Plástico

Extrusão – Setor de embalagem flexível se recria com o respaldo de novos grades e tecnologia

Rose de Moraes
12 de fevereiro de 2012
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    melhores que os náilons ou os EVOH, para que possamos atuar em outros nichos e deslocar sucedâneos. Com isso, permitiríamos aos convertedores atuar no mercado de embalagens flexíveis com soluções de barreira fabricadas por processos simples de extrusão, e contribuiríamos para que elas pudessem avançar sobre as soluções multicomponentes”, resumiu Thomazzo.

    BOPP mais competitivo– Coagentes de mudanças, com o objetivo de obter melhorias em filmes com novas composições e formulações de resinas, os produtores de filmes também estão desenvolvendo novas versões em produtos mais aprimorados, a fim de oferecê-los aos convertedores para que alcancem maior produtividade, economia,

    Plástico, Aldo Mortara, gerente corporativo de tecnologia da Vitopel, Extrusão - Setor de embalagem flexível se recria com o respaldo de novos grades e tecnologia

    Mortara tem como meta lançar filme com barreira ao oxigênio

    e possam também criar novas opções em embalagens, ampliando seus mercados tradicionais.

    A alta barreira ao vapor d’água e à umidade e a propriedade de propiciar selagens de alta performance já não são suficientes aos filmes biorientados de polipropileno (BOPP), que também buscam se tornar mais competitivos.

    Amplamente utilizados em embalagens flexíveis para alimentos, oscilando entre 20% até 30% de participação sobre o mercado total de embalagens flexíveis, os filmes de BOPP tornaram-se alvos de estudos para atribuir também a essa commodity no campo das resinas novas propriedades e características que ajudem a ampliar sua ampla gama de aplicações.

    O executivo Aldo Mortara, gerente corporativo de tecnologia da Vitopel, empresa listada entre as dez maiores fabricantes de BOPP do mundo, explica: “Nós desenvolvemos tecnologia de coextrusão que nos permite promover variações nas características do BOPP para que possamos atender a um leque maior de aplicações no mercado de embalagens flexíveis para alimentos.”

    Plástico, Extrusão - Setor de embalagem flexível se recria com o respaldo de novos grades e tecnologia

    Indústria de alimentos é a maior consumidora da embalagem de BOPP

    Dedicado ao desenvolvimento e implementação de novos projetos para o setor, desde a época da Votocel, adquirida pela Vitopel há mais de seis anos, Mortara comenta que, nos últimos três anos, os níveis de crescimento do BOPP têm se apresentado abaixo do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país, fato que intriga os empreendedores dessa cadeia e os incentiva a investir mais em novos desenvolvimentos.

    “O nosso mercado está superofertado, e é difícil identificar exatamente o que está tomando o nosso share”, comentou Mortara. Dez anos atrás, as projeções de aumento no consumo de embalagens para o BOPP indicavam ser possível contar com generosos percentuais de crescimento anual, correspondentes a pelo menos duas vezes os níveis do PIB.

    Na visão de Mortara, a explicação mais razoável perante a não-confirmação das projeções anteriores leva em conta o crescimento das importações brasileiras de produtos finais na área de alimentos, o maior usuário de embalagens de BOPP. Esse fato tem se confirmado há alguns anos, principalmente nos segmentos de massas, chocolates e biscoitos. Importados em grandes volumes, esses alimentos e guloseimas chegam ao mercado brasileiro embalados, prejudicando o consumo interno de filmes de BOPP – utilizados para a fabricação de embalagens e de outros produtos industriais –, atualmente estimado em torno de 130 mil toneladas/ano até 140 mil toneladas/ano, das quais, de acordo com os especialistas, pelo menos 80% se destinam a embalar alimentos.

    Em razão de tais circunstâncias, Mortara observa que, embora o volume total de utilização dos filmes de BOPP não apresente níveis de crescimento proporcionais ao consumo de alimentos, suas aplicações se expandem, principalmente em virtude de inovações que estão sendo apresentadas aos convertedores e introduzidas no mercado de embalagens.

    Para ilustrar, ele lembra o exemplo dos filmes de BOPP metalizados que substituem com vantagens as folhas de alumínio em muitas embalagens de alimentos, como sopas em pó e biscoitos, promovendo, com isso, significativas reduções nos pesos das embalagens, mensuradas entre 40% e 50%, além de ganhos de custo e de logística, decorrentes do fato de que as empresas podem transportar mais produtos e menos embalagens, propiciando uma consequente economia de frete.

    “O alumínio é um material bastante protetivo e continua encontrando aplicações, por exemplo, no segmento de embalagens a vácuo para cafés, mas, por assegurarmos as propriedades de selagem ao BOPP metalizado, garantirmos a hermeticidade das embalagens, a preservação da qualidade dos produtos e a manutenção da crocância em se



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