Extrusoras – Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

Plástico Moderno, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

Um novo ciclo de crescimento deverá ter início na Brasilplast 2007 para os fabricantes de máquinas extrusoras e co-extrusoras. Essa 11ª edição da maior feira do plástico da América Latina renovou as expectativas do setor. Após um ano difícil, como foi o de 2006, os negócios se mostram aquecidos outra vez. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o volume (em dólar) das importações de extrusoras aumentou 87% entre 2005 e o ano passado. Mas a indústria local não se intimidou. Novos desenvolvimentos despontam no cenário nacional, aliando os incrementos tecnológicos às necessidades de melhoria da qualidade e de redução dos custos de produção.

Plástico Moderno, Oliver Cornelius, executivo de vendas de máquinas da Windmoeller & Hoelscher do Brasil, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos
Cornelius prevê demanda nacional para co-extrusão de nove camadas

No ramo de filmes, a indústria de embalagem dita as regras, sobretudo em aplicações técnicas que requerem proteção intensificada, seja à luz, ao gás ou ao vapor d´água. Entre as inovações do setor, destacam-se os modelos capazes de processar resinas especiais e de fabricar filmes com maiores propriedades de barreira. Em geral, nos filmes de três camadas (o tipo mais popular da categoria), uma delas é de polietileno (PE), outra de adesivo e uma terceira composta por poliamida (náilon) ou copolímero de etileno álcool vinílico (EVOH). Alguns setores chegaram a apostar na substituição do náilon pelo cloreto de polivinilideno (PVDC). Na Europa, no entanto, o material foi rechaçado. Por se tratar de produto derivado do cloro, se cogita risco à saúde do operador, bem como prejuízo ao equipamento.

Segundo estima o executivo de vendas de máquinas da Windmoeller & Hoelscher do Brasil, Oliver Cornelius, essa rejeição também se manifesta no País e com isso se intensifica a demanda de modelos de máquinas que operam estruturas com outras matérias-primas, como EVOH e o náilon.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), cerca de 35% da produção brasileira de flexíveis emprega a co-extrusão. A tendência é de aumento, segundo os profissionais da área. Para Cornelius, esse processo continuará a ser a resposta para a produção de filmes diferenciados. “A procura por novas tecnologias e soluções para a fabricação de embalagens será um dos assuntos principais dessa feira”, confirma.

Apesar de a Brasilplast não ser uma exposição destinada à indústria de alimentos – esse segmento responde pela maior parte das vendas de flexíveis –, o evento deve coroar as expectativas de recuperação do setor. Em 2006, essa indústria apresentou crescimento de 3,5% sobre o ano anterior. Para 2007, estima-se aumento nas vendas de pelo menos 5%.

Segundo o presidente da Abief, Rogério Mani, a feira será beneficiada pelo bom momento do mercado de flexíveis. “Percebo inovações e mudanças”, destaca. A importância das embalagens para os fabricantes de máquinas se revela em números. A maior parte da indústria brasileira de transformadores de plástico se compõe de empresas desse ramo de atividade. As embalagens representam cerca de 40% do total do setor; construção civil, descartáveis, componentes técnicos e o setor agrícola respondem por cerca de 10% cada. O restante se divide entre utilidades domésticas, calçados, laminados, brinquedos e outros.

Plástico Moderno, Wilson Carnevalli Filho, diretor-comercial da Carnevalli, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos
Carnevalli: o cliente exige alta produtividade

Mercado aquecido – Entre os fabricantes de máquinas, as expectativas em relação à feira são as melhores possíveis. Todos esperam vender. Na avaliação de Mani, os negócios realizados durante o evento devem representar no mínimo seis meses de trabalho. “Os clientes estão se movimentando. O mercado interno está aquecido”, argumenta o diretor-comercial da Carnevalli, Wilson Carnevalli Filho. No geral, o ano de 2006 favoreceu pouco o crescimento do setor de máquinas.

No entanto, indícios de retomada dos negócios já são percebidos por alguns fabricantes de extrusoras e co-extrusoras. Um dos principais do mercado de filmes, a Carnevalli registrou incremento das vendas de cerca de 20%, nos primeiros meses de 2007, em relação a igual período do ano passado.

Não se trata de um caso isolado. A tendência de retomada dos negócios registrada no primeiro trimestre do ano deverá se acentuar. Essa é a aposta do setor. “Existem equipamentos obsoletos que tornam o custo de fabricação economicamente inviável, obrigando a substituição”, argumenta o diretor da Rulli Standard, Luis Carlos Rulli. Para Cornelius, em virtude desse cenário, intensificou-se a procura por renovação e sofisticação do parque industrial nacional. “Em alguns casos, essa tendência já se concretizou em investimentos”, observa Cornelius. A Abimaq apresentou expectativas retraídas para o segmento de máquinas destinadas ao processamento do plástico.

Plástico Moderno, Luis Carlos Rulli, diretor da Rulli Standard, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos
Rulli aposta na substituição das máquinas obsoletas

Mas nem por isso o fabricante de extrusoras e co-extrusoras projeta índices apertados para 2007. “Acreditamos em crescimento de 10% a 13%”, afirma Rulli. Em tempo: o segmento de extrusão representa 18,8% do faturamento nominal do setor de máquinas para o processamento de plásticos. No ano passado, esse mercado faturou R$ 659 milhões.

No geral, as vendas ficaram aquém das expectativas, no ano passado. Apesar da má notícia para o setor, alguns negócios se voltaram para máquinas de alto valor agregado, evitando queda no faturamento desses fabricantes. Para driblar a diminuição das consultas, as empresas se esforçaram para desatar o seguinte nó: manter a competitividade, com a redução dos custos de produção, sem ônus nos incrementos tecnológicos de suas máquinas.

A história recente da indústria nacional de máquinas extrusoras revela alguns percalços. Altos e baixos parecem ser constantes. O período de 2001 a 2003 se configurou como época bastante difícil para esse setor. Os efeitos do apagão, no País, e do 11 de setembro, nos Estados Unidos, deixaram marcas. Esse panorama recessivo incentivou os fabricantes a buscar vias alternativas. Alguns partiram para a terceirização da produção, como a Acmack, fabricante de máquinas para filmes de polipropileno (PP) da Ciola. No campo dos tubos e perfis, houve um enxugamento. A Imacom, fundada em 1984 para a produção de extrusoras dupla-rosca para PVC rígido e flexível, deixou de ser uma empresa para ser uma marca da Extrusão Brasil.

No período, uma grande parcela do setor também manteve seus investimentos. A Rulli Standard mudou de endereço para uma área maior e a Indústria de Máquinas Miotto investiu em seu laboratório de pesquisa e na informatização de seu departamento de engenharia. Em meio a esse cenário, todos acreditavam em 2004 como o ano da renovação.

Plástico Moderno, Rogério Mani, presidente da Abief, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos
Mani: inovações do fabricante de co-extrusora ajudam flexíveis

Nessa época, as exportações e o aumento das vendas de máquinas de maior valor agregado figuraram entre os principais alicerces para essa recuperação.
O mercado também cresceu em quantidade. Reconhecida por sua atuação no segmento de injeção, a Sandretto do Brasil apostou na extrusão de chapas e perfis. No ano passado, esse fabricante de máquinas se valeu da tecnologia da norte-americana HPM, uma das divisões do grupo Taylor´s para participar, de forma efetiva, da indústria brasileira de extrusão. Os bons ventos garantiram ainda maior atuação dos fabricantes de máquinas no cenário brasileiro. A Windmoeller & Hoelscher concentrou a direção da companhia da América Latina em Diadema. “Quisemos apresentar o País como um novo centro de atendimento da companhia”, explica Cornelius.

Sofisticação – Esse poder de atração de novos investimentos não é por acaso. Sustenta-se no fato de a indústria brasileira estar em ascensão. A co-extrusão sobe um degrau a cada ano, apesar da ainda maior aceitação e presença no parque industrial nacional dos modelos monocamadas. Impulsionado pelo aumento da demanda de filmes de barreira, esse crescimento tem propiciado projeções animadoras. A incógnita recai sobre o número de camadas. “O brasileiro ainda não tem o perfil para trabalhar com co-extrusão de sete camadas”, argumenta Rulli. Até por esse motivo, nenhuma das quatro máquinas apresentadas pelo fabricante na Brasilplast será desse tipo. Estão previstas as exibições de duas co-extrusoras: uma de cinco camadas e outra de três, além de uma linha de chapa e uma extrusora monocamada.

O avanço da co-extrusão é notório, porém, ainda há muito a galgar. A maior parte das co-extrusoras vendidas no País processa três camadas, apesar da ampla oferta de opções mais sofisticadas, seja do fabricante nacional ou do estrangeiro. Desde o lançamento da primeira co-extrusora brasileira de sete camadas, em 2004, pela Carnevalli, as vendas do modelo crescem, mas ainda não atingiram os patamares ideais. “As máquinas para sete camadas atendem a necessidades muito específicas”, afirma Carnevalli. Em geral, modelos de cinco camadas ainda representam o ápice da transformação nacional, mas os tipos mais complexos despontam no cenário brasileiro. A Windmoeller & Hoelscher do Brasil emplacou, recentemente, a venda de seus primeiros modelos de sete camadas. “Existe um interesse concreto em máquinas de até nove camadas no mercado nacional”, acrescenta Cornelius.

Além da aplicação ser específica, o preço também contribui com esse cenário atual. Uma máquina de cinco camadas custa cerca de 40% a mais do que uma de sete. Entre os modelos mais aceitos – de três e cinco camadas – o custo varia em torno de 30% de um tipo para o outro.

Em tendências conceituais, embalagens com barreira são os sinalizadores mais fortes, o que caracteriza o aumento da procura por máquinas para processar novos materiais e suas combinações. Mas, na prática, a redução dos custos de produção ainda figura entre as prioridades. O desenvolvimento de projetos visando a redução do consumo energético e da degradação do filme tem destaque no momento. A produtividade das máquinas também aparece na dianteira. Uma das características de maior importância para o transformador, hoje, se refere ao aumento da produção. Por isso, o mercado tem observado a queda das vendas de modelos de pequeno porte (de diâmetro de rosca de 50 mm). “O cliente exige alta capacidade de produção”, diz Carnevalli. Em consonância com essa inclinação, o fabricante apresenta a linha Polaris. Esse modelo tem produção superior aos equipamentos convencionais da marca, na ordem de 20%. Cornelius aponta outra tendência. Para ele, as máquinas com tempo de partida e trocas curtas, assim como os modelos com baixas quantidades de aparas e alta produtividade, terão mais aceitação no mercado.

A inovação dos projetos das máquinas está relacionada ainda à variação de espessura do filme. O mercado de flexíveis ruma para a consolidação das exigências de espessuras cada vez mais finas e de aumento da qualidade do filme. Um dos equipamentos de expressão entre as novidades do setor é o Multipoint, um sistema de medição e controle da variação da espessura do filme. “Aumenta a qualidade do filme e a produtividade da máquina”, argumenta a Carnevalli, fabricante do equipamento. Por isso, um dos destaques desse fabricante na Brasilplast será a apresentação de uma co-extrusora dotada com esse recurso, capaz de realizar o gerenciamento completo da linha, incluindo o controle de temperatura, gravimétrico e das tensões da bobinadeira, entre outros.

Plástico Moderno, Enrico Miotto, diretor, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos
Miotto: importações em alta freiam crescimento

A escolha da Carnevalli embute uma outra tendência: cada vez mais, as máquinas estão automatizadas. Muitos periféricos deixam de ser considerados acessórios e passam a ser equipamentos essenciais. “O filme técnico torna alguns itens obrigatórios”, explica Carnevalli. O momento atual exige que a máquina saia da fábrica dotada de alto índice de automação.

Entre esses itens fundamentais figuram o dosador gravimétrico e o sistema IBC. Para o futuro próximo, alguns profissionais do setor vislumbram incluir nessa lista os controladores de espessura. Outro destaque dessa edição da Brasilplast deve ficar por conta da máquina de monoorientação longitudinal da Carnevalli, indicada para estiramento molecular. Entre outros benefícios, aumenta a propriedade de barreira, melhora a qualidade óptica do filme e eleva a resistência de máquina. “É uma novidade mundial”, orgulha-se Carnevalli. O protótipo já foi apresentado ao setor, mas será lançado na feira. No Brasil, há transformador operando com esse tipo de equipamento em sua fábrica. A diferença está na sua nacionalidade, pois o modelo da Carnevalli representa o primeiro produzido localmente.

Tubos e perfis – A retomada dos negócios do ramo de filmes não se aplica ao segmento de extrusoras para tubos e perfis.

De acordo com o tradicional fabricante Indústria de Máquinas Miotto, a importação de produtos chineses tem prejudicado as vendas da indústria nacional. “Fizemos uma meta de aumento, mas já vimos que nos três primeiros meses não conseguimos atingi-la”, comenta o diretor Enrico Miotto.

Plástico Moderno, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos
Com sistema,pode-se elevar a qualidade do filme plástico

Para ele, a questão está relacionada ao preço da concorrência, considerado muito competitivo. “Hoje o empresário não vê a qualidade, mas sim o preço”, atesta.De acordo com a Abimaq, a penetração dos produtos chineses começa a incomodar também o mercado de extrusoras. No passado, esse prejuízo era sentido somente pelos profissionais da injeção.

A Miotto chegou a produzir até 120 linhas de extrusoras por mês para tubos e perfis. No entanto, em 2006, esse índice não passou da metade. Apesar do início de ano fraco, o diretor espera melhora de 15%. Presente na feira desde a primeira edição, Miotto está pouco confiante na contribuição do evento aos negócios. Para ele, o câmbio refuta qualquer expectativa mais otimista.

Entre conceitos e tendências, o apelo das extrusoras dupla-rosca co-rotante tem atraído o interesse do transformador. De alto valor agregado, esse tipo de máquina não é campeão em vendas, sobretudo porque seu preço ainda é elevado se comparado a outros modelos, porém alguns profissionais têm acompanhado o surgimento paulatino de uma tendência: a substituição das extrusoras monorroscas por dupla-roscas co-rotantes. Um segmento que tem engordado as vendas é o da reciclagem, sobretudo em processos diferenciados nos quais a degasagem é fundamental. Segundo estimativa, o mercado brasileiro absorve em média 20 máquinas dupla-roscas co-rotantes por ano.
A alemã Coperion fabrica esse modelo de máquina. De acordo com seu gerente de vendas, Marcelo Takimoto Albernaz, o aumento da capacidade de produção e a diminuição da degradação dos materiais norteiam os projetos, abrindo o mercado para desenvolvimentos com mais torque e maior rotação de processamento. Outra tendência se traduz no aumento das vendas de modelos cada vez maiores. A idéia é elevar a escala de produção e reduzir o custo operacional. Esse tipo de máquina processa compostos, materiais reforçados com fibra de vidro e plásticos de engenharia, entre outros.

Exportação – Em seu passado recente – a edição de 2005 –, a feira trouxe como mote as exportações. Em época de câmbio desfavorável, seria impossível repetir a dose. No entanto, em alguns casos, a valorização do real não extinguiu o relacionamento das empresas com o mercado externo. O que se viu foi um redirecionamento das exportações. Se um dia os fabricantes se esforçaram para abrir novos mercados, considerados pouco convencionais, hoje se concentram em países mais próximos e já tradicionais, como os sul-americanos. Independentemente do cenário político e econômico, o setor de máquinas tem por tradição forte penetração nessa região, sobretudo porque a tecnologia empregada na produção nacional se equipara à estrangeira, com a vantagem do preço. “O Brasil tem custos competitivos em relação à Europa”, observa Carnevalli. Outro ponto positivo do fabricante nacional em relação ao europeu é a distância. Em tempos de similaridade tecnológica, todo o processo de pós-venda se torna também argumento de venda.

Apesar do forte poder de atração dos investidores estrangeiros, a Brasilplast não tem como imunizar o fabricante nacional contra a concorrência chinesa – um dos principais nós do setor. Para alguns profissionais, a curto prazo, a tendência é o aumento das vendas desse tipo de máquina. “O mercado interno deverá oferecer maior penetração de produtos estrangeiros, sobretudo para empresas de menor porte”, atesta Rulli. No entanto, para ele, os modelos fabricados no Brasil têm sua fatia de mercado garantida, pelo menos a longo prazo. “Com o tempo, as desvantagens em adquirir equipamentos chineses demonstrarão ser maiores que as vantagens”, aposta o diretor.

No geral, em relação ao mercado externo, alguns fabricantes perderam em rentabilidade, mas não muito em volume dos negócios. “Preferimos ganhar menos, mas continuar vendendo para fora”, exemplifica Carnevalli. Esse posicionamento reflete o interesse do fabricante nacional de máquinas em manter uma política de exportação e não de atuar no exterior como uma válvula de escape em época de crise do mercado doméstico.

Com o foco na demanda interna, muitos fabricantes de máquinas apostam na modernização do parque transformador brasileiro. “Essa feira vai mostrar ao moldador novas alternativas, ou seja, o caminho para permanecer no mercado”, aposta Mani. Segundo estimativa do presidente da Abief, cerca de 35% do setor de flexíveis possui máquinas obsoletas a serem substituídas. Apesar da oportunidade, cabe avaliar se essa brecha será absorvida pela indústria nacional. De acordo com os dados da Abimaq, a concorrência estrangeira está na dianteira, pelo menos por enquanto. Porém, em ano de Brasilplast, as chances de ampliar a carteira de clientes aumenta para todo o mercado.

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