Borracha

Expobor – Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

Rose de Moraes
13 de maio de 2008
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    Afinal, só o mercado de coxins representa algo em torno de 50 milhões de unidades ao ano. Porém, o que também dá alento ao otimismo dos produtores são as taxas de crescimento da demanda por silicones registradas em regiões como na América do Sul, que aumentam entre 8% e 10% ao ano, sendo apenas suplantadas pelos níveis de crescimento registrados na Ásia, que se mantêm entre 15% até 20% ao ano, enquanto a média global oscila atualmente em torno de 5% até 8%.

    “Por essas razões, nossos investimentos e novos desenvolvimentos não podem parar”, afirmou Timothy Angle, gerente de marketing de elastômeros da Momentive Performance Materials, durante sua estada no Brasil, especialmente para participar da Expobor 2008.

    Uma das últimas novidades da companhia contemplou a área médica. “Desenvolvemos uma nova família de elastômeros de silicone com características antimicrobiais para atender inicialmente às necessidades hospitalares nos Estados Unidos”, informou Angle.

    Plástico Moderno, Timothy Angle, gerente de marketing de elastômeros da Momentive Performance Materials, Expobor - Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

    Angle: borracha líquida torna moldagem mais rápida

    As autoridades americanas da área de saúde, segundo ele, estão mais rigorosas no controle das infecções hospitalares. Os órgãos de saúde do governo passaram a certificar e qualificar os hospitais de acordo com os níveis de contaminação encontrados.

    Patenteado em março deste ano, o silicone com característica antimicrobial da Momentive possui aditivo à base de prata e deverá ser comercializado no mercado médico-hospitalar, atendendo a uma grande variedade de aplicações como cateteres, sondas, válvulas para soro e medicamentos. Também está prevista sua introdução em segmentos de consumo em geral, como na fabricação de bicos para mamadeiras, espátulas, fôrmas para bolos, entre outros utensílios de uso doméstico.

    Outra forte tendência na área de elastômeros de silicone, segundo Angle, é a demanda migrar das borrachas em estado sólido e de alta consistência para borrachas em estado líquido, ou seja, para as LSR (Liquid Silicone Rubber), em se tratando por exemplo da fabricação de componentes automotivos como conectores e bicos de mamadeira, dois grandes mercados dos silicones.

    “No mundo inteiro, as empresas estão migrando para as borrachas em estado líquido por causa principalmente da alta produtividade e porque essas borrachas propiciam ciclos de moldagem semelhantes ao dos termoplásticos”, informou Angle.

    “Em nossos contatos com moldadores de plásticos temos acompanhado lançamentos de peças em borrachas de silicone, além de recentes aquisições de injetoras especiais para realizar esse tipo de moldagem.”

    Na Europa, 25% das moldagens de silicones, segundo os cálculos de Angle, já passaram a ser feitas com silicones líquidos em substituição às moldagens com borrachas curadas a quente e de alta consistência, as Heat Cured Rubber (HCR). Uma das preocupações de Angle, no entanto, é a de que o Brasil não fique para trás e deixe de acompanhar a rápida evolução que vem ocorrendo nesse setor.

    Plástico Moderno, José Lucas Freire Jr., presidente da Bluestar Silicones para a América Latina, Expobor - Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

    Freire: meta ambiciosa para vendas de silicones

    Crescer 20% ao ano – Mais ambiciosa, a meta da Bluestar Silicones é crescer cerca de 20% em 2008 na comercialização de silicones no Brasil. Para alcançar essa meta, a empresa, constituída em 2007 após a compra da divisão de silicones da Rhodia pela China National Bluestar Corporation, conta com vários alicerces como o desenvolvimento de novas formulações e adaptações de produtos já existentes em laboratório próprio de aplicações, além de planos especiais para atender aos mercados cosmético, têxtil, da construção, automotivo e eletrodoméstico, com novos desenvolvimentos e aplicações nanotecnológicas.

    “As taxas de crescimento nas vendas dos silicones da Bluestar em nossa região têm sido superiores a 15% nos últimos três anos”, revelou José Lucas Freire Jr., presidente da Bluestar Silicones para a América Latina.

    Com fábrica no Brasil, em Santo André, na grande São Paulo, e centro de pesquisa e desenvolvimento em Paulínia, no interior do estado, a Bluestar Silicones também conta com fábricas na França e na China – no momento se dedica à construção de uma segunda unidade produtiva na China.

    As projeções de crescimento no Brasil feitas por Freire levam em conta principalmente a potencialidade do mercado brasileiro. Enquanto o mercado de silicones nos Estados Unidos representa US$ 1,5 bilhão, o Brasil responde por US$ 200 milhões, havendo, portanto, maior possibilidade de crescimento nos próximos anos na região. Depois da China, que cresce em torno de 12% até 15% ao ano, o Brasil já ocupa o segundo lugar em crescimento, ou seja, a demanda por silicones cresce 9%, em média, ao ano no mercado brasileiro. “Com exceção da China, em nenhuma outra parte do mundo é possível encontrar nível de crescimento dos silicones tal qual o encontrado no Brasil”, afirmou Freire.

    As projeções, contudo, segundo reconheceu o especialista, podem ser afetadas pelos custos de matérias-primas como silício metálico, platina e metanol, utilizados na fabricação de silox, cujos aumentos se revelam da ordem de 40% até 100%.

    Entre as últimas inovações desenvolvidas pela empresa foi destacado o silicone para aplicações de moldagem Rhodorsil RTV-2. Trata-se de elastômeros de silicone que permitem desenvolver novas técnicas de moldagem como moldes do tipo luva, superflexíveis e também moldar resinas como poliuretanos, poliésteres e epóxis, além de protótipos sob vácuo, tecnologia que permite criar desde peças decorativas até componentes para uso industrial, com alta estabilidade dimensional, transparência, cura acelerada com calor e resistência química.



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