Máquinas e Equipamentos

29 de novembro de 2017

Extrusoras: Máquinas para produção de filmes e linhas para reciclagem avançam

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Extrusoras: Máquinas para produção de filmes e linhas para reciclagem avançam

    No segmento das extrusoras, as que trabalham com filmes plásticos parecem estar em melhor situação. “O mercado reagiu esse ano, estamos trabalhando acima de 2016. Nossa expectativa é a de fechar 2017 com resultados 20% superiores”, revela Wilson Carnevalli Junior, diretor da Carnevalli. Ele também destaca os resultados crescentes obtidos a partir da exportação. “Na medida em que nossos preços não se alteram por um determinado período, o mercado internacional toma conhecimento de que somos competitivos e as vendas vão aumentando. Em 2017, vamos exportar mais, queremos vender máquinas com maior valor agregado”.

    A Carnevalli conta com amplo mix de modelos de extrusoras, formado por máquinas de pequenas a grandes dimensões. “Hoje, o principal aumento nas vendas vem dos equipamentos de grande porte, nossos clientes buscam maior produção com menor custo operacional. Muitos clientes acabam trocando três máquinas antigas por uma nova”, destaca. Entre as opções oferecidas, o dirigente destaca a coextrusora de cinco camadas dedicada ao polietileno. “Ela produz cerca de uma tonelada por hora com baixo consumo de energia”.

    Plástico Moderno, Coextrusora para cinco camadas da Carnevalli converte uma t/h com baixo consumo de energia

    Coextrusora para cinco camadas da Carnevalli converte uma t/h com baixo consumo de energia

    Outro aspecto ressaltado é o esforço da empresa para o aperfeiçoamento dos processos produtivos. “Estamos implantando a indústria 4.0, que aumenta a qualidade dos produtos, reduz o tempo de fabricação e permite rastrear todo o processo produtivo”. De quebra, o diretor fala sobre a excelente procura por outra linha de produtos da empresa, o de máquinas impressoras, cuja procura tem superado as expectativas mais otimistas. Elas são projetadas para materiais flexíveis, feitos de polietileno, polipropileno, poliéster, ráfia, papéis e outros, nas versões de quatro, seis e oito cores.

    Plástico Moderno, Sistema Challenger Recycler, da Wortex, abrange todas as etapas do processo de reciclagem

    Sistema Challenger Recycler, da Wortex, abrange todas as etapas do processo de reciclagem

    O promissor mercado de reciclagem é um dos principais focos da Wortex, fabricante de linhas completas de extrusão. A empresa não se queixa do momento atual. “A cada ano ampliamos nossa participação de mercado, até agora crescemos 60% em relação a 2016 e nossa expectativa é muito boa até o final do ano”, informa o diretor Paolo de Filippis. O otimismo não para por aí. “Acho que 2018 será melhor, estamos trabalhando forte para isso”.

    Os destaques da empresa são as linhas Challenger Recycler Geração II e Challenger Compounder Geração II. A primeira tem capacidade de processar 100% de material flexível, 80% de material flexível com adição de até 20% de material rígido ou processar 100% de material rígido e aglutinado. Um de seus diferenciais é o sistema de degasagem de materiais altamente impressos que pode ser dotado com sistema de dupla filtragem para materiais com maiores níveis de contaminação. A segunda linha é direcionada para as indústrias que precisam desenvolver e compor suas próprias blendas, aditivar cargas minerais e peletizar materiais provenientes de sopro, injeção, termoformagem e outros, tais como ABS, PS, PP, PE, POM, PC e poliamidas.

    Plástico Moderno, Miotto mostra sua extrusora monorosca de quarta geração

    Extrusora monorosca de quarta geração

    Plástico Moderno, Miotto mostra sua extrusora monorosca de quarta geração

    Miotto mostra sua extrusora monorosca de quarta geração

    As fabricantes de extrusoras para tubos, perfis, chapas e fios, que têm entre seus principais clientes a indústria da construção civil, vivem dias mais difíceis. “Nossa empresa tem 56 anos e nunca enfrentamos uma crise como a atual. Já passamos por muita coisa, mas nunca faltou trabalho como agora”, lamenta-se Enrico Miotto, presidente da Miotto. O dirigente torce para que até o final do ano as coisas comecem a melhorar.

    “Temos alguns negócios engatilhados, os clientes têm interesse de comprar. Acertamos o preço, mas na hora de concretizar a compra os clientes demonstram falta confiança”. Os problemas relativos à economia atrapalham. “Infelizmente vivemos uma época de desemprego muito alto, que afeta a venda de vários produtos e atinge nossos clientes”.

    Em relação às máquinas, Miotto garante que a empresa tem a preocupação contínua de investir na melhora da produtividade. “As extrusoras e periféricos oferecidos estão na quarta geração do processo evolutivo”. Novidade recente das máquinas, o sistema de comunicação remota permite diagnosticar possíveis falhas e realizar alterações via internet nos comandos. Um mercado interessante para a empresa tem sido o de perfis técnicos. Outra área de atuação onde atua com grande know how é a de fios e cabos.

    “Nossas vendas andam fraquíssimas. Enquanto não acabar essa crise política o mercado de máquinas e equipamentos vai continuar sofrendo”, queixa-se Leonardo Rocha Borges, diretor comercial da Extrusão Brasil. A empresa oferece extrusoras para perfis em geral, usados pela construção civil, em móveis, eletroeletrônicos e outros produtos. Também conta com linha para tubos de PVC e atua em um mercado relativamente novo e de grande potencial, o de telhas de PVC. Os modelos mais recentes da empresa são os de máquinas com duplas roscas cônicas. “Elas têm tecnologia bastante atualizada”.



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