Máquinas e Equipamentos

Extrusoras – As novas gerações de máquinas facilitam os processos de manutenção preventiva

Simone Ferro
29 de novembro de 2008
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    Na opinião do gerente do departamento de máquinas plásticas da Man Ferrostaal, Ferry Rosenstock, o PE vai crescer em aplicações específicas, e só avançará no saneamento básico quando as empresas forem privatizadas. “Vamos vender mais, pois vai se somar uma nova aplicação para a extrusão de tubos plásticos.”

    As características do material, a facilidade de instalação e de transporte e o custo ajudaram a impulsionar o uso de PE, mas a recente normatização de algumas aplicações vai contribuir para consolidar esse mercado e aumentar a confiança no produto final. Recentemente, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou um conjunto de normas para tubos destinados a sistemas de distribuição e adução de água, transporte de esgoto sanitário sob pressão e para tubos corrugados de dupla parede para sistemas coletores de esgoto e conexões: NBR 15561, NBR 15551 e NBR 15552, respectivamente.

    De acordo com a ABPE, os tubos de polietileno garantem vida útil acima de cinqüenta anos e empregam menor número de juntas de vedação por trecho instalado. Fatores que aliados ao preço da resina tornam os custos do produto final e de instalação bastante competitivos. Dentre os benefícios citados estão a facilidade de instalação e as características técnicas, tais como baixa incrustação e rugosidade e resistência à abrasão, ao impacto e a produtos químicos.

    Adequação – A retomada dos investimentos em saneamento básico e construção civil, aliada às conjunturas do mercado mundial, ajudou a impulsionar também a concorrência estrangeira, em especial, das máquinas chinesas, exigindo readequação das fábricas à nova realidade.

    Em 2008, a alemã Krauss Maffei inaugurou uma fábrica na China. Denominada Performance, a nova linha de extrusoras chinesas visa à entrada da Krauss Maffei em mercados onde originalmente são comercializadas máquinas com preço e qualidade inferiores.

    Segundo o fabricante, o resultado são máquinas com custo reduzido, porém com a qualidade assegurada pela marca alemã. “A fábrica foi planejada e construída de acordo com os padrões de qualidade e segurança da matriz”, afirma Sommer.

    De acordo com ele, os redutores continuam sendo importados da Europa, para manter a qualidade e a vida útil das extrusoras, e as roscas e cilindros são produzidos com máquinas importadas da matriz. “Todos os modelos têm a mesma potência instalada e características dimensionais de seus respectivos modelos feitos na Alemanha, porém com preços até 30% mais baixos.”

    De acordo com Sommer, a blindagem de molibdênio soldado é padrão nas extrusoras dupla-rosca fabricadas na Alemanha. “Nas chinesas, roscas e cilindros são nitretados.” Mas a nova fábrica está capacitada a fornecer linhas completas para a moldagem de tubos feitos de poliolefinas e PVC até 630 mm de diâmetro.

    A Krauss Maffei fornece linhas completas para tubos de PEAD até 2.000 mm de diâmetro externo, além de máquinas para o processamento de PP, PEX (polietileno reticulado), ABS e PVC, tubos co-extrudados com até 5 paredes, tubos de PVC com camada interna espumada, de poliolefinas com carga, de alta pressão reforçados com fibras kevlar ou aramida e para irrigação com gotejadores.

    As capacidades de plastificação variam desde 75 kg/h a 1.700 kg/h nas monorroscas para tubos de poliolefinas; e de 70 kg/h a 1.900 kg/h nas extrusoras dupla-rosca contra-rotantes para tubos de PVC.

    Na Brasilplast, os destaques ficam por conta dos sistemas para a produção de tubos de grande diâmetro (até 1.600 mm), e as linhas para PVC e PE com o sistema Quickswitch, que permitem fazer trocas de bitolas de tubos durante a produção, sem paradas e com reduzida perda de material, em comparação às linhas convencionais, segundo o fabricante. “Hoje temos a possibilidade não só de instalar uma linha completamente automatizada, mas também de substituir os seus principais componentes, de maneira que possibilite uma semi-automatização.”

    Na avaliação de Sommer, as vendas para o segmento de PVC foram as que mais cresceram. “Aproximadamente 35% em relação ao volume de vendas de 2007.” A América Latina, atendida pela filial brasileira, representa aproximadamente 16% do faturamento da Krauss Maffei Extrusão. “Esta participação usualmente não passava de 4% e teve um aumento importante graças a grandes projetos de extrusão realizados nos últimos dois anos”, comemora Sommer.



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    3 Comentários


    1. jose mario ferreira

      Boa noite a todos que trabalham com plásticos o assunto abordado é muito bom trabalho com maquinas de corte solda e extrusoras a 31 anos tenho acompanha a tecnologia que vem avançando a cada ano.
      extrusoras carnevale/ Rulli Standard hoje trabalho so com extrusora da windm0ller e impressoras roto com manutenção preventiva adequada para as extrusora evitando parada desnescessaria


    2. João santos

      Boa,noite pessoal do plastico.com.br,adorei muito a matéria sobre etrusoras
      se tivesse mais tempo seria capaz de ficar aqui muitas horas apreciando,o
      conteudo da matéria,vcs estão de parabéns.
      Agora,a respeito de manutenção em maquinas extrusoras e também
      maquina de corte e solda do plastico,gostaria se possivel,que vcs me indicasem
      algumas intituições que formam profissionais neste tipo de maquinas.
      Um abraço.



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