Plástico

Extrusoras – Tubos, chapas e perfis – Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

Jose Paulo Sant Anna
4 de junho de 2012
    -(reset)+

    Fabrica Alemã se instala no país

    Uma nova fábrica de perfis de PVC para janelas, com capacidade de produção estimada em torno de 1,5 mil a 2 mil toneladas por ano, será instalada no Brasil. O projeto é da empresa alemã Kommerling, especialista do ramo com atuação internacional e há uma década com escritório de representação no mercado nacional. A nova planta, ainda sem localização definida (por uma questão de logística, deve ficar na Região Sul ou Sudeste), mas com previsão de

    inauguração para o final do próximo ano ou início de 2014, contará com no mínimo duas extrusoras e deve fornecer de 35 a 45 geometrias diferentes de perfis.

    A verba disponível para o empreendimento é de três milhões de euros. Diretor do escritório brasileiro da Kommerling, Oliver Legge justifica a iniciativa com os excelentes resultados obtidos com a importação do produto. “Nos primeiros seis anos em que permanecemos aqui, nossas vendas eram muito pequenas. Nos últimos quatro, cresceram 1000% e a expectativa é continuar crescendo em torno de 50% ao ano”, informa.

    Apesar dos resultados promissores obtidos nos últimos tempos, Legge ressalta que não se trata de um segmento fácil

    Plástico, Oliver Legge, Diretor do escritório brasileiro da Kommerling, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Segundo Legge, brasileiro tende a consumir mais perfis de PVC

    para trabalhar. Um pouco de história ajuda a compreender as dificuldades. No final da década de 80, começaram a pipocar no Brasil os primeiros fornecedores. O mercado parecia muito promissor, mas nos anos seguintes não vingou como se esperava. Os problemas começaram com a qualidade um tanto duvidosa dos primeiros produtos oferecidos. Entre outros defeitos, eles apresentavam falta de estabilidade nas cores. O mal-estar arranhou a imagem do uso do plástico nessa aplicação.

    Passaram-se os anos, a qualidade do produto melhorou. Surgiram, no entanto, novos obstáculos. De acordo com o executivo, o fato de os dois únicos fabricantes da matéria-prima no Brasil contarem com protecionismo fiscal torna o preço da matéria-prima “salgado” em relação aos praticados no exterior. “Os fornecedores nacionais conseguem obter lucros acima do razoável”, acusa.

    A falta de escala de produção dos perfis é outro quesito que atrapalha a competitividade. Um exemplo: nos países avançados, onde o uso do plástico se consolidou, os transformadores podem investir em equipamentos com melhor desempenho, pois têm a certeza de obter retorno. Por aqui, o mercado pequeno não permite projetos com tecnologia muito sofisticada.

    Em compensação, a imagem do produto mudou. Hoje, ele está bastante associado à qualidade. Entre as vantagens oferecidas estão maior resistência mecânica e melhor proteção térmica e acústica. Não por acaso, os perfis de PVC por aqui têm sido bastante usados em janelas de construções sofisticadas. No nicho de alto padrão, o preço fica mais competitivo. “Em janelas de boa qualidade, os perfis de PVC saem mais baratos do que os de alumínio.”

    Para Legge, o melhor desempenho das janelas de PVC deve ajudar a popularizar o produto. Ele acredita que, com o aumento do poder aquisitivo da população, o mercado tende a se tornar mais exigente. “Os perfis de PVC serão mais procurados com a conscientização dos consumidores.” No futuro, a cobrança dos compradores pode chegar às habitações populares, nas quais os materiais usados pecam pela falta de qualidade. Esse processo poderia ser acelerado com o surgimento de normas mais rígidas para o setor da construção civil.

     

    O início da reação – A Extrusão Brasil, de Diadema-SP, fabrica máquinas desde 1996. A empresa produz linha completa de monorroscas, dupla roscas contrarrotantes e dupla roscas corrotantes para tubos rígidos e flexíveis, mangueiras, perfis rígidos e flexíveis e laminados, além de equipamentos para granulação e tingimento. Entre os mercados atendidos pela Extrusão Brasil, os mais ativos são os de perfis, entre eles os forros de PVC usados na construção civil, e tubos. Depois vêm os de tubos de PVC, laminados e voltados para termoformagem, bastante usados nas empresas de embalagens para alimentos.

    Plástico, Leonardo Rocha Borges, diretor comercial, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Para Borges, painéis de controle são diferenciais da fabricante

    “Esse ano o primeiro trimestre foi fraco, mas em abril e maio o mercado melhorou um pouco, o mercado está começando a reagir”, informa Leonardo Rocha Borges, diretor comercial. O dirigente diz ser difícil fazer qualquer previsão sobre o comportamento do mercado até o final do ano. “Não tenho bola de cristal, mas estou otimista”, diz. Ele acredita que os negócios estariam em situação muito melhor se não houvesse tanta restrição aos financiamentos. As linhas de crédito subsidiadas existem, mas não é fácil conseguir a aprovação. “Os bancos que atuam como agentes financeiros exigem muitas garantias na hora de conceder o crédito, reprovam a maioria dos pedidos”, reclama.

    De acordo com Borges, o mercado procura cada vez mais



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *