Borracha

Expobor – Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

Rose de Moraes
13 de maio de 2008
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    Plástico Moderno, Roberto Ricardo de Mattos Arruda, gerente da unidade de negócios voltados à resina Unilene, da PQU, Expobor - Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

    Arruda: venda de resina cresce para melhorar elastômeros

    “Programamos uma parada geral no período de 22 de agosto até 3 de outubro e contaremos com 45 dias de trabalho para implementar os novos projetos de expansão”, afirmou Roberto Ricardo de Mattos Arruda, gerente da unidade de negócios voltados à resina Unilene, da PQU.

    Para expandir a oferta de etileno, tarefa para a qual contará com o apoio do Cempes, Centro de Pesquisas da Petrobras, a petroquímica está investindo R$ 1,2 bilhão em tecnologia que resultará na produção de polietileno e PVC obtido de gases de refinaria (frações C2 e C3). “Alteramos nosso processo produtivo para usar cargas gasosas e, assim, complementar a ocupação dos fornos, feita predominantemente com a cara e escassa nafta”, informou Arruda.

    Além do etileno, não está prevista pelo menos até o momento a expansão de outros petroquímicos como o butadieno, mais voltado à produção de elastômeros.

    Já no que se refere ao último balanço das resinas hidrocarbônicas Unilene, também de ampla utilização na indústria da borracha, principalmente em compostos, a PQU alcançou em 2007 patamar recorde de comercialização de 18 mil toneladas, e vê com muito entusiasmo as perspectivas futuras.

    “Batemos o recorde de vendas da resina Unilene nos últimos vinte anos”, afirmou Arruda. Comercializada no mercado interno e em mais 25 países, a resina Unilene representa o carro-chefe de vendas da petroquímica. Só o setor da borracha responde por níveis de consumo entre 45% até 50% da produção da PQU, destinando a resina à fabricação de grande diversidade de materiais como pneus e artefatos como calçados e peças técnicas. Compatível com borrachas naturais e sintéticas, a resina Unilene aumenta a flexibilidade dos elastômeros, melhora a incorporação de cargas, auxilia na calandragem e nas modelagens por injeção e extrusão, aumentando ainda a adesão das misturas a diferentes substratos, a resistência à fadiga, ao rasgo e à abrasão dos elastômeros.

    De acordo com Arruda, as vendas da resina Unilene atuam como uma espécie de termômetro para se avaliar o desempenho do setor, que, segundo ele, alcançou níveis muito bons em 2007, devendo ter continuidade em 2008, tomando por base uma rápida avaliação das vendas realizadas nos quatro primeiros meses deste ano.

    “Alcançamos em 2007 um crescimento de 14% nas vendas totais de Unilene para vários mercados em comparação com as vendas de 2006 e esse crescimento em grande parte se deve à maior demanda das indústrias locais de pneumáticos e de artefatos de borracha que nos obrigou a reduzir as exportações para podermos atender ao crescimento interno”, revelou Arruda.

    Destaques na Petroflex – A participação na Expobor 2008 da Petroflex, a maior produtora de borrachas sintéticas da América Latina – posicionada no patamar de 400 mil toneladas de borrachas ao ano e hoje pertencente ao grupo alemão Lanxess, responsável por 70% das ações da companhia – evidenciou ao público amostras de vários tipos de borrachas de largo emprego industrial em vários setores.

    Um dos destaques foi direcionado às borrachas de SSBR – 2062 F. Desenvolvidas para pneus de alto desempenho, essas borrachas atendem às exigências de baixa resistência ao rolamento, bem como elevada resistência às derrapagens em pistas molhadas.

    A família Thoran de copolímeros de butadieno e acrilonitrila, contendo diferentes percentuais de acrilonitrila, desde 28% até 45%, também motivou a apresentação de amostras na exposição. A importância da família Thoran reside principalmente no fato de essas borrachas resistirem a óleos e solventes. Esses copolímeros, no entanto, também apresentam resistência à abrasão, ao calor, à água, e ainda oferecem baixa permeabilidade a gases e possuem características antiestáticas.

    As borrachas Coperflex BRND, constituídas de polímeros de butadieno, foram outro alvo das apresentações ao público. Amplamente utilizados em pneus, em especial, em bandas de rodagem e de recapagem, esses elastômeros resistentes à abrasão, à fadiga, e de alta resiliência e adesividade, além de apresentarem baixa resistência ao rolamento, ainda são utilizados na fabricação de autopeças, artefatos técnicos, correias transportadoras e de transmissão, incluindo brinquedos e calçados. Também atuam na modificação de plásticos, oferecendo-lhes a característica Hips (High Impact PS), para poliestirenos de mais alto desempenho, considerados de alto impacto, e em geral empregados na fabricação de peças de maior exigência quanto à durabilidade como artigos industriais, caixas para eletrodomésticos, peças internas e externas de aparelhos eletrônicos e de telecomunicações e gabinetes para refrigeradores.

    Silicones avançam – A recente introdução de silicones nas moldagens de coxins para motores, especialmente aqueles de maior potência, para veículos com dezesseis válvulas, em substituição às borrachas naturais, que não resistem a temperaturas mais elevadas, a exemplo da penetração desse tipo de material mais resistente às altas temperaturas em capas de velas, processo iniciado há dez anos no mundo, em substituição às borrachas nitrílicas, certamente atua como motivação para a continuidade dos investimentos globais e, em especial, na América do Sul da Momentive, antiga GE Silicones.



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