Exportação – Burocracia, juros altos, dólar desvalorizado e matéria-prima cara atrapalham as vendas

Os bons resultados obtidos têm algumas explicações. A primeira é o design dos produtos plásticos oferecidos. “Eles são ultramodernos, se diferenciam da concorrência até mesmo nas cores oferecidas e por suas embalagens”, garante Pozzebon. Outro “segredo” se encontra na forma de comercialização. “Nós trabalhamos com distribuidores, eles são clientes mais fiéis”, conta. A estratégia comercial também prevê a realização de ações promocionais nos pontos de venda. “Fazemos a abordagem dos consumidores no varejo local.”

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Peças injetadas de polipropileno e poliestireno

As vendas para o exterior esse ano devem representar 6% do faturamento bruto da Schwanke. O real valorizado atrapalha, pois a rentabilidade se reduz. Mas não é empecilho. “Trabalhamos para agregar valor à nossa marca, nossos produtos têm preços mais altos, são valorizados”, segreda. A tática dá tranquilidade em relação às instabilidades econômicas. “Trabalhamos com certa folga, estamos prontos mesmo se o dólar cair até R$ 1,50.”

Pavios e embalagens – A Topack do Brasil nasceu em 1979 na cidade de Americana-SP e tem 650 funcionários. A empresa fabrica produtos como embalagens de grande dimensão para estocagem de produtos, componentes de estufas para usos agrícolas e cordéis detonantes (pavios) para explosivos. Equipada com linha de extrusoras voltadas para a produção de multifilamentos de polipropileno e estrutura completa de confecção, atua de maneira verticalizada.

“Há dez anos começamos a exportar insumos para embalagens e fios para explosivos”, conta o diretor André Reiszfeld. Hoje, os fios de explosivos continuam a ter importante participação nas vendas externas. “Os clientes de nossos pavios são extremamente fiéis. Trata-se de um produto com apenas dois grandes fabricantes no mundo”, informa o executivo. Além dos pavios, a empresa também tem exportado produtos da sua divisão de contentores flexíveis Bag Flex. Um exemplo são os big bags, sacos capazes de armazenar e transportar quantidades consideráveis de produtos sólidos em pó ou grãos, como alimentos e resinas termoplásticas, entre outros comercializados a granel.

Plástico Moderno, Henrique de Andrade, Assistente de exportação, Exportação - Burocracia, juros altos, dólar desvalorizado e matéria-prima cara atrapalham as vendas
Andrade: real valorizado não atrapalha rentabilidade

Hoje, as exportações representam de 7% a 10% do faturamento da empresa. Mas esse percentual já foi maior. O dólar valorizado e a burocracia, na opinião de Reiszfeld, atrapalham. Apesar das dificuldades, o objetivo é aumentar a participação das vendas externas. “Estamos nos esforçando para buscar novos compradores”, explica. Entre as armas para alcançar a meta, encontra-se a divulgação de outros produtos ainda pouco exportados e com bom potencial de mercado em outros países. Um deles é o bulk-liner, embalagem flexível projetada para forrar contêineres de aço. “Facilita o transporte das cargas, proporciona economia de mão de obra e uma série de outras vantagens.” Outro produto com potencial de mercado no exterior é o Ecobulk, indicado para aplicações como filtragem de materiais sólidos em locais onde corre água contaminada.


Pelas janelas – A venda de cortinas é a especialidade da Belchior, localizada em Santa Bárbara d’Oeste-SP. Com quase 180 funcionários, oferece kits nos quais se encontram suportes, argolas, hastes e outras peças injetadas de polipropileno e poliestireno. A empresa conta com dez máquinas injetoras. “Exportamos há cerca de três anos”, informa Henrique de Andrade, assistente de exportação. Uma das armas da empresa, de acordo com o profissional, é a qualidade e o design dos produtos. A empresa conta com clientes na Guatemala, Paraguai e Bolívia. “A exportação de acessórios de plásticos tem participação pequena no nosso faturamento, cerca de 3%. Mas pretendemos ampliar esse número”, diz. Para atingir esse objetivo, a empresa se associou ao Export Plastic e planeja aumentar sua participação em feiras e eventos internacionais. A estratégia é considerada positiva e o real valorizado não tira o ânimo de Andrade. “Perdemos com a atual queda do dólar, mas trabalhamos com boa margem de rentabilidade.” Para ele, vale a pena exportar mesmo que o valor das vendas apenas empate com o custo da produção. “Acumulamos créditos para abater os impostos e temos outros mercados para recorrer”, ressalta.

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