Extrusoras – Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

Assim como ocorreu nos balanços de outros fabricantes de coextrusoras, o ano de 2008 foi de crescimento. A empresa aumentou o faturamento em 20% em relação ao ano anterior. O único percalço talvez tenha sido com o mercado externo. Acostumada a exportar entre 50% e 55% de sua produção, a Acmack teve de se contentar com índices de no máximo 40% no período. “Em meados de 2008, as exportações caíram para 15%”, lamentou Aldo Filho. Um dos motivos específicos ao setor, ou seja, além das questões cambiais, segundo sua observação, seria a penetração mundial das máquinas asiáticas. Para ele, por causa dessa concorrência, em particular, aumenta a importância de oferecer ao mercado recursos diferenciados.

Tecnologia europeia – A alemã Brückner, com representação no país da Coras do Brasil, apresentou o que chamou de soluções tecnológicas voltadas para uma produção eficiente e rentável de filmes de alta qualidade. A companhia tinha em sua participação a intenção de mostrar seu vigor no segmento de poliéster. Tradicional na fabricação de máquinas para transformar polipropileno biorientado (BOPP) – conta com linhas para capacidades de 900 a 7.000 kg, que atingem velocidades até 525 m/min e larguras de 4 m a 10 m –, apresentou tecnologia para alta produtividade e baixo custo operacional também para o segmento do poliéster biorientado (BOPET).

A empresa divulgou a tecnologia de filme plano, com destaque para as linhas de filme rígido por Roll Stack, para PET-A e PET-G, com capacidade para até 3.000 kg/h, e as linhas cast para filme rígido de PET com capacidades de 5.000 kg/h. “Com o cast, é possível dobrar a produção, com o mesmo custo operacional”, observou o gerente sênior de vendas da Brückner, Volker Lübke.

As máquinas alemãs da Kiefel não estavam presentes no Anhembi, mas mesmo assim impuseram o gigantismo da nobre estirpe. Pertencente ao grupo Brückner, a companhia divulgou máquinas coextrusoras tubulares para a produção de filmes de alta barreira de até nove camadas, bem como as mais convencionais para filmes de três camadas. A representação no país é da Coras do Brasil que, como argumento principal de venda, ressalta a superioridade da tecnologia europeia. No caso da Kiefel, isso se traduz em alta produtividade aliada à uniformidade da espessura de todas as camadas do filme.

Outro ponto forte da marca se trata do sistema de rebobinamento totalmente automático, acoplado aos modelos. “Nossa máquina é mais cara do que muitas outras, sobretudo as nacionais, mas quem precisa de tecnologia nos procura”, afirmou o representante da Coras do Brasil Gustavo Virginillo. Em geral, as coextrusoras Kiefel garantem pelo menos 50% de redução do desperdício do material e do tempo empregado entre as trocas de trabalho, graças ao sistema “Easy Change”, mediante o qual o operador introduz todos os parâmetros de produção do serviço seguinte, e a máquina automaticamente faz a mudança de receita e dos valores de operação.

Para desmistificar a ideia de que essa tecnologia é inacessível ao bolso do transformador brasileiro, Virginillo lançou na Brasilplast uma coextrusora para três camadas, capaz de produzir 380 kg/h. Trata-se de um modelo padronizado, para tornar a companhia mais competitiva em países em desenvolvimento como o Brasil. Além desse tipo de estratégia, a Kiefel criou um departamento para melhorar o desempenho de extrusoras, da marca ou não, por meio de um upgrade. E, dessa forma, a empresa pretende penetrar com mais vigor no mercado nacional. “O cliente verá que não precisa comprar um equipamento completo. Ele pode simplesmente melhorar a máquina já existente”, concluiu Virginillo.

Também com o propósito de ser mais competitiva, a Windmoeller & Hoelscher do Brasil promoveu mudanças em sua estratégia de atuação no país. Ao contrário de alguns rumores entre visitantes e expositores, a unidade fabril da companhia não está paralisada, apenas encerrou as atividades de usinagem dentro da planta, migrando para montagem mecânica e elétrica dos equipamentos, segundo o executivo da W&H do Brasil, Oliver Cornelius.

A W&H é fabricante de máquinas para embalagens flexíveis, ráfia e papéis. No entanto, tem se esforçado para se destacar em nichos específicos, nos quais a tradição alemã tem mais força. Em 2008, a companhia montou três máquinas do tipo balão de sete camadas e duas de três camadas. “Todos esses modelos contam com tecnologia de última geração também existente naqueles fabricados em nossa matriz”, ressaltou Cornelius. Essa postura não é à toa. Os ventos sopram a favor da empresa há algum tempo. Nos últimos dois anos, a W&H vendeu mais equipamentos do que durante os seus 35 anos de permanência no mercado brasileiro.

Apesar desse cenário positivo no mercado de coextrusão, a companhia escolheu para expor na Brasilplast um tear circular modelo AdvanTex 850. O objetivo era apresentar o mais novo membro da família W&H, a empresa Bag Solutions Worldwide (BSW), representada no país com exclusividade pela W&H do Brasil. O tear opera com velocidade de mil lances por minuto e

Plástico Moderno, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados
Durante evento, máquina da Robel operou com PVC esticável e skin

garante recursos avançados para uma produção de tecidos de ráfia com alto nível de qualidade e refugos mínimos.

A Robel do Brasil também demonstrou sua intenção de sobressair no mercado de extrusão: colocou em operação em seu estande a RP 60C, uma máquina para rodar policloreto de vinila (PVC) esticável e skin, a fim de comprovar a força do PVC como uma opção além dos tubos e perfis. “É a primeira vez que se mostra uma extrusora desse tipo na feira Brasilplast”, ressaltou o diretor da Robel do Brasil, Andrea Roccon. O modelo conta com zona de alimentação resfriada, controle via PID das temperaturas, aquecimento e resfriamento uniformes e acionamento por inversores, entre outros recursos. A relação LD é de 1:26 e na configuração de rosca de 60 mm e largura de 1.200 mm a produção chega a 70 kg/h.

A empresa também abarcou outras áreas em sua exposição: divulgou a RP 40 Multiflex. Essa extrusora de 40 mm transforma filmes de PEAD/PEBD, com 800 mm de largura útil, e mantém produção de até 50 kg/h, “Essa máquina é mais convencional, mas para nós é novidade, não fazíamos”, comentou Roccon.

O estande também abrigou uma calandra, da série Compacta. O equipamento faz parte de linha de extrusão de chapas e folhas, totalmente produzida no Brasil, para produção de até 600 kg/hora.

A Robel do Brasil conta com a experiência da BG Plast, fabricante italiana com mais de vinte anos de experiência no mercado

Plástico Moderno, Luciano Gallino, gerente de vendas, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados
Gallino mostrou uma extrusora dupla-rosca da italiana Maris

de chapas e folhas, hoje especializada em modelos de grande porte. A Robel do Brasil existe como importadora há mais de dez anos, no entanto, como fabricante de extrusoras, atua desde 2004. A área de filmes é seu principal negócio, até porque sua entrada no ramo de chapas ocorreu, efetivamente, no ano passado.

Rígido – A extrusora dupla-rosca corrotante TM 31 HS/48D, da italiana Maris, esteve em destaque no estande da By Engenharia, sua representante no Brasil. A máquina fabrica masterbatches à velocidade de 1.300 r.p.m. e sobressai justamente pelo alto torque. A linha de corrotantes opera com todos os tipos de compostos de material plástico ou borracha, seja sintética ou natural. De institucional a participação da Maris na Brasilplast teve pouco, a ponto de a empresa trazer de sua sede, em Torino, para o Anhembi o seu gerente de vendas, Luciano Gallino.

“O Brasil foi um dos países menos afetados pela crise”, atestou o gerente. Para ele, a Itália vive um momento de recessão, impulsionando os fabricantes do país a buscar e investir em novas rotas.

O entusiasmo em relação ao mercado brasileiro não para por aí. Gallino informou que a companhia pretende a médio prazo produzir em território nacional, talvez em parceria com sua atual representada. Ainda se trata de um projeto sem muitas definições. De exato, sabe-se que se anseia emplacar mais máquinas da Maris entre os transformadores daqui. A marca possui entre 30 e 40 linhas instaladas no Brasil.

Em outro estande, duas italianas uniram as forças: a Bausano do Brasil e a Primac do Brasil: a primeira, com a MD 90 125 Plus, linha para a fabricação de tubo de PVC rígido; a segunda, com uma embolsadeira dupla, automática para extrusão de tubo também de PVC. Essa última representou o principal lançamento no estande; esse periférico, entre outras características, conta com CLP para controle e inserção de dados; resfriamento mediante a circulação de água fria no interior do mandril e no molde, e recursos para autodiagnóstico, destinados à averiguação de anomalias no funcionamento.

“O parque industrial nacional está obsoleto, queremos oferecer ao mercado mais produtividade e qualidade”, comentou o diretor-comercial da Bausano do Brasil, Chrystalino Filho. Ele explicou que a parceria com a Primac embute o conceito de que é mais do que necessário automatizar as linhas, agilizando a produção. O sistema (extrusora mais esse periférico) fabrica, em média, cerca de 500 kg/hora de tubos de 75 mm. A economia de energia também é um item contemplado pelo desenvolvimento. Graças ao já conhecido sistema multidrive (caixa de redução), registra-se redução do consumo energético de até 40% em relação a modelos similares. A aposta do diretor-comercial se dá em relação à forte demanda pelos tubos. “Com os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é o momento propício para investir em máquinas mais produtivas”, completou. A empresa está confiante a ponto de planejar ampliar a sua fábrica, em breve.

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