Máquinas e Equipamentos

Extrusoras – As novas gerações de máquinas facilitam os processos de manutenção preventiva

Simone Ferro
29 de novembro de 2008
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    Para a lubrificação do cabeçote, que em média deve ocorrer a cada três ou seis meses, Brito, da Rulli, recomenda graxa à base de teflon, cujo quilo custa em torno de R$ 5 mil. “O material alcança altas temperaturas, não deixa resíduos e sua aplicação ocorre sem parada de máquina.”

    As graxas à base de molibdênio, cobre, grafite e outros minerais evaporam e deixam resíduos sólidos que podem comprometer a vida útil dos rolamentos e causar paradas de produção. Um erro comum e regularmente detectado nesses casos é a limpeza do cabeçote com lixa.

    Para cada item existe uma determinação específica, como o prazo para a troca de óleo do redutor ou para o reaperto do painel e da cabine primária. “Ações simples e rotineiras evitam grandes problemas e gastos”, garante Brito.

    Roscas em boas condições garantem a vida útil dos cilindros que, em média, alcança entre cinco e seis anos. “Ao rodarem desgastadas, danificam a peça.” Segundo Brito, os manuais também informam os parâmetros que ajudam a detectar o desgaste de roscas e cilindros e evitar erros de avaliação.

    De acordo com os fabricantes, as recomendações começam antes da venda da máquina. “Para cada tipo de material processado temos uma ação. O cliente fornece dados sobre a largura do filme, resina, volume de produção, mercado de atuação, entre outros detalhes. Com isso, é possível dimensionar a linha adequada às necessidades do transformador”, afirma Rodrigues.

    As orientações vão além do dimensionamento da máquina e de seus equipamentos auxiliares de processo, e podem ajudar o transformador a projetar a fábrica, com instruções para nivelamento do piso, localização das máquinas e dos pontos de instalação e cálculos sobre o consumo de ar, água e energia elétrica etc.

    O gerente de extrusão da Krauss Maffei do Brasil, Bruno M. Sommer, recomenda inspeções nos fusos e cilindros duas ou três vezes ao ano em extrusoras dupla-rosca para produção de tubos de PVC. A iniciativa visa a estabelecer não só as ações a serem tomadas quando detectado um desgaste acentuado num curto período de tempo, como também programar a troca com antecedência. “Análises de vibração dos redutores e do óleo de lubrificação das caixas de redução também são muito importantes para que eventuais problemas possam ser detectados logo após seu surgimento, evitando assim um eventual dano de outros componentes da caixa ou seu total comprometimento.”

    Todos os procedimentos e prazos estão relacionados no manual técnico. “Recomendamos também as medições de desgaste de roscas e cilindros com nossos técnicos.” Tais medições devem ocorrer a partir de 1.500 horas de trabalho, e depois com intervalos de aproximadamente 3.000 horas.

    Novos, mas obsoletos – Outra questão importante quando o assunto é manutenção, seja ela corretiva ou preventiva, refere-se à obsolescência do parque industrial brasileiro. Estima-se que mais de 40% das extrusoras em uso no país estejam tecnologicamente desatualizadas, o que nem sempre significa que tenham muitos anos de uso. “Existem equipamentos novos fabricados com tecnologias ultrapassadas. O transformador precisa ficar atento ao que está comprando”, alerta Brito.

    Calcula-se a existência de mais de uma dezena de fabricantes nacionais de extrusoras para filmes. O mercado local é disputado ainda por marcas estrangeiras, algumas com produção nacionalizada ou com importação direta. Entre essas empresas brasileiras e estrangeiras estão a Carnevalli, a Ciola-Acmack, Oryzon, Windmoeller, Magmar, HWA Chin, Man Ferrostaal, ROR, Teck Tril, AWS e outras.

    A grande rotatividade de mão-de-obra e a falta de treinamento e até de escolaridade estão entre os problemas detectados na formação dos operadores de máquinas e profissionais da manutenção. “A qualidade do ensino médio caiu muito e, de certa forma, comprometeu a qualificação profissional”, avalia Brito. Em contrapartida, os transformadores estão solicitando cada vez mais os treinamentos oferecidos pelos fabricantes das máquinas. “Essa demanda está em alta.”

    Plástico Moderno, Ricardo Rodrigues, diretor-comercial da HGR Extrusoras, Extrusoras - As novas gerações de máquinas facilitam os processos de manutenção preventiva

    Rodrigues aposta na co-extrusão

     

    A demanda por máquinas também vinha bem aquecida. Porém, assim como em outros setores da indústria, os fabricantes de extrusoras acreditam que não ficarão imunes à crise do mercado financeiro mundial. Os reflexos devem começar já no início de 2009. “Muitas propostas foram proteladas para o próximo ano”, afirma Rodrigues, da HGR.

    Apesar do clima de cautela, as vendas de 2008 avançaram 30% em relação ao volume registrado em 2007. Rodrigues destaca ainda o crescente aumento de demanda do mercado de co-extrusão para embalagens com barreira e aplicações especiais.

    Fundada em 1993, a HGR fabrica extrusoras de 40 mm a 150 mm e co-extrusoras até cinco camadas. No próximo ano, os desenvolvimentos estarão voltados para o design. “Estão ainda mais robustos. Também desenvolvemos novas tecnologias direcionadas à produção, bem como novas geometrias de rosca e dimensões de matriz”, explica Rodrigues.



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    3 Comentários


    1. jose mario ferreira

      Boa noite a todos que trabalham com plásticos o assunto abordado é muito bom trabalho com maquinas de corte solda e extrusoras a 31 anos tenho acompanha a tecnologia que vem avançando a cada ano.
      extrusoras carnevale/ Rulli Standard hoje trabalho so com extrusora da windm0ller e impressoras roto com manutenção preventiva adequada para as extrusora evitando parada desnescessaria


    2. João santos

      Boa,noite pessoal do plastico.com.br,adorei muito a matéria sobre etrusoras
      se tivesse mais tempo seria capaz de ficar aqui muitas horas apreciando,o
      conteudo da matéria,vcs estão de parabéns.
      Agora,a respeito de manutenção em maquinas extrusoras e também
      maquina de corte e solda do plastico,gostaria se possivel,que vcs me indicasem
      algumas intituições que formam profissionais neste tipo de maquinas.
      Um abraço.



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