais de diversos segmentos industriais, como automotivo, construção civil, saneamento básico, esporte e lazer, náutico, naval, eletroeletrônico, entre outros, e temos, no momento, várias aplicações sendo testadas por clientes”, afirmou Carlos Alberto Samartine, gerente executivo da divisão resinas da Elekeiroz.

De fácil processamento, as novas resinas não exigem qualquer tipo de modificação nos processos produtivos, apresentam todas as características físico-químicas das resinas de poliéster convencionais em base mineral, como rigidez e durabilidade, podendo ser processadas por moldagens abertas e/ou fechadas.

Ao utilizar matérias-primas de fontes renováveis, como óleos de soja, e resinas termoplásticas recicladas, como o PET, as novas resinas propiciam ganhos econômicos decorrentes das novas composições. Entre as diferentes formulações, a linha Biopoli, a depender das aplicações, tem base ortoftálica, ortoftálica flexível, DCPD e isoftálica, havendo ainda opções em gel time e/ou com diferentes viscosidades.

Poliéster verde – Ao lançar a linha Envirolite, a Reichhold também passou a oferecer alternativas em resinas de poliéster insaturado, a fim de substituir parcialmente matérias-primas derivadas do petróleo por óleos vegetais renováveis ou produtos reciclados, sem comprometer as propriedades e o desempenho dos materiais.

Assim, as novas resinas verdes de poliéster insaturado apresentadas na Feiplar foram otimizadas para os processos de prensagem a quente, como SMC e BMC, pultrusão, infusão a vácuo e laminação, tanto manual como com pistola, para aplicações nas indústrias da construção civil, náutica e lazer, envolvendo a fabricação de banheiras, barcos e piscinas.

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