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Extrusoras – Tubos, chapas e perfis – Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

Jose Paulo Sant Anna
4 de junho de 2012
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    máquinas produtivas, automáticas e que causem poucos problemas de manutenção. O diretor destaca, como um dos diferenciais da empresa, a qualidade dos painéis de comando instalados nas máquinas, fabricados pela Gefran ou pela ABB. Quase sempre os equipamentos são feitos por encomenda, de acordo com as necessidades dos clientes. “Nós temos a linha DR 67, de dupla rosca contrarrotante, que é muito requisitada, é quase um produto de prateleira”, ressalta.

    Para ele, o fato de os pedidos exigirem detalhes específicos para cada linha de produção dificulta a importação CuCa Jorge de extrusoras. Outro motivo é a competitividade da indústria nacional. “Temos preço, assistência técnica e agilidade quando comparados com os produtos europeus. Em relação às máquinas asiáticas, é impossível competir com preços, mas ganhamos na qualidade”, diz.

    De olho no polietileno – A empresa alemã KraussMaffei foi fundada em 1838 e é especializada em máquinas para injeção e extrusão, entre outros produtos. No Brasil, conta com escritório próprio de representação há 13 anos. No campo da extrusão, atua com destaque na área de tubos de PVC e poliolefinas – polietileno e polipropileno.

    “O escritório brasileiro atende todo o mercado da América Latina”, informa Bruno Mathias Sommer, gerente de divisão de extrusão para o continente latino-americano. A KraussMaffei possui linhas voltadas para várias aplicações. “Por aqui, o forte é o mercado de tubos de PVC”, diz o executivo. A multinacional, no entanto, está atenta ao crescimento do uso de tubos do polietileno, verificado nos últimos anos. “Fora da América Latina, o polietileno é a matéria-prima predominante para essa aplicação. Este é um mercado em evolução por aqui”, revela.

    Plástico, Bruno Mathias Sommer, gerente de divisão de extrusão, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Bruno Mathias Sommer: vendas de tubos de PE devem crescer na América Latina

    Entre as aplicações que ganham força, Sommer destaca os tubos de grandes diâmetros, até 1.600 milímetros. Eles vêm sendo cada vez mais aproveitados em projetos de saneamento básico. “Esse mercado no Brasil estava estagnado, a partir de abril do ano passado as obras de infraestrutura estão voltando”, justifica. O gerente lembra outra tendência do mercado: transformadores de porte pequeno e médio, a exemplo dos grandes nomes, também estão procurando máquinas mais sofisticadas. Isso vem ocorrendo com frequência entre os clientes da empresa que abastecem a indústria da construção civil.

    No exterior, a KraussMaffei comercializa linhas de produção completas para extrusão. No Brasil, privilegia a venda de extrusoras, cabeçotes e banheiras, os demais componentes das células são ofertados por parceiros. As unidades oferecidas permitem elevado rendimento. Outra característica das máquinas é a flexibilidade. “Existem os clientes interessados em manter linhas dedicadas a um produto, outros querem fabricar produtos distintos na mesma máquina”, diz.

    Entre os modelos, o gerente destaca os de máquinas dupla roscas, cuja principal característica é o alto torque, rendimento, precisão e constância de trabalho. “Nosso modelo monorrosca para polietileno e polipropileno é o mais vendido do mundo, apresenta alto poder de rendimento e homogeneização”, orgulha-se.

    Crescimento – Não são todos os fornecedores que estão aborrecidos com o ritmo dos negócios no primeiro trimestre deste ano. A Meggaplástico, empresa do grupo Megga, voltado para a comercialização de máquinas para a indústria do plástico, representa no Brasil, entre outras marcas, a fabricante de extrusoras chinesa Liansu. “Nós tivemos um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2011. E o ano passado já havia sido muito bom”, revela Guilherme Sales Rodrigues, engenheiro comercial.

    Plástico, Guilherme Sales Rodrigues, engenheiro comercial, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Guilherme Sales Rodrigues: marca chinesa ampliou participação no mercado nacional

    De acordo com Rodrigues, o bom desempenho comercial da marca está na relação custo/desempenho. Um dos segredos se encontra na qualidade dos componentes utilizados. “A estrutura da máquina, o canhão e a rosca são fabricados na China. As máquinas têm CLPs da Siemens, componentes elétricos da ABB, motores da Weg e relés de estado sólido da Celduc. Os anéis e vedações são alemães”, diz.

    A linha da Liansu conta com máquinas para transformadores especializados em produtos para diversos setores, como os da construção civil



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