Extrusão de filmes – Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas

Plástico Moderno, Rogério Mani, presidente da Abief, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Mani proprõe mudar o perfil dos produtos exportados

Em cenário adverso para alcançar os índices de exportação desejados, a extrusão de filmes recorreu ao mercado doméstico para compensar essa perda e tem conseguido obter saldos positivos. Aquecido, o setor estimulou investimentos dos fabricantes de máquinas e promoveu atualizações tecnológicas. Abertura para esse progresso há. É consenso entre os profissionais do ramo que cerca de 40% do parque industrial brasileiro precisa de renovação. Além desse espaço para crescer, o mercado aprendeu como atender às exigentes solicitações dos clientes e assim consolidou o avanço, a passos largos, da co-extrusão em aplicações específicas, e a extrusão de filmes monocamadas, como rainha absoluta na transformação nacional.

Exportação – Nas perspectivas para este ano, a Associação Brasileira de Embalagens Flexíveis (Abief) propôs a adoção de um modelo exportador, pois cada vez mais sofisticadas, as embalagens brasileiras se mostram com potencial para avançar no mercado externo. No entanto, essa proposta esbarrou no câmbio e, em meados de maio, as exportações ainda estavam aquém das expectativas. A idéia é elevar as taxas da indústria de flexíveis plásticos dos atuais 15% para 30% de sua capacidade. Além de aumentar o índice, o presidente da Abief Rogério Mani, aponta a necessidade de mudar o perfil do produto exportado. Para ele, os flexíveis nacionais precisam sair das commodities para ser mais lucrativo e concorrer de igual para igual com outros países. “Devemos exportar produtos de maior valor agregado, como o alimento embalado”, sugere.

Plástico Moderno, Ricardo Minematsu, diretor da fabricante de monoextrusoras Minematsu, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Minematsu: demanda para a monocamada está aquecida

Os fabricantes de máquinas também sustentam a vontade de melhorar as exportações. No entanto, independentemente de qual elo da cadeia do plástico se foca, o setor é unânime: falta competitividade como um todo, sobretudo por causa da valorização da moeda nacional diante do dólar. De alguma maneira, a desoneração tributária embutida na Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada pelo governo Lula, deve contribuir de forma positiva, porém, o mercado de filmes extrudados ainda não tem clareza sobre o impacto em seu negócio. “Não sabemos qual será o incentivo”, diz Mani. O diretor da fabricante de monoextrusoras Minematsu, Ricardo Minematsu, concorda. Para ele, o novo pacote pode alavancar as exportações, mas os clientes ainda não se posicionaram quanto à mudança.

Plástico Moderno, Wilson Miguel Carnevalli Filho, diretor-comercial, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Carnevalli anunciou novos investimentos na unidade

De certo, sabe-se: os fabricantes de extrusoras operam aquém do índice esperado, no quesito exportações. Nem a tradição de algumas empresas consegue combater esse cenário tão conturbado. A Carnevalli, atuante no mercado de extrusão desde 1962, adota como praxe exportar 35% de sua produção, mas hoje não vende nem 25% para o exterior. A alternativa, segundo o diretor-comercial Wilson Miguel Carnevalli Filho, é compensar o faturamento com o mercado doméstico, considerado por ele aquecido. Os convertedores brasileiros procuram na tecnologia das extrusoras e das co-extrusoras os subsídios para oferecer à indústria de embalagens plásticas qualidade e ainda avançar em  aplicações dominadas por outros materiais como o vidro e papel. Puxado pelo consumo do setor alimentício, os flexíveis plásticos também se vêem às voltas com o aumento da demanda das classes C, D e E, o que endossa ainda mais as projeções positivas de aumento do mercado de extrusão de filmes em todos os elos da cadeia.

Apesar desse panorama, Aparício Mesquita Sapage, gerente de negócios da América do Sul da fabricante italiana Macchi, atesta como escassos os investimentos na automatização das máquinas. Para ele, essa postura depõe contra a transformação brasileira, pois se reflete em muitas perdas durante o processo de fabricação do filme e na qualidade do mesmo, enfraquecendo a indústria nacional diante da concorrência externa.

Plástico Moderno, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Duplo anel de ar para co-extrusora do tipo balão

Novidades – No entanto, a extrusão de filmes, no geral, conta com uma parcela de transformadores em busca de melhorias, nos quesitos espessura, produtividade e características ópticas dos filmes, entre outros. Os fabricantes de máquinas perceberam esse filão e se esforçam para abastecer o setor de avanços tecnológicos. Prova disso se dá com o lançamento mais recente da Carnevalli, um duplo anel de resfriamento. Apresentado no mês de março, em São Paulo, o acessório traduz esse interesse pela sofisticação. Na verdade, a Carnevalli se inspirou no que considerou destaque na K 2007 – Feira  Internacional do Plástico e da Borracha – realizada em Düsseldorf, Alemanha, em outubro. Seis meses foi o suficiente para o fabricante trazer a idéia ao Brasil e desenvolver o equipamento em sua unidade de Guarulhos-SP. Destinado à co-extrusora do tipo balão, o equipamento é um acessório do cabeçote capaz  de permitir maior velocidade e volume de ar na interface de resfriamento, proporcionando aumento de produtividade de até 40% em relação aos anéis convencionais.

A empresa já detinha a tecnologia para produzir o anel, porém, não era duplo. Conforme o fabricante, o acessório também possibilita pouco consumo de energia e controle de espessura do filme, além de aumentar a estabilidade do balão. Esses benefícios resultam de uma melhora do fluxo aerodinâmico entre o soprador, o coletor e o anel de resfriamento. O produto é automático e controla a espessura de acordo com a medição, realizada em um medidor capacitivo de alta precisão que envia um sinal para o anel poder regular o volume de ar soprado no filme, reduzindo a variação quando necessário.

Na K 2007 também houve espaço para anúncios sobre o setor de extrusão de filmes. A gigante Reifenhäuser Extrusion avisou que nomeou a Man Ferrostaal como sua representante no mercado sul-americano. A companhia reforçou ainda sua atuação nas regiões sul-americana e da América Central, com a contratação do Grupo Interconsult, que a representa na área. Antes o contrato previa apenas a representação no México, Colômbia e Venezuela. A estratégia visa estender os negócios que hoje consistem em instalações de linhas de extrusão e componentes no México, Colômbia e Venezuela para toda a gama de produtos da empresa na América Central, e a área de extrusão de filmes cast no Equador e Peru.

Com o foco na capacitação tecnológica da extrusão de filmes, a Macchi também faz sua parte e desenvolveu novidades para o mercado de linhas técnicas, o que direciona sua produção a clientes de grande porte. Um lançamento é a linha Coexflex, formada por equipamentos que priorizam o consumo de pouca energia e adotam a mais nova tecnologia de acionamentos sem engrenagens da fabricante italiana. A idéia é diminuir a manutenção da máquina e ofertar maior precisão na espessura do filme. Os periféricos completam todo o gerenciamento da linha com informações on-line sobre espessura, processamento de cada extrusora e porcentual de aplicação nas camadas, medidor e controlador de largura, entre outros.

Plástico Moderno, Oliver Cornelius, gerente-comercial da W&H, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Cornelius destacou modelo para produção de 750 kg/h

Os lançamentos da Windmoeller & Hoelscher do Brasil (W&H), de Diadema-SP também embutem tecnologia de ponta. O já tradicional cabeçote da marca Maxicone foi aperfeiçoado, a ponto do gerente-comercial da W&H, Oliver Cornelius, considerá-lo o melhor acessório para a produção de filmes com três, cinco, sete e nove camadas. Além disso, a fabricante modificou o conceito de anel de ar duplo para maior capacidade produtiva e facilidade de manuseio.

A companhia desenvolveu ainda para o mercado de extrusão, o Optifil P3K, novo sistema de controle duplo do perfil do filme. Outros destaques em seu portfólio ficam por conta do sistema de troca de formato do filme. Durante o processamento, o Easy Change pode fazer a troca de uma produção de um filme de largura de 1.600 mm para 1.200 mm, em três minutos. Em relação aos modelos apresentados na K 2007, Cornelius destaca um da W&H que bateu o recorde de produção mundial em uma extrusora blow (do tipo balão) da linha Varex. “A máquina produziu 750 kg/h de filme de alta qualidade em uma matriz de 250 mm”, diz o gerente.

No segmento de monoextrusoras, também existem novidades dos fabricantes, como é o caso da Minematsu. A empresa lançou, há pouco tempo, duas máquinas capazes de operar a altas velocidades: a MG 75 Super e a MG 80 Super, com capacidades produtivas estimadas em 225 kg/h e 280 kg/h, nessa ordem. Para Minematsu, se busca muito extrusoras para fabricação de três tipos de termoplástico: os polietilenos de alta e baixa densidades e o linear. Como tendência, ele aposta no aumento da produção de filmes stretch.

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Optifil faz controle duplo do perfil do filme

Valor agregado – Esses lançamentos com os quais os fabricantes abastecem a indústria de extrusão de filmes traduzem o potencial do setor em avançar nos quesitos sofisticação. Para Sapage, da Macchi, os transformadores precisam de um “banho de loja”, priorizando modelos mais produtivos. Em alguma medida, esse movimento teve início. Nos últimos quatro anos, a W&H percebeu maior procura por tecnologia de ponta. “Isso se reflete no aumento de pedidos recebidos por equipamentos para a fabricação de filmes com valor agregado”, diz Cornelius. Prova disso se vê nos negócios da fabricante: três entre cinco máquinas vendidas pela W&H do Brasil são para a produção de filmes de sete camadas. Sapage também está otimista. Para ele, algumas ofertas sendo analisadas por clientes que reconhecem suas necessidades e buscam linhas de baixa manutenção e alta produtividade. “O mercado para as linhas da Macchi não é muito amplo, mais ainda, por causa do euro. De qualquer forma, mantivemos os índices anteriores que é um bom resultado”, atesta o representante.

Como se vê, há um nicho aberto para máquinas de alto valor agregado, como o de filmes co-extrudados. Esses setores investem em modelos diferenciados, até porque as aplicações exigem. Muitas vezes, as embalagens requerem barreira ao oxigênio, à umidade e à gordura e não têm como fugir da co-extrusão. Ou seja, o mercado de embalagens está cada vez mais aprimorado e dita as regras dos novos desenvolvimentos de máquinas, consolidando as co-extrusoras como absolutas para fins específicos.

A co-extrusão ainda se restringe a um setor da indústria e parece ter encontrado seu filão no mercado de filmes barreira e técnicos. No geral, empresas que usam máquinas de empacotamento automático de altas velocidades de fluxo exigem filmes de multicamadas. Conforme Sapage, para o transformador de até 200 t/mês é muito difícil a aquisição de uma linha de co-extrusora. Essa limitação só é superada se este tiver um cliente de embalagens mais técnicas, com características de melhor soldabilidade, menos atrito, mais brilho e transparência, por exemplo.

Para Cornelius, há bastante tempo se fala da inclinação à consolidação desse processo, entretanto, apesar de ainda não ser uma regra do mercado, a demanda das co-extrusoras está crescendo. “Existem grandes oportunidades que me deixam otimista”, afirma o gerente-comercial. Na opinião de Carnevalli, esse tipo de máquina reina nos mercados alimentício e químico e no ramo da sacaria industrial.

Hoje, 35% da produção de embalagem plástica flexível adota a co-extrusão. Previsão de Mani aponta avanço do processo. Nos próximos dois anos, segundo ele, esse índice deve subir para 50%. “O caminho é investir em embalagens mais sofisticadas”, aponta o presidente da Abief.

Um equipamento monocamada não consegue processar resinas de características diferentes como temperatura, pressão, necessidade de cisalhamento, entre outros. Na co-extrusão, cada extrusora opera com polímero específico que só se une na saída do cabeçote, ou seja, cada filme vai sair do cabeçote com as características necessárias e escolhidas de acordo com as exigências da embalagem. Sendo assim, cabe ao transformador avaliar a real necessidade de uma co-extrusão, tendo como base se o investimento se justifica e o tipo de aplicação. “Precisamos separar as co-extrusoras para filmes com barreira que são muito direcionadas e aquelas para filmes técnicos que possuem uma abrangência de filmes maior quanto à sua aplicação”, comenta Sapage. Em geral, o transformador que opta pela co-extrusão atua em um mercado exigente, capaz de ser atendido somente por esse tipo de tecnologia.

No segmento de co-extrusão, as máquinas de três camadas continuam sendo a preferência dos transformadores, sobretudo por causa do preço. Em linhas gerais, em relação a uma monocamada, o custo é três vezes maior. Mas nessa comparação, além de somar duas extrusoras, há a tecnologia embutida, sobretudo no cabeçote para alcançar os quesitos necessários de um filme com qualidade superior. De acordo com Carnevalli, em geral, quando o transformador compra uma co-extrusora é para complementar a sua fábrica, pois cada tipo de máquina atua em um segmento distinto.

Plástico Moderno, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Macchi construiu fábrica para linhas de cast film

O volume de empresas brasileiras com poder de fogo para investir na co-extrusão é pequeno. Sapage, o representante da Macchi no Brasil, tentou estimular a empresa a fabricar um modelo mais “light”, para emplacar vendas aqui no país. “Penso que caberia no mercado fazer um equipamento de menor valor e também de produção de até 150 kg/h de tal forma que poderia atingir transformadores de até 200 a 300 t/mês. Talvez com esse tipo de equipamento, a co-extrusão tivesse mais penetração no mercado substituindo as monocamadas com mais velocidade”, antevê Sapage.

No entanto, a matriz italiana da Macchi não aceita promover alterações desse tipo em sua linha, apesar de Sapage apostar como tendência a revisão dos preços de suas máquinas, para assim aumentar sua penetração no Brasil. De momento, a Macchi reforçou seus investimentos no setor; construiu uma fábrica para linhas de alta produção em extrusão plana (cast film), em Venegono Inferiore Varese, e ampliou a área de fabricação das linhas do tipo balão (blow film) em um terço do original.

Os modelos para filmes monocamadas têm seu mercado garantido, pois oferecem qualidade e produtividade suficientes para conquistar a preferência do consumidor. Para Minematsu, em áreas dos plásticos bolha, stretch, e shrink, por exemplo, não é necessária a utilização da co-extrusão. “Nesses mercados e de reciclagem, a monocamada é soberana”, atesta o diretor. As vendas dos fabricantes de máquinas refletem o domínio das monoextrusoras. A Carnevalli comercializa uma co-extrusora para quatro extrusoras convencionais. Apesar dessa fabricante ter sido pioneira no desenvolvimento nacional de uma coex de sete camadas, ainda vê a participação desse modelo para aplicações específicas.

Ao constatar essa preferência do mercado, os fabricantes, de modo geral, investem na automação de suas máquinas para monocamadas. Esse tipo de modelo tem incorporado acessórios, como tratamento corona, alimentador automático e aquecedor de matéria-prima, entre outros. A Minematsu busca constantes aperfeiçoamentos em seus modelos, a fim de seguir a tendência de torná-los mais produtivos. Prova dessa postura está no desenvolvimento de novo perfil de filete de rosca. Essa novidade, conforme o fabricante, melhora a plastificação, a transparência do filme e a produção. De acordo com Carnevalli, a fabricação de máquina monoextrusoras segue as renovações tecnológicas do setor. Ele pretende incorporar o novo anel duplo de resfriamento em sua linha de extrusoras para filmes monocamadas.

Plástico Moderno, Extrusão de filmes - Monocamada mantém a soberania do setor e co-extrudado avança em áreas específicas
Extrusora MG Super opera a altas velocidades

Cast film – No mesmo caminho da co-extrusão estão as extrusoras cast film (planas), no que se refere à sua utilização em aplicações particulares. Estimativa de Sapage aponta serem vendidas dez máquinas tipo balão (de três camadas), enquanto é comercializada uma plana. Independentemente das características de cada tipo de equipamento, o que define sua escolha é a aplicação. “Fazer filme shrink com extrusora balão é, sem dúvida, um desastre assim como é fazer filme técnico com a plana. Cada linha tem suas particularidades que têm de ser levadas em consideração”, afirma Sapage. Na opinião de Carnevalli, a extrusora plana atinge a nichos específicos, como os filmes de polipropileno (PP). Por esse motivo, a fabricante parou de fabricar máquinas desse tipo e se especializou na tecnologia blow.

As máquinas planas vêm crescendo em aceitação, na avaliação de Cornelius. A companhia acabou de vender duas linhas do modelo Filmex (cast film). Para ele, o negócio se deu por causa dos investimentos no desenvolvimento de uma matriz com encapsulamento que conseguiu diminuir os custos com aparas no processo – uma desvantagem em comparação com o processo blow. A fabricante aperfeiçoou também as roscas, a fim de aumentar a capacidade de plastificação em 50%. Nesse segmento, na K 2007, apresentou a primeira Filmex para fabricação de filme stretch, com velocidade produtiva de mais de 600 m/min. No entanto, a soberania ainda é do sistema blow. Na W&H, a demanda é de uma máquina plana para sete do tipo balão.

Balanço – Líder do segmento de extrusoras do tipo balão, a Carnevalli começou o ano com aquecimento do mercado. Em janeiro, bateu recordes, com vendas 20% maiores, se comparadas ao mesmo período de 2007. O diretor atribuiu o avanço, em parte, ao aumento do consumo do setor de bebidas. No ano passado, o fabricante produziu cerca de 120 extrusoras e co-extrusoras. As expectativas para este ano também se mostram favoráveis. A empresa prevê crescer entre 15% e 20%, em relação a 2007. Para incrementar seu negócio, a Carnevalli investiu na instalação de duas novas máquinas grandes de usinagem. “Vamos aumentar a produção e teremos condições de fazer modelos maiores”, informa Carnevalli.

Nem mesmo a concorrência chinesa deve atrapalhar os planos do fabricante. As máquinas asiáticas, segundo Carnevalli, não atingem diretamente o mercado de extrusão de filmes, pois a preferência nacional se volta para a tecnologia, leia-se: mais produtividade e economia do processo. Os modelos chineses, por exemplo, rendem 50% a menos do que um produzido no Brasil, de acordo com estimativa de Carnevalli. “As máquinas chinesas foram feitas para o mercado chinês”, comenta.

Para o fabricante de máquinas para monocamadas, Minematsu, os ventos sopram a seu favor. O ano de 2007 fechou com crescimento de 10% sobre o anterior e para 2008 as expectativas são de aumentar as vendas em 20%. As perspectivas garantem investimentos futuros em incremento de sua capacidade produtiva. Sem revelar detalhes, Minematsu diz que planeja investir em maquinários e funcionários e em uma planta maior. A empresa produz uma máquina por mês, em sua unidade localizada em Osasco-SP. O mercado de monoextrusoras, na avaliação do diretor, começou 2008 aquecido e deve se manter assim. “Iniciamos o ano com cinco máquinas vendidas”, comenta. As perspectivas da W&H são igualmente positivas. “Conseguimos abrir novos mercados também fora do Brasil que prometem um crescimento forte”, afirma Cornelius. A fabricante reformou e renovou sua planta de Diadema, SP.

A indústria de plásticos flexíveis ainda não deslanchou como o esperado. De acordo com o presidente da Abief, Rogério Mani, a partir de maio, as vendas devem começar a subir, a ponto do mercado conseguir encerrar o ano com crescimento de 5% em relação a 2007, ratificando as previsões de janeiro. A alta do preço do petróleo (o barril tem sido vendido na casa dos 120 dólares) impacta esse elo da indústria; no entanto, Mani aposta na retomada dos investimentos, sobretudo porque o transformador começa a colocar em prática a idéia de que precisa se consolidar no mercado externo, e não somente aproveitar o aquecimento das vendas no Brasil.

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