Feiplar + Feipur – Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos

Plástico Moderno, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Carro exposto da MVC exibe carroceria de PRVC

Mais de 12.700 visitantes estiveram na Feiplar Composites & Feipur 2008 – Feira e Congresso Internacional de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia, realizada entre 11 e 13 de novembro, em São Paulo. O evento reuniu 230 empresas, que levaram inovações em matérias-primas, processos, produtos acabados e equipamentos para o Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte e anunciaram tendências, como a adoção, cada vez maior, de tecnologias capazes de proteger o meio ambiente e elevar a profissionalização do setor.

A mostra contou com a presença de 38 países e cresceu em área: está 10% maior, se comparada à edição anterior. Uma das novidades se deu com a incorporação do plástico de engenharia na pauta do congresso. Para a indústria de composites (nomenclatura internacional para os conhecidos plásticos reforçados), os  expositores reservaram ao público demonstrações de processos, como o RTM (Resin Transfer Molding) Light, infusão e enrolamento filamentar (filament winding). Já para o mercado de poliuretano (PU), alguns destaques se voltaram à disseminação do uso de polióis de fonte renovável.

Plástico Moderno, Fenelon Chaves dos Santos, Gerente de vendas da BYK Additives & Instruments, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Santos: entidade quer disseminar os processos de moldes fechados

 

Em sua quinta edição, a Feiplar ainda tenta ampliar e consolidar a preferência da indústria por processos de moldes fechados, como já fez no passado. De acordo com a Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco) – antiga Asplar –, o hand-lay-up e o spray-up correspondem a 53% dos processos utilizados hoje pelo setor de composites. Para o vice-presidente da associação e gerente de vendas da BYK Additives &  Instruments, Fenelon Chaves dos Santos, o grande trabalho da entidade é o de reduzir esse índice. Durante a feira, no entanto, muitos profissionais reconheceram o aprimoramento do material, como é o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum. “Os compósitos avançaram muito nos últimos anos, hoje vejo materiais mais elaborados”, comentou.

O faturamento do mercado também cresceu – no caso, 17% (dados consolidados até outubro, comparados ao desempenho do mesmo período do ano passado). O setor faturou R$ 2,3 bilhões perante os R$ 1,96 de 2007. Para Santos, em 2009, haverá incremento da ordem de 8% sobre os números atuais. O consumo per capita no país ainda é muito baixo, o que comprova o seu potencial. No ano passado, cada brasileiro utilizou apenas 0,9 quilo de material compósito. Como referência, há os Estados Unidos, com índices de 8 kg/habitante, e a Europa, 6 kg/habitante.

Plástico Moderno, Waldomiro Moreira, Coordenador de vendas e marketing da divisão de resinas, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Moreira comprova postura mais técnica e exigente do moldador

 

Por mais conhecimento – A nova gestão da Abmaco, com Gilmar Lima, da MVC Marcopolo, na presidência, trouxe ânimo para essa indústria, o que segundo Santos se refletiu nesta edição da Feiplar. Um dos principais anúncios feitos durante o evento se referiu ao lançamento do livro Compósitos 1 – Materiais, Processos, Aplicações, Desempenhos e Tendências. A obra foi amplamente divulgada no estande da Abmaco e no de alguns expositores, como o da Elekeiroz, cujo coordenador de vendas e marketing da divisão de resinas, Waldomiro Moreira, escreveu um dos capítulos.

A Abmaco idealizou o livro com a pretensão de torná-lo uma importante ferramenta de consulta para estudantes, transformadores, fornecedores de matéria-prima e usuários finais. De acordo com Santos, a obra é uma das prioridades da entidade e o que há de maior destaque no mercado hoje. O reconhecimento desses esforços se mostra na escolha dolivro como material-base dos cursos de pós-graduação das universidades Pontifícia Universidade Católica-PR, Positivo-PR e Mauá-SP. “As aulas vão começar em março de 2009 e vêm com o propósito de disseminar o conhecimento sobre composites, que é muito falho”, comentou Santos. Para ele, a feira e o livro têm o mesmo objetivo: o de tornar o material compósito mais conhecido e, por conseqüência, empregado com maior freqüência na indústria.

Plástico Moderno, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Capô divulga linha de resina da Elekeiroz

De acordo com Moreira, da Elekeiroz, o contato com os visitantes da Feiplar o fez confirmar o fato de que o moldador está mais técnico e exigente. Mas ainda falta muito a fazer para o setor, até mesmo em campos macroeconômicos, pois os custos da matéria-prima são baseados no dólar e, portanto, neste ano impediram a realização de alguns negócios.

A Elekeiroz, de Várzea Paulista-SP, aproveitou a sua participação para difundir os mais diversos processos e levou para o estande variadas peças, como banheira de hidromassagem, cuba para lavatório e capô para veículo. A idéia também era, obviamente, divulgar sua vasta linha de resinas de poliéster insaturado Uceflex, como a isoftálica UC ISO 1050, para RTM e RTM Light, e a ortoftálica cristal UC K710-01, resultado da tecnologia DSM Composite Resins, de origem alemã, para filament winding. No estande, Moreira destacou ainda o Nord, sistema importado da França, para moldes com contração zero.

Distribuidora de matérias-primas, a Abcol – AG Brasil Compósitos reuniu muitos visitantes ao redor de seu estande, por causa das demonstrações de processos como o RTM Light e a infusão. Entre os produtos e equipamentos, um dos destaques ficou por conta dos núcleos inerciais Airex Baltek, para estrutura sanduíche, de polímeros expandidos e de madeira balsa, pois, de acordo com o diretor da Abcol, Gilmar Auter, proporcionam resistência aos esforços mecânicos e leveza ao produto, características exigidas na construção de estruturas para embarcações e pás eólicas.

Plástico Moderno, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Demonstração do processo RTM light chamou a atençãop na Abcol

A empresa também levou para o evento o Patriot, um sistema de bombeamento e dosagem de resina/catalisador que garante uma variação máxima de 1% na proporção da mistura, reduzindo problemas de porosidade, desplacamento prematuro, cura retardada etc. Desenvolvido pela norte-americana Magnum Vênus Plastech, o Patriot, em relação aos sistemas convencionais, se diferencia por possuir um cilindro que se movimenta no interior de uma câmara dotada de válvulas de esferas relativamente grandes, para bombeamento dos materiais por deslocamento volumétrico. É indicado para uso em máquinas para spray-up, injeção de RTM e RTM Light, e em equipamentos para aplicação de gelcoat.

Plástico Moderno, Fabio Sanches, Gerente comercial, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Sanches destacou produto para laminação

 

A Abcol apresentou ainda, com exclusividade, os materiais da empresa alemã Sphere.tex. Trata-se de uma linha de produtos capazes de conferir leveza ao laminado e aceitar fixação de parafusos. Mostrou também os Sistemas Desmoldantes da Rexco, uma linha de ceras de acabamento superior, para aplicação em altas temperaturas e residual mínimo. A distribuidora apresentou ainda novos gelcoats da Cray Valley: Armorflex, Armorguard e o Patchaid.

Já no próprio estande da Cray Valley, segundo o gerente-comercial Fabio Sanches, um dos focos era a divulgação da linha Enydyne, composta por resinas para laminação de molde fechado, com baixa emissão de estireno, menor contração e melhor acabamento superficial. “É uma evolução do que se tem hoje em laminação”, argumentou Sanches. Outros lançamentos foram: o Optiplus, uma resina para molde com contração zero, sem carga, e a linha Norsodyne, composta por resinas para processos de moldes fechados.

No final de 2006, a companhia elevou sua capacidade produtiva em 25% e prevê angariar os resultados do investimento, com aumento nas vendas de no mínimo dois dígitos neste ano, em relação a 2007. Por isso, uma das propostas da Cray Valley na Feiplar foi além da divulgação dos novos produtos. A empresa, que possui três plantas no Brasil, localizadas em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, aproveitou para ressaltar seu caráter internacional. “Nosso portfólio tem linhas consagradas na Europa e nos Estados Unidos”, afirmou Sanches. O logotipo do estande agregava ao nome da companhia a sigla CCP – Cook Composites e Polymers. A idéia era enfatizar a interação e o intercâmbio de informação com os centros de pesquisa da CCP, líder mundial na produção e distribuição de gelcoats, resinas de poliéster, resinas de revestimento e emulsão. A francesa Cray Valley integra o grupo Total e também é líder mundial no segmento de gelcoat e produtora de resinas de poliéster insaturado de uso industrial.

Plástico Moderno, Alexandre Nogueira, Gerente de desenvolvimento de mercado, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Nogueira exibiu cubas feitas com resinas de baixa emissão de voláteis

Amigos do ambiente – No quesito novidades, a Reichhold do Brasil não ficou atrás. Levou para o estande quatro lançamentos. O gerente de desenvolvimento de mercado da companhia, Alexandre Nogueira, falou da linha de gelcoat Norpol SVG, cujo diferencial é a diminuição da taxa de emissão de voláteis no ambiente. “Lançamos hoje um produto consagrado, como o Norpol, associado ao conceito de sustentabilidade”, explicou. Outro destaque se referiu ao Norpol VBC, uma barreira química para qualquer peça em compósito, sobretudo barcos, piscinas e afins. Trata-se de uma camada entre o laminado e o gelcoat, capaz de conferir melhor acabamento superficial ao plástico reforçado, e ao produto final, tem também a função de melhorar a estética e reduzir o print-through (marcas de fibras), e garantir resistência ao blistering (bolhas osmóticas).

A aposta atual da Reichhold do Brasil se dá em relação aos processos de molde fechado. Por isso, Nogueira enfatizou o sistema de infusão para o uso nas indústrias automotiva e náutica. “É algo novo no Brasil e agrega no sentido de promover o desperdício zero e não agredir o

ambiente”, disse. Essa escolha não se dá por acaso; entre os processos, a infusão é um dos mais representativos. Segundo a Abmaco, esse sistema responde por 28% do total. O RTM representa 9%, sendo seguido por taxas pífias: filament winding (4%), BMC – Bulk Molding Compound – e laminação contínua (2% cada), pultrusão e SMC – Sheet Molding Compound (1% cada).

Para acompanhar essa idéia, a empresa expôs a Polylite 33220-00, uma resina desenvolvida para a aplicação no processo de infusão a vácuo, que proporciona baixa contração, reduzindo o efeito de print-through, e sua baixa viscosidade permite, segundo o fabricante, excelente umectação nas fibras de vidro. No estande mostrou ainda a Polylite10324, uma resina destinada para o processo casting. Uma cuba, transformada pela Sintec do Brasil, foi utilizada para apresentar uma das suas aplicações. O produto substitui a pedra, o aço e o mármore, na medida em que tem alta resistência a intempéries e uma superfície lisa.

Líder na fabricação de resinas sintéticas no Brasil, a companhia possui fábrica e centro de pesquisas e desenvolvimento em Mogi das Cruzes-SP, além de outra instalação em Simões Filho-BA. Os negócios estão indo bem. Em relação ao ano passado, a empresa cresceu 23%, nos primeiros nove meses do ano. De acordo com Nogueira, esse número é reflexo da boa aceitação do mercado à estratégia de promover produtos direcionados a ambientes agressivos. “O mercado de composites, com crise ou sem crise, anda sozinho”, afirmou.

Na trilha dos produtos sustentáveis, a Ara Ashland reservou para o evento a apresentação da família de resinas termofixas de fonte renovável Envirez, resultado do desenvolvimento de uma tecnologia para substituir o glicol derivado do petróleo pelo obtido do processamento da soja. A resina conta com as mesmas propriedades daquelas derivadas da nafta e pode ser transformada em moldes abertos ou fechados. Em fase de pré-marketing, a empresa tem capacidade para 15 toneladas/mês neste início da produção.

A resina fenólica líquida Arofene representou outro lançamento da Ara Ashland. Produzida na unidade de Campinas-SP, a resina se destina a aplicações de compósitos expostos a ambientes agressivos. O produto é auto-extinguível e apresenta baixa emissão de fumaça. A Modar, resina base acrílica também foi destaque, por suas propriedades de retardância à chama e reduzido índice de toxicidade. O evento serviu ainda de palco para a apresentação oficial da resina Arotool. Baseado em epóxi modificado, o produto se volta para a fabricação de moldes, pois confere baixas taxas de contração.

Plástico Moderno, Roberto Pontifex, Diretor da Polinox, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Pontifex divulgou especialidades de sua nova parceira Syrgis

 

Parcerias – Além dos produtos, a empresa aproveitou a visibilidade da Feiplar para divulgar ao mercado que em 2009 será concluído o processo de transição entre a Ara Química, de Araçariguama-SP, e o grupo norte-americano Ashland Inc. O acordo feito em 1999 estabeleceu que dez anos após o início da joint venture o controle da companhia passaria para a Ashland.

Outros anúncios marcaram o evento, como a parceria da Polinox, fabricante brasileira de peróxidos orgânicos e ceras desmoldantes, com a Syrgis, líder no mercado norte-americano de peróxidos. Com o acordo, segundo o diretor da Polinox, Roberto Pontifex, a companhia agregou a seu portfólio uma série de especialidades e passou a comercializar cerca de 20 toneladas/mês de produtos Syrgis – no caso, peróxidos destinados a processos como o BMC, SMC, RTM e infusão. “Nós representamos e distribuímos as especialidades da Syrgis no Brasil e em toda a América do Sul”, contou Pontifex.

Uma das principais vantagens dessa parceria se revela na oferta de blendas ao mercado brasileiro. “São soluções exclusivas para algumas aplicações específicas”, completou o diretor. Ele ressaltou a mistura do peróxido de metil-etil-cetona 

(MEKP) com peróxido de cumeno, denominada MCP. A blenda reduz a exotermia e é indicada para o processo de infusão de laminados com espessuras elevadas e/ou produzidas com resinas éster-vinílicas. À tradicional família de produtos próprios, os peróxidos de metil-etil-cetona, Brasnox, TecnoxSuper e Perbenzox, somaram-se mais onze opções. Alguns exemplos ficaram por conta do Norox 750, peróxido de acetil-acetona (AAP) para processo de RTM; CHP, peróxido de cumeno puro, para processo de infusão de peças grandes e para a polimerização de resinas éster-vinílicas, e TBPB, peróxido usado na polimerização de compósitos produzidos em SMC e BMC.

Mais novidades – Com o objetivo de reduzir os custos de produção, a BYK, de São Paulo, lançou o BYK LPW-20844. Esse desaerante foi desenvolvido para resinas éster-vinílicas e traz como característica principal a possibilidade de impedir o surgimento de espumas durante a laminação, com o uso de um peróxido convencional. “É importado e vai emplacar por causa da economia, ao eliminar a necessidade de um peróxido diferenciado”, comentou Santos.

No estande da Plasmaq, de São Paulo, estava em exibição uma laminadora Gold. Com a promessa de possibilitar uma economia de 20% no uso da matéria-prima, o equipamento trazia como mote o fato de não poluir o ambiente. “Desenvolvemos uma tecnologia que faz com que a mistura seja externa, em um compartimento próprio que impede a dissipação”, comentou Graciana Andrade, representando a Plasmaq. Outra novidade era um dosador de MEKP, indicado para procedimentos que requerem precisão.

Um guia de inserção, para uso na medicina, foi o destaque na AEPI do Brasil. Feito de fibra de carbono, o produto substitui o titânio, considerado cancerígeno. “Além disso, tem alta resistência mecânica”, disse o engenheiro Roger Okura. Trata-se do Tecarbex, um laminado epóxi modificado reforçado com a fibra bidirecional, voltado para aplicações em dispositivos usados em cirurgias neurológicas, ortopédicas e tampos de mesa cirúrgica, entre outras. A empresa, de origem norte-americana, tem unidade em Itapevi-SP.Três novidades foram mostradas pela distribuidora Redelease. O desmoldante semipermanente Chemlease 258-R, produzido pela norte-americana Chemtrend, era uma delas. O produto promete reduzir a geração de resíduos e se destina a tubos fabricados por enrolamento filamentar. A empresa expôs também o não-tecido Inacor Te, material híbrido de fibras de poliéster e microesferas, indicado para ser aplicado na parte central de laminados de compósitos feitos de estrutura sanduíche. Outro lançamento ficou por conta do fixador de brilho de peças de compósitos Polynew 50.

Fabricado pela própria Redelease, o produto é à base de água e permite ao transformador o restabelecimento dos padrões estéticos obtidos com um molde novo. Esses lançamentos reservados para o evento têm um porquê. Hoje, 75% do faturamento da distribuidora vem do segmento de compósitos. A fatia restante se divide entre os termoplásticos e a moldagem em geral.

Distribuidora de produtos químicos básicos, reforços, aditivos e produtos acessórios para composites e PU, a Bandeirante Brazmo quis ressaltar que é uma fornecedora de soluções químicas de alto nível. Por isso, apresentou novas distribuídas, como a italiana Marbo, com a linha de desmoldantes semipermanentes e desmoldantes internos, e a fabricante chinesa de vidro Jushi, com as fibras de vidro para reforço. Também divulgou: roving para laminação a pistola; roving direto para a produção de tubos e tanques para saneamento; mantas de laminação para a fabricação de peças para a indústria automobilística; tecidos multiaxiais para a fabricação de PA eólica; fibra de vidro picada para reforço de lonas de freio e disco de fricção e plásticos de engenharia.

Plástico Moderno, Tadeu de Souza, Diretor de vendas, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Souza buscou desenvolvimentos conjuntos com a universidade

 

Na área das resinas, os destaques ficaram para o poliéster insaturado, da Royalplast, utilizado nos segmentos automobilísticos, de piscinas, banheiras e pias etc. Entre os aditivos, figuraram os produtos da BYK para a fabricação de gelcoat, pintura especial de peças de composites, e o aditivo C 8000, para a fabricação de peças de resinas poliéster e éster-vinílicas, que exigem altas propriedades mecânicas, além das linhas de sílica precipitada e alumina hidratada, da americana Huber; sílica pirogênica, para controle de reologia de resinas e gelcoat; e a linha negro-de-fumo, utilizada como pigmento para plásticos em geral, da Cabot.

Automóveis – Quem passava na rua B2 do Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, parava para dar uma olhada no carro-robô, em exposição no estande da Bandeirante Brazmo. A carroceria é feita de fibras de carbono e de vidro, esta última distribuída pela empresa. “Nós fornecemos o produto e o suporte técnico”, disse o diretor de vendas Tadeu de Souza. O FEI X-20, um roadster capaz de se guiar sozinho, sem a intervenção do motorista, é um projeto do Centro Universitário da FEI, antiga Faculdade de Engenharia Industrial. “Quisemos mostrar que somos provedores de conhecimento, com essa parceria entre a empresa e a universidade”, falou Souza.

Plástico Moderno, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Carro-robô: carroceria de fibras de carbono e de vidro

 

A carroceria foi projetada em um processo de simulação computacional na EDAG, em São Bernardo do Campo-SP, empresa alemã que fornece serviços e tecnologias para montadoras de todo o mundo. A carroceria também contou com o acabamento do gelcoat da BYK, representada da Bandeirante Brazmo. “O carro representa uma solução completa”, explicou Souza.

O segmento de transporte tem se revelado o mais significativo para os compósitos. De acordo com a Abmaco, a área responde por 30% do faturamento do setor, sendo seguida pela construção civil, com 27%. Depois estão: energia, náutico, corrosão, eletroeletrônicos e lazer (brinquedos). Por isso, entre os destaques da mostra figuraram no estande MVC Artecola/Marcopolo várias peças representando o setor automotivo, como capô, spoiler frontal, aerofólio e máscara de farol, entre outros. A empresa também apresentou um posto policial, revestido externamente com plástico reforçado com fibra de vidro e núcleo de isopor e paredes internas. Entre os transformados também atraiu muita gente um ultraleve Quasar, exposto no estande da Aeroálcool, de Franca-SP.

Plástico Moderno, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Ultraleve atraiu muita gente no estande da Aeroálcool

 

PU sustentável – Desde 1937, quando o alemão Otto Bayer concluiu que a reação química de poliadição entre um poliol e um isocianato originava o PU, muita coisa mudou no mercado, como a ampliação das diversas aplicações, nas indústrias de calçados, automóveis, eletrônicos, e na construção civil, entre outras. No entanto, independentemente dessa variedade, a tendência apontada hoje se revela na adoção de produtos considerados amigos do ambiente.

A Lanxess aproveitou o evento para divulgar os retardantes de chama base fósforo para PU. Sendo assim, a unidade de negócios Functional Chemicals apresentou as marcas Disflamoll e Levagard, retardantes fosforados livres de halogênios, além de propagar a Mesamoll, linha de plastificante, muito utilizada no processo de limpeza e lubrificação de máquinas de injeção de PU. Em sua participação, a companhia se fez presente com a Unidade de Negócios Rhein Chemie (RCH) e destacou a linha de reticulantes, com produtos que permitem ligações capazes de aumentar o grau de interação das moléculas, promovendo a adesão de duas superfícies diferentes de plásticos, sobretudo na indústria automotiva. Os negócios da Lanxess se voltam para o desenvolvimento, produção e vendas de especialidades químicas, plásticos, borrachas e químicos intermediários. No Brasil, a companhia possui unidades em São Paulo, Porto Feliz-SP, São Leopoldo-RS e Recife-PE.

Plástico Moderno, Gerson Carlos Parreira Silva, Diretor, Feiplar + Feipur - Cuidado com o meio ambiente marca a feira dos compósitos
Silva exibiu peças confeccionadas com elastômeros “verdes”

A preocupação com o meio ambiente levou a Envirofoam do Brasil Polióis / EDB, de Curitiba-PR, a desenvolver o poliol à base de óleo de soja, com tecnologia de ponta para uso em seus sistemas de PU. Segundo o consultor de negócios Genésio Raimundo, o produto possui boa flexibilidade e permite a aplicação em diversos segmentos como nas indústrias de refrigeração, isolamento em geral, construção civil, moveleira, esportiva, automotiva e de adesivos. No caso da aplicação para isolamento térmico e refrigeração, a espuma formulada com o poliol à base de óleo de soja tem boa adesão em diferentes materiais como aço, folhas de outros metais, concreto e fibra de vidro. Os sistemas são desenvolvidos e indicados para serem aplicados em máquinas de alta e baixa pressão, atendendo, assim, às necessidades específicas de cada indústria transformadora. “O nosso foco é a fonte renovável”, concluiu Raimundo.

A preocupação com a sustentabilidade dos processos industriais também se viu na Purcom, de Barueri-SP. A empresa desenvolveu uma espuma (PU biodegradável) para substituir o isopor, feita de poliol de fonte renovável. “Tenho uma ampla linha verde”, apontou o diretor Gerson Carlos Parreira Silva. Vários exemplos deprodutos estavam expostos no estande, 

como uma peça de elastômero spray de poliuréia pura, usada no revestimento de pisos industriais, sem VOC (composto orgânico volátil), e assento para trator flexível moldado com espuma produzida à base de MDI, com 10% de poliol de fonte renovável.

A fim de não concorrer com os grandes do setor de PU, como Dow e Bayer, a Purcom expôs novidades desenvolvidas sob medida para alguns clientes. Silva cria projetos específicos para conquistar maior participação no mercado. Esse foi o caso de um tapete de trator que era de borracha e a empresa desenvolveu em PU para atender a uma solicitação da Caterpillar. “Nós buscamos market-share de outros materiais e não de concorrentes do nosso setor”, comentou Silva. Para ele, o mercado de PU tem muito a avançar. Hoje representa 3,5% da indústria do plástico, mas o índice deveria ser de 7%, segundo ele.

Outra reclamação de Silva diz respeito à falta de normas do mercado de PU, mas não é só dele. A Comissão Setorial de Poliuretanos da Abiquim detinha um estande na feira, no qual tratou desse e de outros assuntos. A comissão divulgou na mostra que participa de forma intensa na elaboração de normas técnicas para painéis de PU, e continua atuando em favor do estabelecimento de normas para a utilização de sprays de PU na construção civil. A previsão é de que o pedido oficial da abertura da comissão de estudos seja encaminhado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 2009. Mais uma preocupação se dá em relação à qualidade dos colchões e colchonetes feitos com espuma de PU. Um programa elaborou um regulamento de avaliação da conformidade e, segundo o coordenador da Comissão Setorial de PU, este vai garantir um padrão de qualidade para o mercado de colchões de PU.

No segmento de poliuretanos, além das linhas de aditivos da BYK, Cabot e Marbo, a novidade no estande da Bandeirante Brazmo se deu com a divulgação da parceria com a norte-americana Arch Chemicals, que atua com linha de polióis especiais utilizada pelas casas de sistemas (formuladores) no segmento de elastômeros, poliuréias, TPU, adesivos, selantes e espumas especiais.

Adesivos – A Amino, de Diadema-SP, lançou dois produtos: o adesivo base água para espumas e as espumas viscoelásticas ALL MDI. O primeiro é desenvolvido para uso em spray. De acordo com Roberta Diegues Moita, responsável pelo marketing e comunicação da empresa, o lançamento representa uma nova geração de adesivos, com melhores propriedades, capazes de serem ajustadas em especial às aplicações que determinam o tempo de contato (reatividade) e a estabilidade da formulação. Além disso, o adesivo apresenta baixo odor, aceita pigmentos e conta com excelente estabilidade ao envelhecimento, conforme Roberta explicou.

Já as espumas viscoelásticas ratificam o aumento da utilização em colchões e travesseiros. Para Roberta, o produto tem um comportamento diferenciado e único, em relação às espumas viscoelásticas convencionais feitas à base de TDI. “Tem alto índice de produtividade e processabilidade, além de apresentar baixo odor, melhor custo/benefício e estar em conformidade com as normas internacionais, entre outras características”, comentou.

Com a matriz localizada em Osasco-SP, a Arinos falou sobre a tecnologia dos aditivos e sistemas de PU que adquiriu da Politivos, somando-a aos produtos da Dow Química, Momentive, Milliken e Bayer. Um dos focos de sua participação foi justamente o de mostrar essa nova parceria. “Agregamos ao nosso negócio produtos especiais”, disse o gerente técnico da Arinos, Dauro Alves. No estande, a Arinos mostrou a linha de agentes de expansão ecológicos Methylal, da européia Lambiotte. O produto é usado na Europa em espumas rígidas, flexíveis, integral skin e microcelular, além de ser um aditivo para os sistemas monocomponentes, em espumas rígidas, sendo utilizado em blocos, painéis e tubulações etc. Outro destaque ficou por conta dos sistemas de elastômeros da australiana ERA Polymers, e dos sistemas de PU base poliol de fonte renovável (soja) e os polióis para sistema bloco viscoelástico. “Estes últimos são usados para a produção de colchões e travesseiros e têm tido grande aceitação”, afirmou Alves.

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