Extrusoras – Tubos, chapas e perfis – Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

A despeito de um primeiro semestre fraco, os fornecedores de extrusoras depositam na segunda metade do ano, período historicamente mais favorável, as suas esperanças de fechar o balanço com um desempenho no azul. Entre os motivos de alento, capazes de alimentar suas previsões otimistas para os próximos meses, mencionam a adoção pelo governo de medidas para estimular o consumo e aquecer a economia, como a queda dos juros e as condições facilitadas para aquisições de máquinas e equipamentos. A valorização do dólar, ocorrida nas últimas semanas, caso se mantenha no longo prazo, é outra boa notícia. Os fabricantes de extrusoras de tubos, perfis e laminados, no entanto, queixam-se da burocracia exigida dos compradores de máquinas na hora da liberação do dinheiro e ainda ressentem o desempenho indesejável deste início de ano.

Plástico, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Contrarrotante DR 67 é uma das linhas mais vendidas da empresa

No primeiro trimestre, as vendas foram fracas, aquém da expectativa dos representantes do ramo. A partir de abril, teve início uma tímida recuperação, nada muito entusiasmante. Algumas explicações para os resultados ruins: em primeiro lugar, o crescimento do PIB de janeiro a março foi pequeno, apenas 0,2% em relação ao último trimestre de 2011. O cenário não animou os transformadores a aumentar suas linhas de produção. Vale lembrar que em 2010 e 2011 houve boa procura por máquinas e hoje muitos participantes do mercado trabalham com capacidade ociosa. O dólar desvalorizado favorece as importações e prejudica a indústria brasileira. O constante noticiário sobre problemas internacionais não ajuda. A crise no mercado europeu e o desempenho pífio da economia norte-americana afetam o ânimo dos empresários nacionais. A torcida, agora, é para os negócios pelo menos se igualarem aos do ano passado, considerados positivos pelo setor.

A construção civil continua sendo o segmento mais importante para os transformadores de tubos, perfis e laminados. Além dos tubos de PVC usados para transportar água e esgoto, a demanda por forros se mostra com ótimo potencial de crescimento. Os perfis para janelas, outro mercado bastante promissor, ainda não são consumidos no Brasil na mesma proporção do que ocorre no exterior. A procura, no entanto, está se aquecendo. Merece destaque, também, o aumento do uso de peças técnicas extrudadas pela indústria automobilística.

De acordo com o perfil da máquina, os fabricantes nacionais, como Miotto, Extrusão Brasil e Bausano, disputam mercado com diferentes concorrentes estrangeiros. No caso das máquinas mais sofisticadas, os equipamentos europeus surgem como alternativa aos compradores, caso da KraussMaffei. Entre os equipamentos mais simples, os asiáticos, como a Liansu, incomodam. Não tanto como no mercado de injetoras. A preferência dos transformadores recai, cada vez mais, para os modelos com maior produtividade. O preço, no entanto, sempre é fator levado em consideração e define muitas escolhas na hora da compra dos equipamentos.

Uma questão de preço – No mercado desde 1961, a Miotto, de São Paulo, é bastante conhecida no mercado de extrusoras. “Este ano não está sendo o melhor dos últimos tempos. A procura por máquinas para fios e cabos elétricos está melhor, as para perfis aparecem em segundo lugar e as para tubos estão sendo vendidas em uma escala menor”, informa Enrico Miotto, presidente.

Para o dirigente, não houve redução no número de pedidos de orçamentos, há muitas solicitações nesse sentido. “Mas

Plástico, Enrico Miotto, presidente da Miotto, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Para Miotto, aumentou procura por peças técnicas extrudada

não estão se transformando em encomendas”, diz. O problema, na opinião dele, talvez esteja nos constantes comentários proporcionados pela crise internacional, motivo de insegurança entre os transformadores. “Acredito em uma melhora no segundo semestre, estamos querendo atingir a meta de crescimento prevista”, resume. Em termos de faturamento, o melhor ano da empresa foi o de 2008, seguido pelo de 2010.

A linha de máquinas da Miotto é bastante completa. Entre as mais vendidas, o presidente destaca as de monorrosca ou dupla rosca para PVC e as de granulação de dupla rosca, com capacidades até 2,5 mil quilogramas por hora. “São máquinas bem-aceitas, duráveis e de qualidade”, ele garante, sem qualquer falsa modéstia. O grande segredo do sucesso, diz Miotto, encontra-se no constante aperfeiçoamento das roscas e cilindros, oferecidos em versões bimetálicas ou nitretadas. “A geometria das roscas, em especial, assegura melhor plastificação, maior produtividade e produto final de qualidade.”

Para ele, uma das dificuldades do mercado tem sido a forte cobrança dos clientes pelo preço. “Faz dois anos que não aumentamos o preço de nossas extrusoras”, queixa-se. Para contornar o problema, a saída tem sido investir de forma constante na redução de custos, se possível realizando melhorias no desempenho das máquinas.

Como realizar o ‘milagre’? “Temos feito constantes reuniões de nosso departamento de engenharia e estamos conseguindo cumprir o objetivo”, afirma. Para exemplificar, ele se lembra da primeira reunião do gênero, ocorrida no ano passado. “Conseguimos reunir oitenta sugestões de alterações, das quais não lembro quantas foram adotadas”, conta. Entre elas, por exemplo, substituições de peças de forma que tornem os equipamentos mais leves e com melhoria técnica.

Entre os diversos nichos de extrudados atendidos pela empresa, Miotto destaca um que está ganhando terreno nos últimos anos. É o de peças técnicas usadas pela indústria automobilística. Entre elas, pequenos tubos de náilon ou poliuretano usados para transportar combustível ou em sistemas de freios de caminhões. “Temos tubos de um milímetro de parede multicamada e oito milímetros de diâmetro, usados para brecar caminhões com peso de cem toneladas”, exemplifica.

As máquinas para essa aplicação são bastante sofisticadas. “Exigem muito da gente”, conta. Em maio, a empresa entregou seu primeiro modelo voltado para a produção de extrudados com até cinco camadas de matérias-primas. “Foi a primeira máquina do gênero fabricada no país, esse tipo de equipamento era todo importado”, afirma.

Desaceleração – A queda nas vendas da Bausano nos primeiros meses de 2012 foi de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. “Acredito que o setor sentiu a desaceleração da economia. Estamos no fim da cadeia, somos os primeiros a parar e os últimos a serem procurados nos momentos de estagnação”, diz Chrystalino Branco Filho, diretor comercial.

Ele não esperava tanto. “Acreditávamos que com a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada o Brasil seria agora um canteiro de obras.” Por conta desses grandes eventos, o diretor comercial ainda acredita em recuperação. “A partir de abril houve uma pequena melhora, esperamos fechar o ano com vendas pelo menos iguais às do ano passado, que foi excelente”, diz.

A Bausano nasceu na Itália há 74 anos. A empresa abriu um escritório de representação no Brasil há 22 anos. Há doze anos começou a fabricar máquinas por aqui, em sua fábrica localizada em São Paulo. “Usamos a mesma tecnologia

Plástico, Chrystalino Branco Filho, diretor comercial, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Chrystalino Branco Filho: sistema multidrive reduz consumo energético em 30%

utilizada na Itália, todos os desenvolvimentos feitos por lá são seguidos no Brasil”, garante o diretor.

São oferecidas unidades para fabricação de tubos de PVC ou polipropileno com até 600 milímetros de diâmetro, de perfis de PVC rígidos e compostos em geral. Um dos diferenciais da empresa é o sistema multidrive, com patente própria. Ele é usado em modelos de dupla rosca contrarrotantes, acionados por dois ou quatro motores de baixa potência. “O sistema permite menor esforço sobre as engrenagens, aumenta a potência das roscas, permite maior produtividade e até 30% de economia de energia”, explica.

Entre os nichos de mercado hoje atendidos pela Bausano, o de perfis é o mais ativo. “Ele responde por cerca de 50% de nossas vendas”, diz Branco Filho. O bom resultado se deve, em especial, à utilização de forros na construção civil. “Os forros de plástico estão substituindo a madeira. Eles permitem a agilização da construção, não pegam fogo e deixam os ambientes mais bonitos”, diz. O mercado de tubos responde por 30% das máquinas vendidas.

O diretor comercial aposta no crescimento do uso de perfis de janelas feitos de PVC. A evolução, no entanto, deve ser lenta. Para esse nicho de mercado deslanchar, ele acredita que faltam transformadores capazes de oferecer medidas padrão. “Por enquanto, os fabricantes fazem perfis por encomenda. No dia em que os consumidores forem às grandes lojas de materiais de construção e encontrarem os perfis de plástico à venda, o mercado vai crescer. Na Europa não se usa mais alumínio”, lembra.

 

 

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Fabrica Alemã se instala no país

Uma nova fábrica de perfis de PVC para janelas, com capacidade de produção estimada em torno de 1,5 mil a 2 mil toneladas por ano, será instalada no Brasil. O projeto é da empresa alemã Kommerling, especialista do ramo com atuação internacional e há uma década com escritório de representação no mercado nacional. A nova planta, ainda sem localização definida (por uma questão de logística, deve ficar na Região Sul ou Sudeste), mas com previsão de

inauguração para o final do próximo ano ou início de 2014, contará com no mínimo duas extrusoras e deve fornecer de 35 a 45 geometrias diferentes de perfis.

A verba disponível para o empreendimento é de três milhões de euros. Diretor do escritório brasileiro da Kommerling, Oliver Legge justifica a iniciativa com os excelentes resultados obtidos com a importação do produto. “Nos primeiros seis anos em que permanecemos aqui, nossas vendas eram muito pequenas. Nos últimos quatro, cresceram 1000% e a expectativa é continuar crescendo em torno de 50% ao ano”, informa.

Apesar dos resultados promissores obtidos nos últimos tempos, Legge ressalta que não se trata de um segmento fácil

Plástico, Oliver Legge, Diretor do escritório brasileiro da Kommerling, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Segundo Legge, brasileiro tende a consumir mais perfis de PVC

para trabalhar. Um pouco de história ajuda a compreender as dificuldades. No final da década de 80, começaram a pipocar no Brasil os primeiros fornecedores. O mercado parecia muito promissor, mas nos anos seguintes não vingou como se esperava. Os problemas começaram com a qualidade um tanto duvidosa dos primeiros produtos oferecidos. Entre outros defeitos, eles apresentavam falta de estabilidade nas cores. O mal-estar arranhou a imagem do uso do plástico nessa aplicação.

Passaram-se os anos, a qualidade do produto melhorou. Surgiram, no entanto, novos obstáculos. De acordo com o executivo, o fato de os dois únicos fabricantes da matéria-prima no Brasil contarem com protecionismo fiscal torna o preço da matéria-prima “salgado” em relação aos praticados no exterior. “Os fornecedores nacionais conseguem obter lucros acima do razoável”, acusa.

A falta de escala de produção dos perfis é outro quesito que atrapalha a competitividade. Um exemplo: nos países avançados, onde o uso do plástico se consolidou, os transformadores podem investir em equipamentos com melhor desempenho, pois têm a certeza de obter retorno. Por aqui, o mercado pequeno não permite projetos com tecnologia muito sofisticada.

Em compensação, a imagem do produto mudou. Hoje, ele está bastante associado à qualidade. Entre as vantagens oferecidas estão maior resistência mecânica e melhor proteção térmica e acústica. Não por acaso, os perfis de PVC por aqui têm sido bastante usados em janelas de construções sofisticadas. No nicho de alto padrão, o preço fica mais competitivo. “Em janelas de boa qualidade, os perfis de PVC saem mais baratos do que os de alumínio.”

Para Legge, o melhor desempenho das janelas de PVC deve ajudar a popularizar o produto. Ele acredita que, com o aumento do poder aquisitivo da população, o mercado tende a se tornar mais exigente. “Os perfis de PVC serão mais procurados com a conscientização dos consumidores.” No futuro, a cobrança dos compradores pode chegar às habitações populares, nas quais os materiais usados pecam pela falta de qualidade. Esse processo poderia ser acelerado com o surgimento de normas mais rígidas para o setor da construção civil.

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O início da reação – A Extrusão Brasil, de Diadema-SP, fabrica máquinas desde 1996. A empresa produz linha completa de monorroscas, dupla roscas contrarrotantes e dupla roscas corrotantes para tubos rígidos e flexíveis, mangueiras, perfis rígidos e flexíveis e laminados, além de equipamentos para granulação e tingimento. Entre os mercados atendidos pela Extrusão Brasil, os mais ativos são os de perfis, entre eles os forros de PVC usados na construção civil, e tubos. Depois vêm os de tubos de PVC, laminados e voltados para termoformagem, bastante usados nas empresas de embalagens para alimentos.

Plástico, Leonardo Rocha Borges, diretor comercial, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Para Borges, painéis de controle são diferenciais da fabricante

“Esse ano o primeiro trimestre foi fraco, mas em abril e maio o mercado melhorou um pouco, o mercado está começando a reagir”, informa Leonardo Rocha Borges, diretor comercial. O dirigente diz ser difícil fazer qualquer previsão sobre o comportamento do mercado até o final do ano. “Não tenho bola de cristal, mas estou otimista”, diz. Ele acredita que os negócios estariam em situação muito melhor se não houvesse tanta restrição aos financiamentos. As linhas de crédito subsidiadas existem, mas não é fácil conseguir a aprovação. “Os bancos que atuam como agentes financeiros exigem muitas garantias na hora de conceder o crédito, reprovam a maioria dos pedidos”, reclama.

De acordo com Borges, o mercado procura cada vez mais máquinas produtivas, automáticas e que causem poucos problemas de manutenção. O diretor destaca, como um dos diferenciais da empresa, a qualidade dos painéis de comando instalados nas máquinas, fabricados pela Gefran ou pela ABB. Quase sempre os equipamentos são feitos por encomenda, de acordo com as necessidades dos clientes. “Nós temos a linha DR 67, de dupla rosca contrarrotante, que é muito requisitada, é quase um produto de prateleira”, ressalta.

Para ele, o fato de os pedidos exigirem detalhes específicos para cada linha de produção dificulta a importação CuCa Jorge de extrusoras. Outro motivo é a competitividade da indústria nacional. “Temos preço, assistência técnica e agilidade quando comparados com os produtos europeus. Em relação às máquinas asiáticas, é impossível competir com preços, mas ganhamos na qualidade”, diz.

De olho no polietileno – A empresa alemã KraussMaffei foi fundada em 1838 e é especializada em máquinas para injeção e extrusão, entre outros produtos. No Brasil, conta com escritório próprio de representação há 13 anos. No campo da extrusão, atua com destaque na área de tubos de PVC e poliolefinas – polietileno e polipropileno.

“O escritório brasileiro atende todo o mercado da América Latina”, informa Bruno Mathias Sommer, gerente de divisão de extrusão para o continente latino-americano. A KraussMaffei possui linhas voltadas para várias aplicações. “Por aqui, o forte é o mercado de tubos de PVC”, diz o executivo. A multinacional, no entanto, está atenta ao crescimento do uso de tubos do polietileno, verificado nos últimos anos. “Fora da América Latina, o polietileno é a matéria-prima predominante para essa aplicação. Este é um mercado em evolução por aqui”, revela.

Plástico, Bruno Mathias Sommer, gerente de divisão de extrusão, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Bruno Mathias Sommer: vendas de tubos de PE devem crescer na América Latina

Entre as aplicações que ganham força, Sommer destaca os tubos de grandes diâmetros, até 1.600 milímetros. Eles vêm sendo cada vez mais aproveitados em projetos de saneamento básico. “Esse mercado no Brasil estava estagnado, a partir de abril do ano passado as obras de infraestrutura estão voltando”, justifica. O gerente lembra outra tendência do mercado: transformadores de porte pequeno e médio, a exemplo dos grandes nomes, também estão procurando máquinas mais sofisticadas. Isso vem ocorrendo com frequência entre os clientes da empresa que abastecem a indústria da construção civil.

No exterior, a KraussMaffei comercializa linhas de produção completas para extrusão. No Brasil, privilegia a venda de extrusoras, cabeçotes e banheiras, os demais componentes das células são ofertados por parceiros. As unidades oferecidas permitem elevado rendimento. Outra característica das máquinas é a flexibilidade. “Existem os clientes interessados em manter linhas dedicadas a um produto, outros querem fabricar produtos distintos na mesma máquina”, diz.

Entre os modelos, o gerente destaca os de máquinas dupla roscas, cuja principal característica é o alto torque, rendimento, precisão e constância de trabalho. “Nosso modelo monorrosca para polietileno e polipropileno é o mais vendido do mundo, apresenta alto poder de rendimento e homogeneização”, orgulha-se.

Crescimento – Não são todos os fornecedores que estão aborrecidos com o ritmo dos negócios no primeiro trimestre deste ano. A Meggaplástico, empresa do grupo Megga, voltado para a comercialização de máquinas para a indústria do plástico, representa no Brasil, entre outras marcas, a fabricante de extrusoras chinesa Liansu. “Nós tivemos um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2011. E o ano passado já havia sido muito bom”, revela Guilherme Sales Rodrigues, engenheiro comercial.

Plástico, Guilherme Sales Rodrigues, engenheiro comercial, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos
Guilherme Sales Rodrigues: marca chinesa ampliou participação no mercado nacional

De acordo com Rodrigues, o bom desempenho comercial da marca está na relação custo/desempenho. Um dos segredos se encontra na qualidade dos componentes utilizados. “A estrutura da máquina, o canhão e a rosca são fabricados na China. As máquinas têm CLPs da Siemens, componentes elétricos da ABB, motores da Weg e relés de estado sólido da Celduc. Os anéis e vedações são alemães”, diz.

A linha da Liansu conta com máquinas para transformadores especializados em produtos para diversos setores, como os da construção civil e de telecomunicações. São equipamentos com diferentes capacidades de produção, dotados com rosca simples ou dupla, voltados para a fabricação de tubos, perfis, forros simples ou de até quatro camadas coextrudadas. Um destaque vai para as máquinas para tubos com grandes diâmetros, que começam a ser consumidas por aqui com maior frequência.

Para se defender das costumeiras críticas feitas aos modelos chineses sobre problemas de assistência técnica, Rodrigues lembra que a Meggaplástico detém grande depósito de peças de reposição. Ele também garante prazos de entrega dos equipamentos bem reduzidos, de cem a 120 dias, conforme as características do equipamento.

 

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União entre multinacionais dá força ao setor de tubos no país

O grupo Mexichem, do México, indústria química e petroquímica latinoamericana com vendas que superam a casa dos US$ 3 bilhões por ano, concluiu em maio a aquisição da companhia holandesa Wavin, líder em sistemas de tubos plásticos e soluções na Europa. A Wavin está presente em 26 países e teve receita líquida de 1,2 bilhão de euros em 2010.

Segundo Ricardo Gutiérrez Munhoz, presidente do Comitê Executivo da Mexichem, a transação é de grande relevância, pois representa a união de duas multinacionais de sucesso nos mercados em que atuam. “Isso permitirá à Mexichem converter- se numa empresa líder global de sistemas de tubos plásticos e soluções.” Para o presidente, a combinação dos valores abre caminho para a geração de vantagens competitivas, graças à complementaridade dos portfólios e presença geográfica.

No Brasil, a Mexichem tem forte presença no mercado de tubos e conexões. Conta com as marcas Amanco, Plastubos e Bidim. Possui cerca de três mil colaboradores e nove unidades fabris em sete estados brasileiros. Com a concretização do negócio, estima-se que os consumidores nacionais poderão ter em suas mãos produtos inovadores em curto prazo.

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