Plástico

Extrusão – Setor de embalagem flexível se recria com o respaldo de novos grades e tecnologia

Rose de Moraes
12 de fevereiro de 2012
    -(reset)+

    retenção de tratamentos superficiais, melhor desempenho nos processos de metalização e a coextrusão de filmes biorientados.

    Novos recursos em máquinas – A extrusão de filmes tubulares registrou muitos avanços na última década. Segundo especialistas, isso ocorreu graças à introdução de algumas novas tecnologias e recursos periféricos ao processo, possibilitando dobrar a produção, reduzir drasticamente as variações de espessura dos filmes e também o consumo de energia elétrica das máquinas, permitindo aos convertedores trabalhar com maior tranquilidade e auferir maiores ganhos.

    A introdução de anéis de resfriamento aerodinâmicos nas extrusoras, também conhecidos como anéis de ar de altíssima produtividade, representa um dos marcos, sob o ponto de vista do aprimoramento dessas máquinas. Equipadas com esses anéis de alta tecnologia importados, as máquinas conseguem dobrar a produção e ainda asseguram maior uniformidade aos filmes, contando também com sistema de controle automático de espessura.

    “Os anéis de ar convencionais de fabricação nacional estabilizam e refrigeram o balão, reduzindo em pelo menos 50% as variações de espessura da gama de filmes fabricados, em geral compreendidos na faixa desde 10 mícrons até 250 mícrons por parede, e podem equipar as extrusoras monocamadas até as coextrusoras multicamadas”, informou Carlos Alberto Brito, gerente técnico da Rulli Standard.

    Agregar um anel de ar importado e de altíssima produtividade no cabeçote da extrusora tubular, porém, tem custo relativamente elevado, e que pode ser equivalente a mais de 50% do preço de uma extrusora. Sem produção nacional, esses anéis de ar em geral são fabricados na Itália, Estados Unidos, Canadá e Alemanha, exigindo o pagamento de royalties para a licença de uso desse tipo de tecnologia nas máquinas nacionais, segundo Brito.

    As indicações técnicas de uso desses anéis de ar se tornam, porém, compensadoras quando se trabalha com extrusoras de médio a grande porte, que produzem mais de 300 quilos/hora.

    Para tornar mais eficiente e veloz a produção, os convertedores têm a opção, segundo Brito, de trabalhar com anéis de ar e/ou com matrizes de controle automático de espessura – em geral, também importadas. Por recomendação técnica, sugere-se a instalação de um anel de ar quando o objetivo é dar um bom incremento na produção, conduta, porém, aplicável às extrusoras de nova geração.

    “Em alguns casos, pode-se adaptar o anel de ar de alta produtividade às extrusoras mais antigas, mas é preciso observar a capacidade máxima de bombeamento dessas máquinas, pois os ganhos em produtividade poderão não ser compensadores”, alertou.

    Nos casos em que se pretende apenas diminuir as variações de espessura dos filmes, o recomendável é optar pela instalação de uma matriz ativa de controle automático de espessura.

    A grande demanda do mercado brasileiro continua sendo por extrusoras simples para a produção de filmes em monocamada. “As extrusoras monocamada representam entre 70% e 75% das vendas, enquanto as vendas de coextrusoras para três camadas correspondem a 20% até 25%, cabendo às coextrusoras com cinco e sete camadas o equivalente a 5%”, calculou Brito.

    Um dos últimos aprimoramentos realizados nas máquinas produzidas pela Rulli Standard evidencia os motores de altíssimo rendimento fabricados pela Weg. Trata-se, segundo Brito, de motores fabricados com tecnologia de ímã permanente, com potência de 150 c.v. e rolamentos com vida útil para 100 mil horas, e que estão sendo introduzidos tanto nas linhas de extrusão como nas de coextrusão, que operam com roscas com diâmetros até 80 mm.

    “As nossas extrusoras monocamada para filmes tubulares, modelo EF dois e meio, equipadas com esses motores de altíssimo rendimento, alcançam produtividade de 240 quilos/hora com PEBDL, ou seja, uma produtividade absurda em relação ao seu porte”, afirmou.

    Em virtude da potência do motor, da durabilidade do conjunto formado pela rosca e pelo canhão, e da sua versatilidade, esse tipo de extrusora é líder de vendas na Rulli Standard, tendo capacidade para produzir filmes esticáveis e contrácteis, técnicos para embalar alimentos, para a laminação de cadernos escolares, para proteção de eletrodomésticos, para uso no setor automobilístico, para produtos de higiene e para a fabricação de sacos de lixo.

    Os modelos de extrusoras providos de cabeçotes especiais, denominados bi-flux – cabeçote semelhante ao das coextrusoras, com alimentação de apenas uma rosca –, como o EF 100 mm, conseguem alcançar patamares de produção em torno de 500 quilos/hora até 550 quilos/hora. “São máquinas extrusoras imbatíveis em produtividade. Sua aquisição se torna tão significativa que é como se o comprador estivesse adquirindo uma fábrica”, finalizou Brito.

     

     

     



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *