Exportação – Burocracia, juros altos, dólar desvalorizado e matéria-prima cara atrapalham as vendas

O quarto pilar é o da promoção comercial e comunicação. O programa, por exemplo, facilita a participação dos associados em feiras internacionais. “Na Pack Expo 2010, evento realizado em Chicago, compramos um estande de cem metros quadrados, no qual doze associados marcaram presença com seus produtos em prateleiras e toda a estrutura necessária”, exemplifica Wydra. No evento, o programa investiu US$ 70 mil e gerou negócios de US$ 650 mil. Ele espera que os contatos feitos na exposição possam gerar US$ 8 milhões de negócios para as empresas nacionais no prazo de um ano. Durante os eventos, estas podem participar de rodadas de negociações patrocinadas pelo programa nos locais onde são realizados. Também são promovidos eventos de caráter comercial no Brasil, com a presença de potenciais compradores de outros países convidados pelo projeto.

Plástico Moderno, Ariane Xavier da Silva, Supervisora de exportação, Exportação - Burocracia, juros altos, dólar desvalorizado e matéria-prima cara atrapalham as vendas
Ariane: Jaguar quer marcar presença no exterior

Mil e uma utilidades – Várias são as empresas, e diversificadas as suas especialidades, com capital totalmente nacional com bons resultados em suas incursões no mercado externo. Um dos segmentos de crescente sucesso é o de utilidades domésticas. A qualidade das peças e a excelência do design são algumas das características apreciadas nos produtos brasileiros. Entre as fabricantes do ramo, a Jaguar Plásticos, empresa fundada em 1978 no município de Jaguariúna-SP, tem investido de forma consistente em exportações nos últimos tempos. A empresa, com quase 800 funcionários e equipada com oitenta máquinas de injeção, é fabricante de utilidades domésticas e embalagens industriais diversas, além de atender a projetos especiais.

“A Jaguar já exporta há alguns anos, mas iniciou um trabalho realmente estruturado para o mercado externo em 2009”, revela Ariane Xavier da Silva, supervisora de exportação. O processo se iniciou com a criação de um departamento focado no desenvolvimento das vendas internacionais e a associação da empresa ao programa Export Plastic. Os primeiros resultados são animadores. “Hoje exportamos para dez países”, informa. São eles: Bulgária, Angola, México, Cuba, Porto Rico, Colômbia, Peru, Argentina, Uruguai e Paraguai. Entre os produtos exportados, encontram-se linhas para a cozinha (como potes, formas de gelo e outros), lavanderia (bacias, baldes e cestos) e para bebês (canequinhas e outros itens). “A boa aceitação se deve à qualidade, design e diversidade dos manufaturados”, avalia. Para um cliente específico, com nome não revelado, a empresa vende baldes industriais.

Com o trabalho desenvolvido, em 2011 as vendas externas devem chegar a 5% do faturamento. “Pretendemos ampliar cada vez mais esse percentual, chegando aos 25% no futuro. Existe forte empenho e estão previstos investimentos para atingir esse objetivo”, diz a supervisora. No momento atual, o dólar desvalorizado atrapalha. Por outro lado, o fato de a economia interna estar aquecida serve de suporte para a realização de metas. Um primeiro objetivo é o de estabelecer maior parceria com os clientes lá de fora. A estratégia se desenvolve de maneira independente das vendas internas. “Não temos a mentalidade de exportar o excedente, e sim a intenção de conquistar presença constante no mercado externo”, resume.

Plástico Moderno, João Paulo Rodrigues da Cruz, Diretor administrativo e financeiro, Exportação - Burocracia, juros altos, dólar desvalorizado e matéria-prima cara atrapalham as vendas
Cruz: matéria-prima importada ajuda a enfrentar real valorizado

Laminados – O mercado externo representou 6% do faturamento da Felinto Embalagens Flexíveis em 2010. A previsão de crescimento das exportações no ano que se inicia é ambiciosa. A empresa pretende dobrar o volume de negócios feitos com outros países. No mercado há 45 anos e com mais de quinhentos colaboradores diretos, a Felinto está instalada na cidade de Campina Grande-PB. Sua especialidade é a produção de embalagens flexíveis monocamadas, laminados e filmes especiais de alta barreira com até sete camadas de proteção. Na linha de produção, conta com três extrusoras de filmes especiais, quatro máquinas de rotogravuras, dez bobinadeiras, três gravadoras, três laminadoras, entre outros equipamentos.

“Há mais de cinco anos começamos a participar, com recursos próprios, de feiras internacionais”, informa João Paulo Rodrigues da Cruz, diretor administrativo e financeiro. Pouco depois, a Felinto se associou ao programa Export Plastic. Hoje atende clientes nos Estados Unidos, Caribe, América do Sul e, em menor escala, na Europa. Os itens mais procurados por outros países são os filmes laminados indicados para a indústria alimentícia, caso dos dirigidos aos fabricantes de café, biscoitos, farinhas e outros. “Vendemos os filmes já impressos e nos destacamos pela qualidade”, orgulha-se o executivo.

O otimismo demonstrado em relação aos resultados de 2011 não é afetado pela valorização exagerada na moeda nacional. A empresa tem bons motivos para não se preocupar com o problema. Uma boa porcentagem da matéria-prima usada para confeccionar os filmes é importada. Com o dólar desvalorizado, os insumos ficam mais baratos. “Também aproveitamos os benefícios fiscais previstos para os exportadores”, esclarece Cruz.

Plástico Moderno, Exportação - Burocracia, juros altos, dólar desvalorizado e matéria-prima cara atrapalham as vendas
Schwanke: aposta na valorização da marca

“Tá limpo” – A Schwanke é uma empresa brasileira fundada em 1951, em Blumenau-SC. Hoje conta com 900 funcionários e ocupa área de 45 mil metros quadrados. Ao longo dos anos, passou a incorporar vários itens em sua linha de produção, entre os quais merecem destaque produtos para limpeza doméstica e automotiva, a maioria fabricada com não-tecidos. A empresa entrou na área de plásticos há apenas dois anos, com o lançamento de baldes, rodos, pás e outros utensílios. Para fabricá-los, conta com 11 máquinas injetoras.

“É a linha de produtos que mais cresce em termos percentuais. Queremos dobrar o número de máquinas até 2014”, informa Mauro José Pozzebon, diretor comercial. As exportações não são novidade para a empresa. “Há oito anos vendemos para o exterior.” No caso dos produtos de plástico, as vendas para outros países começaram há um ano e meio. Ao todo, são destinados para 23 países, quase todos das Américas. “Também atingimos Alemanha e Portugal e alguns países africanos”, emenda.

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