Máquinas e Equipamentos

Extrusão – Produção local escassa e com pouca variação favorece a entrada de novas empresas no setor

Renata Pachione
22 de outubro de 2009
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    Falta produção local – Na avaliação do diretor da BGM, no ramo de reciclagem, compostos e master, também há poucos fornecedores locais. “Estamos falando de um universo de menos de dez empresas”, comenta. Não é de hoje que o mercado brasileiro de periféricos para extrusão carece de fabricantes. Esse cenário vem de longa data, e foi a partir dessa oportunidade que a BGM começou a se especializar no ramo de periféricos para este processo em particular. No início de sua atuação, a companhia se voltava para serviços e, ao perceber a falta de oferta de alguns equipamentos, resolveu focar a produção de linhas de granuladores e ensacadeiras. “Estamos fazendo um equipamento barato, o mercado tem opção do meu produto e de importado”, afirma Cavallieri, referindo-se à ensacadeira, um equipamento para seis toneladas/hora, com precisão de dez gramas de tolerância.

    A linha de granuladores conta com modelos para capacidade de 50 kg/h até 1.500 kg/h; todos eles são feitos de aço

    Plástico, Walner Cavallieri,  diretor da BGM, Extrusão - Produção local escassa e com pouca variação favorece a entrada de novas empresas no setor

    Cavallieri comprova benefícios da peneira seletiva

    inoxidável para evitar a contaminação do material. Um diferencial está na troca do rotor de corte e no rápido início das operações, pois ocorrem em 15 minutos. Hoje o portfólio possui outros modelos, como a peneira seletiva oscilatória, que, além do pó, retira os grãos com tamanhos fora do padrão. O equipamento também separa até seis t/h.

    Confiante na abertura do mercado, o diretor da BGM não quer parar por aí e percebe mais espaços vazios no setor. “Queremos ser reconhecidos como uma empresa inovadora”, comenta. A próxima empreitada se refere à fabricação de uma balança/dosadora e à finalização do processo de aperfeiçoamento da sua ensacadeira. Cavallieri considera que sua empresa já se consolidou entre os periféricos da linha de frente e agora vislumbra oportunidades no ramo dos equipamentos de pré-extrusão. Integram o portfólio: secador/sugador de fios; moinho para mesa e misturador/homogeneizador, ambos para laboratório.

    A ADL pertence a esse mesmo universo da BGM: atende os recicladores propriamente ditos, os transformadores que reciclam seu próprio material, e também os fabricantes de compostos e masterbatches. No momento, no entanto, a maior parte do faturamento é proveniente dos transformadores, no caso, os fabricantes de embalagens e de utensílios domésticos. A ADL destaca entre seus produtos o sistema de granulação corte direto na cabeça. “Fomos um dos pioneiros na fabricação desse tipo de periférico no Brasil, com o qual somos bem competitivos”, afirma o diretor Danilo Correia. O equipamento substitui o tradicional sistema de banheira e granulador e, com isso, diminui a perda com borras, durante o processo e depois da troca de tela. Outros benefícios ficam por conta da obtenção de grãos uniformes,

    Plástico, Danilo Correia, diretor, Extrusão - Produção local escassa e com pouca variação favorece a entrada de novas empresas no setor

    Correia: fabricação nacional tem qualidade similar à importada

    redução do espaço ocupado pela linha e baixo consumo de água.

    Correia aposta na qualificação da produção local. Para ele, a maior parte dos periféricos vistos nas principais feiras do mundo tem similares fabricados por empresas nacionais. Sua fala tem eco. Para Buffone, o Brasil possui bons fabricantes de equipamentos, porém ressalta que nos últimos anos a indústria local perdeu a credibilidade perante o produto importado, por causa do seu custo bem menor, desestimulando assim a produção por aqui.

    Apesar das questões macroeconômicas, os fabricantes têm, cada um à sua maneira, abastecido o mercado. O portfólio da Miotto é vasto: há calibradores a vácuo/resfriadores, puxadores, serras, bobinadores e equipamentos diversos, como enfaixatriz e cortador rotativo. No entanto, o diretor

    destaca o puxador IMB-1. O equipamento opera com velocidade variável de até 80 m/min, tem fechamento automático ou pneumático, e se destina a tubos e perfis, com abertura máxima de 70 mm. Na Miotto, os puxadores de lagartas têm se configurado como um dos produtos mais vendidos nos últimos anos, entre os periféricos. No entanto, o principal negócio da companhia são realmente as máquinas. “O maior aumento de vendas foi referente às extrusoras”, ressalta Enrico Miotto.

    Os equipamentos, no geral, têm evoluído. A linha de misturadores, da Mecanoplast, possui sistema de partida por meio de inversor de frequência, item que anteriormente era oferecido apenas como opcional e acrescia significativamente o custo do equipamento. Para Buffone, além do equipamento possuir mais



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