Máquinas e Equipamentos

Extrusoras – Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

Renata Pachione
7 de abril de 2007
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    A história recente da indústria nacional de máquinas extrusoras revela alguns percalços. Altos e baixos parecem ser constantes. O período de 2001 a 2003 se configurou como época bastante difícil para esse setor. Os efeitos do apagão, no País, e do 11 de setembro, nos Estados Unidos, deixaram marcas. Esse panorama recessivo incentivou os fabricantes a buscar vias alternativas. Alguns partiram para a terceirização da produção, como a Acmack, fabricante de máquinas para filmes de polipropileno (PP) da Ciola. No campo dos tubos e perfis, houve um enxugamento. A Imacom, fundada em 1984 para a produção de extrusoras dupla-rosca para PVC rígido e flexível, deixou de ser uma empresa para ser uma marca da Extrusão Brasil.

    No período, uma grande parcela do setor também manteve seus investimentos. A Rulli Standard mudou de endereço para uma área maior e a Indústria de Máquinas Miotto investiu em seu laboratório de pesquisa e na informatização de seu departamento de engenharia. Em meio a esse cenário, todos acreditavam em 2004 como o ano da renovação.

    Plástico Moderno, Rogério Mani, presidente da Abief, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Mani: inovações do fabricante de co-extrusora ajudam flexíveis

    Nessa época, as exportações e o aumento das vendas de máquinas de maior valor agregado figuraram entre os principais alicerces para essa recuperação.
    O mercado também cresceu em quantidade. Reconhecida por sua atuação no segmento de injeção, a Sandretto do Brasil apostou na extrusão de chapas e perfis. No ano passado, esse fabricante de máquinas se valeu da tecnologia da norte-americana HPM, uma das divisões do grupo Taylor´s para participar, de forma efetiva, da indústria brasileira de extrusão. Os bons ventos garantiram ainda maior atuação dos fabricantes de máquinas no cenário brasileiro. A Windmoeller & Hoelscher concentrou a direção da companhia da América Latina em Diadema. “Quisemos apresentar o País como um novo centro de atendimento da companhia”, explica Cornelius.

    Sofisticação – Esse poder de atração de novos investimentos não é por acaso. Sustenta-se no fato de a indústria brasileira estar em ascensão. A co-extrusão sobe um degrau a cada ano, apesar da ainda maior aceitação e presença no parque industrial nacional dos modelos monocamadas. Impulsionado pelo aumento da demanda de filmes de barreira, esse crescimento tem propiciado projeções animadoras. A incógnita recai sobre o número de camadas. “O brasileiro ainda não tem o perfil para trabalhar com co-extrusão de sete camadas”, argumenta Rulli. Até por esse motivo, nenhuma das quatro máquinas apresentadas pelo fabricante na Brasilplast será desse tipo. Estão previstas as exibições de duas co-extrusoras: uma de cinco camadas e outra de três, além de uma linha de chapa e uma extrusora monocamada.

    O avanço da co-extrusão é notório, porém, ainda há muito a galgar. A maior parte das co-extrusoras vendidas no País processa três camadas, apesar da ampla oferta de opções mais sofisticadas, seja do fabricante nacional ou do estrangeiro. Desde o lançamento da primeira co-extrusora brasileira de sete camadas, em 2004, pela Carnevalli, as vendas do modelo crescem, mas ainda não atingiram os patamares ideais. “As máquinas para sete camadas atendem a necessidades muito específicas”, afirma Carnevalli. Em geral, modelos de cinco camadas ainda representam o ápice da transformação nacional, mas os tipos mais complexos despontam no cenário brasileiro. A Windmoeller & Hoelscher do Brasil emplacou, recentemente, a venda de seus primeiros modelos de sete camadas. “Existe um interesse concreto em máquinas de até nove camadas no mercado nacional”, acrescenta Cornelius.

    Além da aplicação ser específica, o preço também contribui com esse cenário atual. Uma máquina de cinco camadas custa cerca de 40% a mais do que uma de sete. Entre os modelos mais aceitos – de três e cinco camadas – o custo varia em torno de 30% de um tipo para o outro.

    Em tendências conceituais, embalagens com barreira são os sinalizadores mais fortes, o que caracteriza o aumento da procura por máquinas para processar novos materiais e suas combinações. Mas, na prática, a redução dos custos de produção ainda figura entre as prioridades. O desenvolvimento de projetos visando a redução do consumo energético e da degradação do filme tem destaque no momento. A produtividade das máquinas também aparece na dianteira. Uma das características de maior importância para o transformador, hoje, se refere ao aumento da produção. Por isso, o mercado tem observado a queda das vendas de modelos de pequeno porte (de diâmetro de rosca de 50 mm). “O cliente exige alta capacidade de produção”, diz Carnevalli. Em consonância com essa inclinação, o fabricante apresenta a linha Polaris. Esse modelo tem produção superior aos equipamentos convencionais da marca, na ordem de 20%. Cornelius aponta outra tendência. Para ele, as máquinas com tempo de partida e trocas curtas, assim como os modelos com baixas quantidades de aparas e alta produtividade, terão mais aceitação no mercado.

    A inovação dos projetos das máquinas está relacionada ainda à variação de espessura do filme. O mercado de flexíveis ruma para a consolidação das exigências de espessuras cada vez mais finas e de aumento da qualidade do filme. Um dos equipamentos de expressão entre as novidades do setor é o Multipoint, um sistema de medição e controle da variação da espessura do filme. “Aumenta a qualidade do filme e a produtividade da máquina”, argumenta a Carnevalli, fabricante do equipamento. Por isso, um dos destaques desse fabricante na Brasilplast será a apresentação de uma co-extrusora dotada com esse recurso, capaz de realizar o gerenciamento completo da linha, incluindo o controle de temperatura, gravimétrico e das tensões da bobinadeira, entre outros.



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