Tubos

Extrusão – Construção civil anima fabricantes de tubos

Jose Paulo Sant Anna
18 de dezembro de 2020
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    Metas ambiciosas – O cenário do mercado de perfis de PVC é bastante similar. “A expectativa para o ano era ótima, aí veio o balde de água gelada gerado pela pandemia. De uns três ou quatro meses para cá o volume de orçamentos e pedidos veio se recuperando, está próximo ao de outubro de 2019”, informa Eduardo Rosa, diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Sistemas, Perfis, Componentes e Esquadrias de PVC (Aspec PVC).

    O diretor acredita em forte crescimento da demanda nos próximos anos, em especial dos perfis de PVC voltados para as janelas. Ele credita seu otimismo às características da matéria-prima, que espera venha substituir outros materiais, como madeira, aço e o principal concorrente, o alumínio. “Temos notado que está crescendo o interesse dos consumidores por produtos com a qualidade que só o PVC oferece”.

    As metas previstas pela Aspec PVC são muito ambiciosas. Hoje, no Brasil, se estima que de 4,5% a 5% dos perfis usados no Brasil são feitos com a resina. “Queremos dobrar essa participação nos próximos cinco anos e chegar a entre 24% e 26% em vinte anos”. Para se ter ideia do potencial do mercado, vale lembrar que nos Estados Unidos a participação da resina no mercado de perfis é de 56%.

    Rosa aponta alguns fatores para justificar seu otimismo. No último mês de agosto foi aprovada a norma ABNT NBR 16851, voltada para especificar a fabricação dos perfis e esquadrias em PVC fabricados no Brasil. “Não tínhamos uma norma brasileira e essa aprovação é muito importante para nossa indústria”. Outra boa notícia foi o lançamento do primeiro curso de fabricação e instalação de esquadrias de PVC, que será ministrado pelo Senai. “A primeira turma está prestes a se iniciar e vai permitir a capacitação profissional do setor”.

    Polietileno – A expectativa de vultosos investimentos na área de saneamento nos próximos anos resultante da aprovação do novo marco regulatório do saneamento básico também anima os participantes da indústria de tubos de maiores dimensões fabricados em polietileno. Nesse segmento de mercado a resina tem o aço como principal concorrente. “Os tubos de polietileno são mais leves, têm maior flexibilidade para a instalação, possuem excelente resistência química, não sofrem problemas de corrosão”, garante Marcos Celestino, engenheiro de aplicação da Braskem, fabricante da matéria-prima.

    O engenheiro cita um estudo realizado em 2017 pela Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE) que calculou que os tubos representam em média apenas 3,8% do custo das obras de saneamento. Por isso, ele defende que os contratantes das obras utilizem dutos fabricados com matérias-primas de qualidade, dotadas com as propriedades previstas nas normas brasileiras e internacionais de qualidade. Para ele, não são poucos os trabalhos feitos no Brasil que por usarem tubos de má qualidade resultam em enormes prejuízos para a comunidade que deveria ter sido beneficiada.

    Sem qualquer falsa modéstia, Celestino lembra que a Braskem atende esse mercado há muitos anos e conta com amplo portfólio de produtos certificados voltados para as mais diversas aplicações. Ele lembra que a empresa realiza testes para os usuários interessados em saber se os materiais a serem utilizados nas obras não são falsificados e atendem as especificações exigidas. Como esses testes às vezes são demorados, a empresa está investindo no desenvolvimento da tecnologia voltada para o uso de tracers, moléculas acrescentadas à matéria-prima que garantem, em testes instantâneos feitos no campo das obras, que os materiais foram fabricados pela empresa.



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