Máquinas e Equipamentos

Extrusoras – Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

Renata Pachione
7 de abril de 2007
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    Plástico Moderno, Enrico Miotto, diretor, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Miotto: importações em alta freiam crescimento

    A escolha da Carnevalli embute uma outra tendência: cada vez mais, as máquinas estão automatizadas. Muitos periféricos deixam de ser considerados acessórios e passam a ser equipamentos essenciais. “O filme técnico torna alguns itens obrigatórios”, explica Carnevalli. O momento atual exige que a máquina saia da fábrica dotada de alto índice de automação.

    Entre esses itens fundamentais figuram o dosador gravimétrico e o sistema IBC. Para o futuro próximo, alguns profissionais do setor vislumbram incluir nessa lista os controladores de espessura. Outro destaque dessa edição da Brasilplast deve ficar por conta da máquina de monoorientação longitudinal da Carnevalli, indicada para estiramento molecular. Entre outros benefícios, aumenta a propriedade de barreira, melhora a qualidade óptica do filme e eleva a resistência de máquina. “É uma novidade mundial”, orgulha-se Carnevalli. O protótipo já foi apresentado ao setor, mas será lançado na feira. No Brasil, há transformador operando com esse tipo de equipamento em sua fábrica. A diferença está na sua nacionalidade, pois o modelo da Carnevalli representa o primeiro produzido localmente.

    Tubos e perfis – A retomada dos negócios do ramo de filmes não se aplica ao segmento de extrusoras para tubos e perfis.

    De acordo com o tradicional fabricante Indústria de Máquinas Miotto, a importação de produtos chineses tem prejudicado as vendas da indústria nacional. “Fizemos uma meta de aumento, mas já vimos que nos três primeiros meses não conseguimos atingi-la”, comenta o diretor Enrico Miotto.

    Plástico Moderno, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Com sistema,pode-se elevar a qualidade do filme plástico

    Para ele, a questão está relacionada ao preço da concorrência, considerado muito competitivo. “Hoje o empresário não vê a qualidade, mas sim o preço”, atesta.De acordo com a Abimaq, a penetração dos produtos chineses começa a incomodar também o mercado de extrusoras. No passado, esse prejuízo era sentido somente pelos profissionais da injeção.

    A Miotto chegou a produzir até 120 linhas de extrusoras por mês para tubos e perfis. No entanto, em 2006, esse índice não passou da metade. Apesar do início de ano fraco, o diretor espera melhora de 15%. Presente na feira desde a primeira edição, Miotto está pouco confiante na contribuição do evento aos negócios. Para ele, o câmbio refuta qualquer expectativa mais otimista.

    Entre conceitos e tendências, o apelo das extrusoras dupla-rosca co-rotante tem atraído o interesse do transformador. De alto valor agregado, esse tipo de máquina não é campeão em vendas, sobretudo porque seu preço ainda é elevado se comparado a outros modelos, porém alguns profissionais têm acompanhado o surgimento paulatino de uma tendência: a substituição das extrusoras monorroscas por dupla-roscas co-rotantes. Um segmento que tem engordado as vendas é o da reciclagem, sobretudo em processos diferenciados nos quais a degasagem é fundamental. Segundo estimativa, o mercado brasileiro absorve em média 20 máquinas dupla-roscas co-rotantes por ano.
    A alemã Coperion fabrica esse modelo de máquina. De acordo com seu gerente de vendas, Marcelo Takimoto Albernaz, o aumento da capacidade de produção e a diminuição da degradação dos materiais norteiam os projetos, abrindo o mercado para desenvolvimentos com mais torque e maior rotação de processamento. Outra tendência se traduz no aumento das vendas de modelos cada vez maiores. A idéia é elevar a escala de produção e reduzir o custo operacional. Esse tipo de máquina processa compostos, materiais reforçados com fibra de vidro e plásticos de engenharia, entre outros.

    Exportação – Em seu passado recente – a edição de 2005 –, a feira trouxe como mote as exportações. Em época de câmbio desfavorável, seria impossível repetir a dose. No entanto, em alguns casos, a valorização do real não extinguiu o relacionamento das empresas com o mercado externo. O que se viu foi um redirecionamento das exportações. Se um dia os fabricantes se esforçaram para abrir novos mercados, considerados pouco convencionais, hoje se concentram em países mais próximos e já tradicionais, como os sul-americanos. Independentemente do cenário político e econômico, o setor de máquinas tem por tradição forte penetração nessa região, sobretudo porque a tecnologia empregada na produção nacional se equipara à estrangeira, com a vantagem do preço. “O Brasil tem custos competitivos em relação à Europa”, observa Carnevalli. Outro ponto positivo do fabricante nacional em relação ao europeu é a distância. Em tempos de similaridade tecnológica, todo o processo de pós-venda se torna também argumento de venda.

    Apesar do forte poder de atração dos investidores estrangeiros, a Brasilplast não tem como imunizar o fabricante nacional contra a concorrência chinesa – um dos principais nós do setor. Para alguns profissionais, a curto prazo, a tendência é o aumento das vendas desse tipo de máquina. “O mercado interno deverá oferecer maior penetração de produtos estrangeiros, sobretudo para empresas de menor porte”, atesta Rulli. No entanto, para ele, os modelos fabricados no Brasil têm sua fatia de mercado garantida, pelo menos a longo prazo. “Com o tempo, as desvantagens em adquirir equipamentos chineses demonstrarão ser maiores que as vantagens”, aposta o diretor.



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