Fabricantes forçaram os motores para fugir do vermelho neste ano, mas projetam melhoria em 2013

As medidas governamentais para aquecer a economia e tentar blindá-la contra os efeitos deletérios da crise internacional pouco surtiram efeito nos negócios dos fornecedores de injetoras. O clima para as vendas foi tempestuoso e o desempenho do setor ficou aquém do esperado no início do ano. Com sua produção encolhida e ainda pressionada pelas importações de transformados plásticos, particularmente dos países asiáticos, a transformação fugiu dos investimentos. E os próprios fornecedores de equipamentos forçaram os motores para vencer a concorrência.

As queixas são unânimes. Engenheiro de vendas da Battenfeld, Marcos Cardenal admite que o impacto foi forte. A empresa precisou apertar os cintos para não fechar no vermelho. O fato de só trabalhar com importações ajudou o balanço a se manter no azul, mas as expectativas de retomada caíram por terra. As vendas deste ano praticamente empataram com 2011, que também não foi dos melhores, na avaliação de Cardenal. “Transferimos nossa perspectiva positiva para 2013”, comenta.

Tradicional fornecedora de injetoras elétricas, a Milacron também sentiu o baque da turbulência econômica em seus negócios. “As vendas no mercado brasileiro foram afetadas pela atual situação econômica, e ainda mais pela valorização do yen japonês, o que acabou por elevar nossos preços para a linha de máquinas totalmente elétricas Roboshot”, declara o gerente comercial Hercules Piazzo. (Nota da redação: essa família de máquinas tem como parceira a japonesa Fanuc). Ele diz também que a procura por equipamentos aumentou no segundo semestre, o que injetou mais ânimo nas projeções até o final do ano com o acréscimo de alguns pedidos no último trimestre.

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Nova série SYA V traz bomba variável sem custo adicional

O gerente esperava mais investimentos por parte da transformação neste ano, sinônimo de bons negócios para o mercado de máquinas, mas a realidade fugiu às suas expectativas e o frustrou. Ele não vendeu tantas injetoras como esperava, mas a venda de peças de reposição impulsionou o faturamento da subsidiária brasileira. “Muitos transformadores aproveitaram para reformar ou realizar manutenções preventivas em alguns equipamentos”, explica Piazzo.

Stefan Lee lamenta que todas as divisões envolvidas com a comercialização de máquinas industriais do grupo Megga – equipamentos para

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Lee: venda de injetoras elétricas ficou imune à crise econômica – Foto: Divulgação

transformação de plástico, para ferramentarias e até para autopeças –, do qual é o presidente, tenham sido afetadas pela adversidade econômica. “É tarefa muito difícil vender máquinas quando a produção industrial está em baixa, fruto da concorrência do produto final com o importado”, justifica. O mercado de injeção não foi exceção. Sofreu com a entrada dos produtos acabados importados e, na opinião dele, ainda arcou com os elevados custos de se produzir no país. A divisão de máquinas de construção civil cresceu e ajudou a compensar as perdas.

O gerente de negócios da Husky para a área de embalagens, Paulo Carmo, tem ponto de vista um pouco diferente do desempenho do mercado brasileiro de injeção neste ano. Na avaliação dele, foi estável. Mesmo perante o quadro de demanda sem crescimento significativo, ele conseguiu realizar bons negócios. “Como o período recessivo em alguns mercados já vem de algum tempo, tivemos resultados muito positivos em várias regiões por conta da recomposição de ativos”, pondera.

Igualmente duas fabricantes brasileiras sentiram menos dificuldades. A carteira da Romi, que encolhera ao longo de 2011, tomou fôlego neste ano. “Tradicionalmente, o setor de máquinas para plásticos está mais próximo dos segmentos de consumo, com isso conseguimos perceber a retomada dos negócios mais rapidamente”, diz o diretor da unidade de plásticos da empresa, William dos Reis.

Gilberto Baksa Junior, de marketing e tecnologia da Sandretto do Brasil, do grupo Nardini, sondou setores menos atingidos pela crise, que necessitavam investir para suprir solicitações atuais de demanda, ou aumentos de capacidade produtiva. A estratégia foi acertada e as vendas se mantiveram. Mesmo assim, não no ritmo desejado. “Este ano foi complicado para todos, porém, vendemos algumas máquinas neste final de ano, graças às condições especiais do Finame”, relata.

Transformação no sufoco – A crise internacional apertou mais ainda o cerco aos transformadores brasileiros, que penam para manter suas atividades diante da concorrência agressiva de moldadores estrangeiros, particularmente os asiáticos, que penetram no mercado com preços aviltantes.

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Cardenal sugere mais periféricos para evitar produção de refugos

Para ajudar essa indústria a ganhar musculatura produtiva e competitiva, os fornecedores de injetoras abrem um leque de opções. A Battenfeld, por exemplo, conta a seu favor com o trabalho conjunto e complementar da proprietária do grupo, a Wittmann, reconhecida fabricante de periféricos, o que melhora os negócios do grupo e beneficia a terceira geração. O transformador tem a vantagem de adquirir uma célula produtiva pronta com uma relação custo/benefício bem atrativa. E essa é uma das maneiras como a empresa tem abordado o transformador que pretende enxugar custos. “Queremos conscientizar os clientes de como determinados equipamentos periféricos podem ajudá-los a melhorar a sua atividade. Nós comprovamos quantitativamente a economia de energia e os ganhos com a eliminação de refugos e de produtividade”, informa Cardenal.

A redução no consumo energético, com injetoras que economizam até 85% em relação à concorrência, e a eliminação de refugos – há máquinas que proporcionam índice zero – aparecem como principais focos também na estratégia de Piazzo. Além desses aspectos, ele ainda acrescenta outras vantagens competitivas, como a oferta de injetoras mais compactas – sinônimo de ocupação de menor espaço na fábrica –, precisas e velozes. “Produzem em menos tempo”, ressalta.

A contribuição da Romi para atenuar os custos da transformação passa igualmente por desenvolvimentos que poupem mais energia elétrica. Segundo informa Reis, a empresa prepara o lançamento de equipamentos com elevada eficiência energética e com preços mais atrativos.

No entender do presidente do grupo Megga, Stefan Lee, o transformador que deseje atingir competitividade em âmbito global precisa ter

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Aquecimento no segundo semestre eleva o ânimo de Piazzo para 2013

custos e desempenho compatíveis com seus concorrentes mundiais. “Apenas com máquinas de nível internacional, que tenham a mesma produtividade e o mesmo custo/benefício dos concorrentes estrangeiros, é possível competir de igual para igual”, opina Lee. E é justamente esse tipo de tecnologia que ele garante dispor ao transformador brasileiro.
O gerente da Husky compartilha opinião semelhante. Carmo acredita que para fortalecer a indústria de transformação é necessário oferecer condições para que ela possa ser competitiva globalmente. Para tanto, ele ressalta o acesso a tecnologias de ponta, caso dos equipamentos da marca, que, no seu entender, oferecem vantagens competitivas por meio da redução do custo de produção da peça e melhor retorno do investimento. Além do equipamento, Carmo considera importante o acesso a matérias-primas a custo competitivo e condições tributárias e logísticas que não onerem o custo de produção.

Segundo informa Baksa, a Sandretto do Brasil aposta em características técnicas distintas da concorrência, nacional e estrangeira, a fim de oferecer ao usuário qualidade, repetibilidade e produtividade. Entre esses diferenciais, ele destaca velocidade de injeção, capacidade de plastificação, robustez, segurança, estabilidade de processo e facilidade de programação, entre outros.

Enquanto se esmeram em oferecer equipamentos capazes de melhorar as condições de competir da indústria de transformação, os fabricantes de máquinas driblam suas próprias dificuldades. A importação de peças prontas é um caso típico de problema que incomoda tanto o transformador, que perde em sua produção, como o fornecedor de máquinas. “Impacta nos nossos negócios porque a transformação deixa de investir”, justifica Cardenal. O jeito que a Battenfeld achou para contornar a situação foi diversificar o mix de segmentos de atuação. “Investimos mais em construção civil, como injetoras para tubos de PVC, e nas embalagens”, exemplifica.

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Maior espaçamento entre colunas é um dos diferenciais

A importação de peças prontas importunou também Piazzo, que percebeu várias empresas de transformação com máquinas paradas e impedidas de investir em equipamentos novos. Esse quadro, na opinião dele, refletiu no mercado de injetoras como um todo. O gerente da Milacron ainda lidou com outro agravante: a valorização do yen japonês perante o dólar americano encareceu suas máquinas em torno de 30%.

O advento da crise econômica internacional acirrou a concorrência entre os fabricantes de injetoras das mais diversas nacionalidades e marcas, que direcionaram seus holofotes para o mercado brasileiro, apreciado como uma grande oportunidade. Os asiáticos e seus preços quase imbatíveis incidem nos preços das injetoras como um todo, forçando uma corrida tecnológica e competitiva em termos de custos.
Segundo observações do presidente do grupo Megga, os preços das injetoras declinam ano após ano, “ao contrário do que acontece com outras máquinas”, compara. Na opinião de Lee, esse quadro revela a grande concorrência e uma evolução tecnológica. Para conquistar melhores condições de competir, a empresa lançou a nova série SYA, à qual Lee atribui melhor relação custo/benefício. Para tornar o negócio ainda mais atrativo para o transformador, foi incorporada uma bomba variável nessas injetoras, como padrão, sem custo adicional.

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Baksa buscou saída nos setores menos infortunados pela crise

Baksa compartilha do relato de Lee a respeito da queda nos preços das injetoras. Para contornar a situação, a Sandretto brasileira revê seus projetos, avalia novos fornecedores e admite até a renegociação de preços. “Conseguimos chegar a um preço médio de mercado, mas dificilmente teremos o mesmo preço de nossos concorrentes importados asiáticos, pois a qualidade dos produtos utilizados e as normas brasileiras estão extremamente rígidas e nos forçam a utilizar componentes de ponta”, defende.

A estratégia da Romi se assemelha à adotada pela Battenfeld. “Mostramos aos nossos clientes, com dados e fatos, as vantagens competitivas dos nossos produtos, considerando o que chamamos de custo do produto estendido. Nós apresentamos todas as vantagens, como ganhos com energia, manutenção, confiabilidade e até mesmo valor de revenda, e não só o preço do equipamento”, relata Reis.

Injetoras vedetes – As máquinas de grande porte da série Macropower, compreendida por injetoras de 400 t a 1.600 t de força de fechamento, lançadas na última edição da Brasilplast, no início de 2011 (a feira foi rebatizada como Feiplastic e acontece em maio próximo com essa nomenclatura), foram as estrelas deste ano. Esses equipamentos primam por seu projeto compacto, característica valorizada por Cardenal em se tratando de máquinas de grande porte, por representar economia significativa de espaço na fábrica. A economia de energia pode ser aferida pelo usuário em um medidor de consumo embutido na injetora. “Quantifica a economia de energia, contabilizando o consumo peça por peça”, explica.

Segundo ele, ainda pesa a favor dessa série custos menores de manutenção e controladores didáticos e autorreguláveis. Caso não consiga efetuar uma correção, o equipamento para, alarma e emite relação dos possíveis problemas. São injetoras hidráulicas com eletrônica associada ao acionamento da bomba hidráulica.

O setor automotivo costuma ser o carro-chefe das vendas da Battenfeld, mas, neste ano, Cardenal constata pulverização dos negócios em diversos segmentos, com destaque para o mercado de construção civil e embalagens. Enquanto os equipamentos da linha Macropower alimentaram a produção de peças de PVC de grande porte, outros modelos também foram favorecidos por essa diversificação, como os da série HM (de 35 t até 300 t de força de fechamento), para peças menores de PVC, e os da linha High Speed TM Xpress (de 160 t até 450 t de força de fechamento), desenhados para o mercado de embalagens.

A transformação brasileira admite cada vez mais os benefícios da injeção elétrica ou com algum acionamento servocontrolado. Não à toa, as vendas que mais vingaram na Romi foram as séries EN, com tecnologia de servobomba no acionamento hidráulico, e EL, de acionamentos totalmente elétricos, ambas vantajosas por conta de sua precisão, baixo consumo energético e pouco ruído. Reis também destaca o comando de última geração e elenca como principais usuários dessas injetoras os segmentos de embalagens, automotivo e linha branca.

A inclinação dos usuários por máquinas servoassistidas promoveu igualmente as vendas desses tipos de equipamentos no grupo Megga. “Estão crescendo ano após ano no nosso mix e esta tendência não foi afetada pela crise e não acho que será afetada pelo novo programa do governo de diminuir o preço da eletricidade”, depõe Lee. Essas máquinas já representam cerca de 40% das vendas da empresa e o avanço, argumenta o presidente, deve-se ao fato de a economia energética compensar o custo inicial. Segundo constata, depois de comprar a primeira máquina elétrica, o transformador não volta a comprar outra com motor convencional. Lee informa que o setor de alimentos e bebidas puxou os negócios, ao lado de componentes plásticos diversos, empregados em produtos usados por profissionais de serviços, tais como peças para secadores de cabelo.

As elétricas foram igualmente o destaque nos negócios da Milacron, já consagrada nesse filão das injetoras. Piazzo não poupa louvores ao modelo Roboshot S2000iB, eleito o carro-chefe: precisão de mais ou menos 0,01 mm em todos os movimentos, independentemente da velocidade programada do equipamento (não há inércia como em máquinas hidráulicas ou híbridas). “Se programarmos a posição final de abertura de molde para que um robô retire uma peça ou coloque um label no molde em 500 mm, a máquina irá parar na posição 500 mm com precisão de +/- 0,01 mm, mesmo que esta esteja programada com sua máxima velocidade de abertura. Isto se aplica a todos os movimentos da máquina (injeção, extração, abertura, fechamento, dosagem)”, exemplifica.

Segundo Piazzo, a alta aceleração de injeção a torna uma excelente opção para a injeção de peças de parede fina. Outra vantagem fica por conta do recurso pré-injeção, que possibilita a retirada de gases de dentro da cavidade do molde com facilidade, além de reduzir o tempo de ciclo total da máquina. A redução no consumo de energia elétrica chega até 85% em relação a máquinas hidráulicas ou híbridas.

A precisão no peso de injeção, com variação somente na terceira casa depois da vírgula, em gramas, é considerada pelo gerente comercial da Milacron outra característica relevante, pois elimina o desperdício de material com a fabricação de peças com peso acima do especificado – sinônimo de maior rentabilidade.

Para dar uma ideia do tamanho desse benefício, Piazzo sugere uma situação: “Imagine uma peça técnica produzida com material de engenharia com peso total de 25 gramas. Com uma variação de peso de 2% a mais, a peça pesaria então 25,50g. Considerando que a produção mensal desta peça seja de 150.000, teremos 1.800.000 peças por ano. Com uma variação de 0,5 gramas por peça, em um ano o desperdício de material é igual a 900 kg. Este custo é enorme quando falamos de materiais de engenharia.” Ele é categórico ao afirmar que tal situação não ocorre com as suas máquinas elétricas e justifica: a precisão tão apurada no peso injetado se deve a recursos de inteligência artificial, aplicados na proteção do molde (durante todo o curso de fechamento e de abertura), extração, injeção e dosagem, patentes da Milacron.

Outros atributos ressaltados são: a eliminação do uso de óleo, sinônimo de operação de menor custo e mais limpa; baixo nível de ruído; produtividade em média 30% maior, por conta da simultaneidade de movimentos; menor índice de manutenção; e ajuste de força de fechamento de zero à tonelagem máxima do equipamento.

Um recurso diferenciado e patenteado, o Precision Metering Control, permite que após a dosagem a máquina gire a rosca no sentido contrário para aliviar a pressão e equalizá-la em ambos os lados do anel de vedação da ponteira de rosca, proporcionando maior precisão no peso de injeção.

Específico do modelo Roboshot S2000iB, o back flow monitor verifica o estado do conjunto de anel de bloqueio sem a necessidade de desmontar a flange do cilindro de plastificação e gera um gráfico do fluxo de retorno do anel de bloqueio, possibilitando ao transformador acompanhar o desgaste do conjunto.

O modelo ainda possui outro diferencial, um sistema de regeneração de energia elétrica. Como explica Piazzo, durante o movimento de frenagem, a energia utilizada para frear é regenerada e armazenada no equipamento, sendo reaproveitada no próximo movimento ou no sistema de aquecimento da máquina, o que confere a essa Roboshot economia de 60% a 85% de energia em relação a máquinas hidráulicas e/ou híbridas de ponta e de 20% quando comparada a injetoras 100% elétricas de outros fabricantes.

Segundo observação de Piazzo, as aplicações que comandaram os principais negócios no mercado brasileiro para a empresa neste ano foram embalagens e autopeças.

A Série Logica, elogiada por Baksa quanto à sua flexibilidade, característica que a torna capacitada para atender a diversos segmentos de mercado, liderou os negócios da Sandretto do Brasil. Sem modéstia, ele atribui a esses equipamentos ótimo desempenho técnico, com velocidades de operação e precisão, entre outras vantagens. As injetoras operam com forças de fechamento desde 70 até 3.300 toneladas. O setor automotivo, o de embalagens e o de produtos descartáveis foram seus principais clientes.

Boa hora para investir – Além do lançamento da família Macropower, que, a propósito, ganhará em breve um prédio novo, na Áustria, para sua fabricação, a Battenfeld e a Wittmann preparam a integração de toda a família de periféricos às máquinas injetoras. Cardenal revela que a intenção é manter o ciclo fechado com controle máximo para evitar a produção de refugo. O grupo expande seus esforços, até então concentrados nos robôs, para a incorporação de sistemas de alimentação, dosagem e controladores térmicos.

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Modelos mais portentosos, a série Macropower se destacou neste ano

A estratégia de negócios da Husky em âmbito global tem desenho parecido, que se configura na oferta de sistemas integrados, com destaque para pré-formas de PET, tampas para bebidas e tampas especiais. Carmo aponta o sistema HyCAP 3.0 como o primeiro totalmente integrado para a produção de tampas para bebidas. Carmo informa tratar-se de máquina, molde, câmara quente e periféricos projetados, segundo ressalta, para performance máxima.

Além desses mercados principais, o segmento médico entra como novo foco da marca no país. Carmo comemora o fornecimento de sistemas integrados para a produção de altos volumes de peças médicas, ressaltando o elevado nível de precisão e repetibilidade. “Justamente os pilares desta aplicação.”

As injetoras são importadas, mas a empresa possui fábrica local de sistemas de câmaras quentes e controladores de temperatura. Entre as novidades nesse ramo de negócios, Carmo menciona os sistemas UltraSync, destinados à produção de peças de pequeno peso com injeção direta, e SideGating, ambos para aplicação em moldes para peças técnicas ou médicas.

Mesmo com as intempéries do mercado internacional, a Milacron lançou neste ano a série Máxima MS, injetoras com sistema de fechamento de duas placas e projetadas com sistema hidráulico acionado por um servomotor, sinônimo de menos consumo de energia elétrica em relação a máquinas com motor elétrico na bomba. A linha foi destaque na edição deste ano da feira americana NPE e, segundo Piazzo, está ganhando mercado no segmento de máquinas acima de 400 toneladas de força de fechamento. Esses equipamentos são fabricados na matriz, em Cincinnati, EUA, em modelos desde 310 até 4.000 toneladas de força de fechamento.

Os investimentos no mercado brasileiro contemplaram a mudança da empresa de um escritório de 90 m² para um galpão de 500 m², em São Paulo, onde abriga escritório, estoque e showroom com máquinas disponíveis para a realização de testes e apresentações.

Também o grupo Megga investiu recentemente no seu espaço físico. O armazém central, em Cabreúva-SP, teve sua área duplicada e hoje conta com 6 mil m² de área construída. Quanto às novidades em equipamentos, Lee informa que além dos modelos equipados com bomba variável, denominados SYA V, a nova linha de injetoras dispõe ainda de opções desenhadas com servomotor, batizadas SYA SM, com forças de fechamento de 110, 150 e 200 toneladas. As mais vendidas na primeira categoria de máquinas abrangem 110 t, 150 t, e 200 t de força de fechamento. Além das injetoras, o grupo prepara o lançamento de uma nova marca de sopradoras por extrusão de uma fabricante chinesa considerada pela representante a de melhor qualidade e confiabilidade daquele país.

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Carro-chefe, modelo assegura precisão de +-0,01 mm

A Sandretto do Brasil introduziu no mercado novas versões das séries Logica e Meglio, denominadas ecoLogica e ecoMeglio, ambas com acionamento por drive e servomotor. Segundo Baksa, os modelos recentemente incorporados se aplicam a processos com ciclos médios, nos quais o tempo de resfriamento é de médio a longo. “O intuito é economizar energia elétrica.” A série Meglio dispõe de modelos de 240 t e 500 t de força de fechamento. De acordo com o responsável pela área de marketing e tecnologia, eles possuem o maior espaçamento entre colunas, quando comparados aos similares, menor flexão das placas móvel e fixa, guias lineares no sistema de fechamento e ainda as maiores velocidades de injeção e plastificação de sua categoria.

A Romi prepara novidades para o próximo ano, quando promete lançar outros modelos de injetoras com servobomba e elétricas, além de novas sopradoras. “Um dos nossos destaques em 2013, a ser lançado na Feiplastic, é a injetora Romi EL 75”, adianta Reis, sem mais detalhes.

Meio copo cheio – A julgar pelas expectativas dos fornecedores de injetoras, o próximo ano promete bons negócios. “Olhamos para 2013 com otimismo, pois historicamente a Husky faz pesados investimentos em tecnologia e sempre há novas soluções e produtos no horizonte”, espera Carmo.

Outro animado é Piazzo, que também enxerga o próximo ano com boas perspectivas. Ele aposta em uma reação positiva da economia brasileira, abrindo espaço aos transformadores para novos investimentos.

Confiança não falta igualmente para Lee, que qualifica 2013 como “um excelente ano para a indústria”. Seu entusiasmo tem por base as medidas de proteção à indústria local adotadas pelo governo, como o novo regime automotivo. “Achamos que o resultado será bom.”

 

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