Fabricantes forçaram os motores para fugir do vermelho neste ano, mas projetam melhoria em 2013

Boa hora para investir – Além do lançamento da família Macropower, que, a propósito, ganhará em breve um prédio novo, na Áustria, para sua fabricação, a Battenfeld e a Wittmann preparam a integração de toda a família de periféricos às máquinas injetoras. Cardenal revela que a intenção é manter o ciclo fechado com controle máximo para evitar a produção de refugo. O grupo expande seus esforços, até então concentrados nos robôs, para a incorporação de sistemas de alimentação, dosagem e controladores térmicos.

Plástico, Fabricantes forçaram os motores para fugir do vermelho neste ano, mas projetam melhoria em 2013
Modelos mais portentosos, a série Macropower se destacou neste ano

A estratégia de negócios da Husky em âmbito global tem desenho parecido, que se configura na oferta de sistemas integrados, com destaque para pré-formas de PET, tampas para bebidas e tampas especiais. Carmo aponta o sistema HyCAP 3.0 como o primeiro totalmente integrado para a produção de tampas para bebidas. Carmo informa tratar-se de máquina, molde, câmara quente e periféricos projetados, segundo ressalta, para performance máxima.

Além desses mercados principais, o segmento médico entra como novo foco da marca no país. Carmo comemora o fornecimento de sistemas integrados para a produção de altos volumes de peças médicas, ressaltando o elevado nível de precisão e repetibilidade. “Justamente os pilares desta aplicação.”

As injetoras são importadas, mas a empresa possui fábrica local de sistemas de câmaras quentes e controladores de temperatura. Entre as novidades nesse ramo de negócios, Carmo menciona os sistemas UltraSync, destinados à produção de peças de pequeno peso com injeção direta, e SideGating, ambos para aplicação em moldes para peças técnicas ou médicas.

Mesmo com as intempéries do mercado internacional, a Milacron lançou neste ano a série Máxima MS, injetoras com sistema de fechamento de duas placas e projetadas com sistema hidráulico acionado por um servomotor, sinônimo de menos consumo de energia elétrica em relação a máquinas com motor elétrico na bomba. A linha foi destaque na edição deste ano da feira americana NPE e, segundo Piazzo, está ganhando mercado no segmento de máquinas acima de 400 toneladas de força de fechamento. Esses equipamentos são fabricados na matriz, em Cincinnati, EUA, em modelos desde 310 até 4.000 toneladas de força de fechamento.

Os investimentos no mercado brasileiro contemplaram a mudança da empresa de um escritório de 90 m² para um galpão de 500 m², em São Paulo, onde abriga escritório, estoque e showroom com máquinas disponíveis para a realização de testes e apresentações.

Também o grupo Megga investiu recentemente no seu espaço físico. O armazém central, em Cabreúva-SP, teve sua área duplicada e hoje conta com 6 mil m² de área construída. Quanto às novidades em equipamentos, Lee informa que além dos modelos equipados com bomba variável, denominados SYA V, a nova linha de injetoras dispõe ainda de opções desenhadas com servomotor, batizadas SYA SM, com forças de fechamento de 110, 150 e 200 toneladas. As mais vendidas na primeira categoria de máquinas abrangem 110 t, 150 t, e 200 t de força de fechamento. Além das injetoras, o grupo prepara o lançamento de uma nova marca de sopradoras por extrusão de uma fabricante chinesa considerada pela representante a de melhor qualidade e confiabilidade daquele país.

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Carro-chefe, modelo assegura precisão de +-0,01 mm

A Sandretto do Brasil introduziu no mercado novas versões das séries Logica e Meglio, denominadas ecoLogica e ecoMeglio, ambas com acionamento por drive e servomotor. Segundo Baksa, os modelos recentemente incorporados se aplicam a processos com ciclos médios, nos quais o tempo de resfriamento é de médio a longo. “O intuito é economizar energia elétrica.” A série Meglio dispõe de modelos de 240 t e 500 t de força de fechamento. De acordo com o responsável pela área de marketing e tecnologia, eles possuem o maior espaçamento entre colunas, quando comparados aos similares, menor flexão das placas móvel e fixa, guias lineares no sistema de fechamento e ainda as maiores velocidades de injeção e plastificação de sua categoria.

A Romi prepara novidades para o próximo ano, quando promete lançar outros modelos de injetoras com servobomba e elétricas, além de novas sopradoras. “Um dos nossos destaques em 2013, a ser lançado na Feiplastic, é a injetora Romi EL 75”, adianta Reis, sem mais detalhes.

Meio copo cheio – A julgar pelas expectativas dos fornecedores de injetoras, o próximo ano promete bons negócios. “Olhamos para 2013 com otimismo, pois historicamente a Husky faz pesados investimentos em tecnologia e sempre há novas soluções e produtos no horizonte”, espera Carmo.

Outro animado é Piazzo, que também enxerga o próximo ano com boas perspectivas. Ele aposta em uma reação positiva da economia brasileira, abrindo espaço aos transformadores para novos investimentos.

Confiança não falta igualmente para Lee, que qualifica 2013 como “um excelente ano para a indústria”. Seu entusiasmo tem por base as medidas de proteção à indústria local adotadas pelo governo, como o novo regime automotivo. “Achamos que o resultado será bom.”

 

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