Extrusoras – Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

Plástico Moderno, Enrico Miotto, diretor, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados
Enrico Miotto levou amostra variada de seu portfólio

Para ele, a concorrência está cada vez mais acirrada no mercado brasileiro, e um dos contratempos se dá por causa da procura por baixos preços. “Os chineses estão incomodando”, atestou. Na avaliação do diretor, isso se dá sobretudo entre os profissionais que atuam no segmento de perfis. Por isso, hoje, nesse segmento, para ser mais competitiva, a Miotto tem optado por modelos padronizados, simples, sem muita automação e sofisticação, ao contrário do que ocorre nas extrusoras da marca para os segmentos de fios, cabos e tubetes automobilísticos, em que a exigência é de alta tecnologia.

Outra empresa interessada em aprimorar o mercado nacional, na exposição, foi a Extrusão Brasil. A fabricante, cujo proprietário é Renato Borges (ex-Imacom), destacou a extrusora DR 75:28. Indicada para tubos e perfis de PVC rígido, a máquina tem capacidade de plastificação de 400 kg/h e relação LD 1:28. A companhia também divulgou o conjunto completo para extrusão de perfis contrarrotantes EB-DR 67, com extrusora dupla-rosca de Ø 67 mm.

 

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Parli italiano? No? No c´è bisogno… Se o brasileiro fala ou não o idioma, pouco importa para os fabricantes italianos de máquinas extrusoras. É o que eles garantem, pelo menos, pois apostam na familiaridade entre as duas nacionalidades, ao contrário do ocorrido com outros povos, como os chineses. Prova de que essa identificação entre Brasil e Itália vai além da consagração da gastronomia ou das artes plásticas dessa região por aqui. Em 2008, a exportação italiana de linhas de extrusão para o mercado nacional representou mais de 12 milhões de euros – cerca do dobro do registrado no ano anterior, segundo o Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE).

Esse dado revela não ter sido por acaso a presença de 31 empresas conglomeradas no Pavilhão Italiano, nesta 12ª Brasilplast, sob a coordenação e a promoção do ICE e da Associação Italiana dos Construtores de Máquinas para a Indústria do Plástico (Assocomaplast). “O Brasil é um mercado importante para nós, é o nosso maior consumidor na América do Sul”, comentou o representante da Assocomaplast, Alberto Colnago. De 2004 a 2008, as exportações de máquinas italianas do setor de plásticos e borrachas para o Brasil quase dobraram, saíram de 36 milhões de euros para 74 milhões de euros. Atrás da Alemanha, o país ocupa o segundo lugar no mundo na lista dos exportadores de máquinas para plásticos e borrachas.

Plástico Moderno,Alberto Colnago, representante da Assocomaplast, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados
Colnago: maior demanda na América do Sul é a Brasileira

A grande penetração das extrusoras made in Italy, para Colnago, tem um porquê definido: o transformador brasileiro busca pacotes de extrusão, não somente a máquina em si, o que seria um campo de excelência do fabricante italiano. Até por esse motivo, a concorrência asiática não representa um empecilho para a Itália, isso sem contar a dificuldade de comunicação, com os chineses, por exemplo, por causa do idioma sem similaridade alguma com o português. Outra questão, agora mais macroeconômica, também justifica a vinda de 31 empresas para o Anhembi-SP. Essa adesão embute a fraqueza atual do mercado italiano. Segundo Colnago, o Brasil foi um dos países menos atingidos pela crise econômica, o que o torna um dos mais atraentes para os industriais europeus. “As atuais condições desfavoráveis da Europa favorecem a exportação, e o mercado brasileiro é um dos que mais têm potencial para adquirir nossos produtos”, atestou.

Apesar desse cenário, os fabricantes ainda têm de ultrapassar alguns percalços no caminho rumo à total e irrestrita aceitação do transformador nacional. A Macchi SPA foi uma das companhias que compuseram o pavilhão. Sem máquinas, apenas com cartazes, o gerente internacional da Macchi, Massimo Buzzi, concorda com a força da indústria italiana no mercado brasileiro, porém fez uma ressalva: depende do segmento de atuação. A Macchi atua, justamente, no fornecimento de linhas de extrusão balão e cast. Ou seja, tem fortes concorrentes locais. “Temos os impostos de importação, que não nos deixam competitivos”, reclamou. Em média, uma linha Macchi chega ao consumidor 60% mais cara do que um modelo similar fabricado aqui.

Mas nem por isso a companhia se coloca fora do páreo. Aposta em um nicho: o de coextrusão de filmes entre sete e nove camadas. “A tecnologia italiana tem a expertise para fazer este tipo de filme”, comentou Buzzi. Ele também destacou novidades como um duplo anel feito pela própria Macchi, capaz de elevar o rendimento da máquina ao processar PEBD. “Passa-se de 1,2 kg a 1,4 kg de produção por cada milímetro de matriz para 1,8 kg a 2 kg, com o duplo anel”, disse.

A extrusão de tubo também tinha aliados no Pavilhão Italiano: a Sica. Fornecedora de máquinas automáticas para a linha final do processo, como cortadores, rebocos e curvadoras para tubos de 10 mm a 2.000 mm, essa fabricante italiana fez questão de participar da Brasilplast, a fim de se aproximar de grandes transformadores. De acordo com o gerente de vendas regional da Sica, Ivan Barzanti, há muitas dificuldades para efetuar negócios no país, por causa da concorrência local e do fato de os modelos italianos terem um público consumidor restrito. “Nossas máquinas respeitam rígidas normas de segurança europeias, e o brasileiro não se importa muito com a segurança”, comentou Barzanti.

 

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