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Extrusoras – Tubos, chapas e perfis – Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

Jose Paulo Sant Anna
4 de junho de 2012
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    “A geometria das roscas, em especial, assegura melhor plastificação, maior produtividade e produto final de qualidade.”

    Para ele, uma das dificuldades do mercado tem sido a forte cobrança dos clientes pelo preço. “Faz dois anos que não aumentamos o preço de nossas extrusoras”, queixa-se. Para contornar o problema, a saída tem sido investir de forma constante na redução de custos, se possível realizando melhorias no desempenho das máquinas.

    Como realizar o ‘milagre’? “Temos feito constantes reuniões de nosso departamento de engenharia e estamos conseguindo cumprir o objetivo”, afirma. Para exemplificar, ele se lembra da primeira reunião do gênero, ocorrida no ano passado. “Conseguimos reunir oitenta sugestões de alterações, das quais não lembro quantas foram adotadas”, conta. Entre elas, por exemplo, substituições de peças de forma que tornem os equipamentos mais leves e com melhoria técnica.

    Entre os diversos nichos de extrudados atendidos pela empresa, Miotto destaca um que está ganhando terreno nos últimos anos. É o de peças técnicas usadas pela indústria automobilística. Entre elas, pequenos tubos de náilon ou poliuretano usados para transportar combustível ou em sistemas de freios de caminhões. “Temos tubos de um milímetro de parede multicamada e oito milímetros de diâmetro, usados para brecar caminhões com peso de cem toneladas”, exemplifica.

    As máquinas para essa aplicação são bastante sofisticadas. “Exigem muito da gente”, conta. Em maio, a empresa entregou seu primeiro modelo voltado para a produção de extrudados com até cinco camadas de matérias-primas. “Foi a primeira máquina do gênero fabricada no país, esse tipo de equipamento era todo importado”, afirma.

    Desaceleração – A queda nas vendas da Bausano nos primeiros meses de 2012 foi de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. “Acredito que o setor sentiu a desaceleração da economia. Estamos no fim da cadeia, somos os primeiros a parar e os últimos a serem procurados nos momentos de estagnação”, diz Chrystalino Branco Filho, diretor comercial.

    Ele não esperava tanto. “Acreditávamos que com a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada o Brasil seria agora um canteiro de obras.” Por conta desses grandes eventos, o diretor comercial ainda acredita em recuperação. “A partir de abril houve uma pequena melhora, esperamos fechar o ano com vendas pelo menos iguais às do ano passado, que foi excelente”, diz.

    A Bausano nasceu na Itália há 74 anos. A empresa abriu um escritório de representação no Brasil há 22 anos. Há doze anos começou a fabricar máquinas por aqui, em sua fábrica localizada em São Paulo. “Usamos a mesma tecnologia

    Plástico, Chrystalino Branco Filho, diretor comercial, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Chrystalino Branco Filho: sistema multidrive reduz consumo energético em 30%

    utilizada na Itália, todos os desenvolvimentos feitos por lá são seguidos no Brasil”, garante o diretor.

    São oferecidas unidades para fabricação de tubos de PVC ou polipropileno com até 600 milímetros de diâmetro, de perfis de PVC rígidos e compostos em geral. Um dos diferenciais da empresa é o sistema multidrive, com patente própria. Ele é usado em modelos de dupla rosca contrarrotantes, acionados por dois ou quatro motores de baixa potência. “O sistema permite menor esforço sobre as engrenagens, aumenta a potência das roscas, permite maior produtividade e até 30% de economia de energia”, explica.

    Entre os nichos de mercado hoje atendidos pela Bausano, o de perfis é o mais ativo. “Ele responde por cerca de 50% de nossas vendas”, diz Branco Filho. O bom resultado se deve, em especial, à utilização de forros na construção civil. “Os forros de plástico estão substituindo a madeira. Eles permitem a agilização da construção, não pegam fogo e deixam os ambientes mais bonitos”, diz. O mercado de tubos responde por 30% das máquinas vendidas.

    O diretor comercial aposta no crescimento do uso de perfis de janelas feitos de PVC. A evolução, no entanto, deve ser lenta. Para esse nicho de mercado deslanchar, ele acredita que faltam transformadores capazes de oferecer medidas padrão. “Por enquanto, os fabricantes fazem perfis por encomenda. No dia em que os consumidores forem às grandes lojas de materiais de construção e encontrarem os perfis de plástico à venda, o mercado vai crescer. Na Europa não se usa mais alumínio”, lembra.

     

     



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