Máquinas e Equipamentos

3 de junho de 2007

Extrusoras – Fabricantes privilegiam as máquinas mais econômicas e mantêm apostas em um novo ciclo de investimento

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Extrusoras - Fabricantes privilegiam as máquinas mais econômicas e mantêm apostas em um novo ciclo de investimento

    Lançamento da Ciola faz filme barreira de PP

    A 11ª edição da Brasilplast anunciou um novo perfil das máquinas extrusoras. O fabricante privilegiou projetos com baixos custos de produção, ao mesmo tempo em que se esforçou para desenvolver modelos mais produtivos e capazes de gerar economia no processo, sobretudo de energia elétrica. A indústria também se viu às voltas com a retomada dos investimentos no ramo de tubos e conexões e com a consolidação das embalagens multicamadas, até para o polipropileno (PP).

    Na abertura da feira, o presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), José Ricardo Roriz Coelho, citou a construção civil, no setor de tubos, como um dos de maior possibilidade de crescimento neste ano. Não por acaso, as principais novidades contemplaram essa aplicação, como é o caso da Astromaq, de Joinville-SC. Confiante no aumento da demanda de projetos de infra-estrutura, a empresa mostrou de sua representada Cincinnati Extrusion uma monorrosca da linha Delta.

    Plástico Moderno, Heinrich Portele, Extrusoras - Fabricantes privilegiam as máquinas mais econômicas e mantêm apostas em um novo ciclo de investimento

    Portele exibiu modelos para tubos corrugados e de grandes dimensões

    O desenvolvimento se destina à fabricação de pequenos perfis e tubos, mas sua principal característica ficou por conta de seu baixo custo. Fabricada em uma filial chinesa da Cincinnati, a máquina teve seu preço reduzido em cerca de 30%. De acordo com o representante brasileiro Heinrich Portele, a tecnologia austríaca embutida em seu desenho foi preservada, apesar dessa economia.

    Plástico Moderno, Enrico Miotto, diretor, Extrusoras - Fabricantes privilegiam as máquinas mais econômicas e mantêm apostas em um novo ciclo de investimento

    Miotto redesenhou sua linha para diminuir custo

    Ele também citou a linha Monos, formada por uma monorrosca para polietileno (PE) e PP capaz de produzir até 310 kg/hora. “Essa altíssima produção demonstra nossa tecnologia”, comentou Portele. Da representada alemã, Unicor, as novidades ficaram a cargo dos equipamentos para tubos corrugados de 3,5 mm até 2.500 mm de diâmetro. Essa divulgação reflete uma tendência. No País, por tradição, se utilizam tubos lisos (cimento), porém a indústria começa a descobrir as vantagens dos tubos flexíveis. A tecnologia de extrusão para perfis, sobretudo esquadrilhas para janela, da austríaca Gruber&Co Group também esteve em foco.

    Preços em baixa – Independentemente da retomada dos projetos em construção civil, a concorrência chinesa, no entanto, vem assolando as vendas dos fabricantes nacionais. Por isso, a Miotto, de São Bernardo do Campo-SP, pautou sua participação na feira em novos conceitos.

    O diretor Enrico Miotto redesenhou sua linha para extrusão sobreposta de dois perfis e conseguiu uma redução do custo em torno de 30%. Equipada com nova dupla-rosca, a linha alcança a produção de 150 m² por hora e faz dois perfis para forro de PVC rígido de 200 mm, simultaneamente. “Esse processo foi criado para baratear a máquina, mas sem perder a qualidade”, enfatizou Miotto. Além de mudanças no desenvolvimento, o fabricante reviu sua estratégia. Ele repensou seu planejamento e aumentou sua produção. Em vez de produzir modelos únicos, decidiu fazer lotes de dez máquinas. “Vou fabricar para vender e não vender para depois fabricar”, explicou. Essa nova postura se refere ao dinamismo do mercado. A tecnologia se renova muito depressa, por isso, os modelos não precisam mais ter extensa longevidade. “Antes nossa filosofia era desenvolver máquinas que durassem cinqüenta anos. Acho que estamos errados, pois elas devem durar no máximo dez anos, para promover a substituição e conseqüente modernização dos modelos”, contou Miotto.

    Também com base no mote da economia, a empresa exibiu uma extrusora monorrosca, série EM-03-E, disponível nos diâmetros de 45 mm e 60 mm. Essa linha de granulação para polímeros conta com sistema de corte na cabeça, com resfriamento por anel de água e secagem centrífuga. Trata-se de uma unidade compacta em monobloco com capacidade de produção de até 100 kg/h.

    Plástico Moderno, Luciano Miotto, diretor da LGMT, Extrusoras - Fabricantes privilegiam as máquinas mais econômicas e mantêm apostas em um novo ciclo de investimento

    Luciano Miotto mostrou modelo que elimina o processo de aglutinação

    A estratégia de redução dos preços também se aplicou na LGMT, de Piracicaba-SP. “Hoje meus preços estão inferiores do que há três anos”, afirmou o diretor da LGMT, Luciano Miotto. A iniciativa visa, sobretudo, a concorrer com a produção asiática, cujo preço é considerado por Luciano em torno de 30% abaixo do nacional. Os resultados têm sido positivos. Em relação ao ano passado, as vendas registradas nesse primeiro trimestre dobraram. Apesar de 2006 não ser um parâmetro ideal, o fato é que o mercado está aquecido. “Os transformadores estão investindo e buscando máquinas de alta produtividade”, justificou Luciano.

    Para atrair a atenção dos transformadores, a LGMT levou para seu estande uma linha para reciclagem de aparas. A diferença do modelo está na eliminação do processo de aglutinação do material, antes de alimentar a extrusora. “O aglutinador é como um sócio: é difícil tirá-lo sem dor de cabeça”, brincou. Em geral, o filme é aquecido e compactado para depois iniciar a reciclagem, operação na qual há um substancial dispêndio de energia.  Não se trata de uma novidade da marca, porém Luciano acredita que o modelo traduz uma das principais exigências atuais dos clientes: a redução do gasto energético. O fabricante também apresentou linhas para tubos corrugados de ½ a 1 polegada e para tubos rígidos. Outra área de forte atuação é a de construção e recuperação de cilindros e roscas. A história da LGMT começou em 1999, com a produção desse tipo de equipamento.
    De acordo com o diretor-comercial da Bausano do Brasil, Chrystalino Filho, a necessidade de otimizar as linhas produtivas tem relação direta com os lucros, cada vez mais restritos. “Para o transformador, é palavra de ordem economizar no custo de produção”, disse. Por isso, reservou para a exposição a linha dupla-rosca MD 72/30 Plus, terceira geração da série. No desenvolvimento houve incrementos de automação, como o controlador lógico programável (CLP) em touch screen, e aumento da capacidade produtiva. A máquina produz 350 kg/h.


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      1. emerson ribeiro

        Tem um cliente que esta com muita dificuldade para produzir com carnevalli 75 400mm sou técnico em plastico volver esta maquina a manha



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