Extrusoras – Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

Para quem está acostumado a ver a Milacron por trás de projetos de injetoras e sopradoras (marca Uniloy Milacron), vale uma explicação: no passado, a companhia possuía uma fábrica, na Áustria, onde produzia os modelos Cincinnati Extrusion. Quando decidiu vender a unidade, a empresa acordou que não comercializaria extrusoras no mercado brasileiro por um período. Com o fim do contrato, há cerca de dois anos, voltou a abastecer o país com esses modelos. Hoje, a companhia conta com uma subsidiária por aqui, com estoque de peças de reposição local e técnicos. “Somos a própria Milacron atuando no Brasil”, ressaltou Piazzo.

A empresa aposta no aquecimento da demanda de máquinas para a produção de perfis de WPC (composto de madeira e PVC). Por isso, aproveitou para divulgar duas máquinas para essa aplicação: a TC86, que atinge até 1.405 kg/h, e a dupla-rosca TE 160-33, com capacidade para fabricar 3.635 kg/h. Mas esse foco não impediu a companhia de olhar para outros setores, como o de tubos de PVC. Um destaque da linha ficou por conta do TC 55, uma dupla-rosca, dotada de sistema cônico. “O que permite seu design mais curto e compacto”, explicou Piazzo. O modelo produz até 270 kg/h de PVC rígido.

A companhia divulgou ainda na ocasião extrusoras mais robustas: a TC 96, cônica com dupla-rosca, com capacidade de até 1.273 kg/h para tubos, e modelos de rosca dupla paralela, sendo que o maior deles tem capacidade de 2.273 kg/h para a fabricação de tubos de PVC rígido.

A intenção da Milacron é oferecer linhas para os segmentos de tubos em geral, perfis e WPC. Além disso, segundo Piazzo, a superioridade da tecnologia para roscas especiais torna a empresa competitiva no mercado de reposição dessas peças. O destaque ficou por conta da alta resistência ao desgaste, pois possuem uma cobertura de tungstênio carbide, cobalto e níquel para os “flights” da rosca.

Made in Brazil – As expositoras nacionais do mercado de extrusão se mostraram esfuziantes com o desempenho do setor no ano passado. “Não teremos em breve nada parecido com o que foi 2008”, comemorou o diretor da fabricante de máquinas LGMT,

Plástico Moderno, Luciano Miotto, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados
Luciano Miotto comemorou os resultados obtidos em 2008

Luciano Miotto.

O período foi positivo, na medida em que a companhia deu fôlego ao faturamento com a venda de modelos de alto valor agregado. Esse bom momento motivou a empresa a pôr em prática um projeto antigo: de ampliar a fábrica. Por isso, o diretor pretende, até o final do ano, abrir uma nova unidade, três vezes maior em relação à atual. “A mudança terá mesmo de acontecer, pois não temos espaço físico para aumentar as linhas de produção”, observou. Tanto a unidade nova quanto a atual estão localizadas em Piracicaba-SP.

O anúncio dessa novidade acompanhou a confiança da LGMT no segmento de compostos, com o lançamento de uma dupla-rosca para formulações de PP com talco e PE com fibras naturais e afins. Trata-se de uma máquina para laboratório, com 42 de LD e capacidade produtiva de até 80 kg/hora.

“É crescente a procura por perfis com madeira”, exemplificou. Esse aquecimento da demanda por si só não possibilita à empresa total tranquilidade nos negócios. A concorrência chinesa tem incomodado, de forma indireta, inclusive. “Muitas empresas estão atuando como importadores e se dizem fabricantes, sem pensar muito na qualidade”, criticou. Segundo sua estimativa, uma máquina chinesa é vendida, em média, pela metade do valor de uma nacional. De acordo com ele, para driblar essa concorrência, a LGMT investe sobretudo em modelos com ciclos rápidos. “Um equipamento que fabricava em dez horas, há cinco anos, hoje produz em sete horas, no máximo, e com menos operadores e mais qualidade”, resumiu.

Na próxima edição da Brasilplast, a fabricante Miotto comemorará bodas de ouro e, portanto, prepara uma apresentação em grande estilo. De momento, trouxe um pouco de sua tradição para exibir no estande, sem nenhuma novidade em destaque. Mas se engana quem vê a estratégia como um reflexo da crise econômica mundial. A companhia apostou na variedade e buscou levar uma amostra do seu portfólio. Estavam em exposição no Anhembi três monorroscas, sendo uma delas a modelo Economáquina, e uma dupla-rosca contrarrotante EM-2R, para produção de até 280 kg/hora, entre outros equipamentos. “Estou sentindo a retomada das vendas, que, como é de praxe, param no final do ano”, comentou o diretor Enrico Miotto. A companhia vendeu uma máquina já no primeiro dia da feira. No ano passado, a fabricante atingiu sua meta de vendas, com a entrega de 52 unidades. Para 2009, apesar da Brasilplast, as expectativas não revelam muito otimismo. Miotto prevê faturamento 20% inferior ao de 2008.

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