Borracha

Expobor – Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

Rose de Moraes
13 de maio de 2008
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    Trata-se, nesse caso, de elastômero acrílico de etileno para aplicações que requerem uma combinação especial de resistências ao calor e a óleos, sem que o polímero apresente alterações nas propriedades mecânicas, prevendo-se seu uso em mangueiras, selos, juntas de motor etc.

    Outras marcas de elastômeros destacadas no estande da DuPont Performance Elastomers foram Viton, Viton Free-Flow, Neoprene, Hypalon e Kalrez.

    Propriedades de vedação imperam – Os elastômeros da família Viton foram os primeiros fluorelastômeros introduzidos no mundo a legar à indústria da borracha alto grau de resistência ao calor (400ºF/200ºC), aos combustíveis e a químicos mais agressivos.

    “Há mais de cinco décadas, os fluorelastômeros Viton oferecem excepcional resistência a altas temperaturas, alcançando até 205ºC em trabalhos contínuos, somada à ampla resistência química, que proporciona extraordinário desempenho em vedações e peças críticas”, comentou Bordin.

    Desde o seu lançamento, ocorrido em 1957, o fluorelastômero Viton apresenta-se como solução de vedação para os setores aeroespacial, de aviação, processos e transporte de produtos químicos, incluindo as indústrias alimentícia e farmacêutica. No setor automotivo, além de vedações, sua utilização é ampla em retentores, anéis, juntas, mangueiras, entre muitas aplicações.

    “O Viton conserva a força de vedação, prevenindo vazamentos, mesmo depois de longos períodos de compressão em ambientes severos. Testes realizados após cem horas em meio atmosférico, a 150ºC, mostraram que o Viton ainda mantém 90% de sua força inicial de vedação, enquanto vedantes de fluorsilicone, poliacrilato e borrachas nitrílicas conservam apenas 70%, 58% e 40%, respectivamente”, informou o especialista.

    Outra batelada de testes revelou que, após vinte anos de exposição direta ao sol, as vedações fabricadas com esse fluorelastômero não apresentaram nenhum vestígio de fissuras, nem rupturas após um ano em atmosfera com 100 ppm de ozônio.

    Já as borrachas da marca Neoprene, elastômeros de policloropreno da DuPont, criadas há mais de sete décadas, tiveram concluído o fechamento da fábrica de Louisville, no final de 2007, e passaram a ter sua produção concentrada em uma única fábrica global em Louisianna, nos Estados Unidos.

    Recentemente, porém, por ocasião da última K, de Düsseldorf, na Alemanha, a DuPont anunciou novas soluções em elastômeros, como o ACE 1055, um co-elastômero acrílico para aplicações em compostos de borracha, com boa resistência à temperatura e a fluidos automotivos, sendo também capaz de manter suas propriedades sob baixas temperaturas.

    Outras soluções da DuPont que vêm chamando a atenção do setor são os novos elastômeros de alto desempenho obtidos de fontes renováveis. Nessa categoria, classifica-se o elastômero termoplástico Hytrel RS. Fruto da incorporação do poliol Cerenol (poliéter dióis) da empresa, produzido com recursos renováveis do 1,3 propanidiol (Bio-PDO), do milho, em substituição aos polióis petroquímicos, essa categoria de elastômero tem como grades iniciais itens com diferentes teores de material renovável, entre 25% e 50%, devendo estar disponível, conforme divulgado pela empresa, em amostras preparadas para vários projetos em desenvolvimento a partir deste ano, provavelmente contemplando os mercados automotivo, elétrico e de embalagens.

    Nova nitrílica conta com matéria-prima vegetal – As novas borrachas nitrílicas de médio a alto teor de acrilonitrila pré-plastificadas com plastificantes vegetais da Nitriflex também foram destaque nessa Expobor. Especialmente desenvolvidas para atender às necessidades atuais de mercados globalizados, principalmente no que diz respeito às exigências da diretiva européia 2005/84/EC, a nova NBR, batizada de Nitrigreen, está em conformidade com as novas concepções em borrachas, previstas anteriormente por especialistas do setor.

    Enquanto outras nitrílicas convencionais apresentam teor do plastificante DOP em torno de 50 phr, na Nitrigreen esse mesmo teor é vegetal, sendo que, nos demais aspectos, como teor de acrilonitrila (33%), solubilidade em Mec (98%), densidade (1,04 g/cm³) e viscosidade Mooney (45 MML), as referências são exatamente iguais, somadas, porém, à vantagem de oferecer ao mercado uma nitrílica obtida de fonte de matéria-prima renovável, não-tóxica, fácil de processar e com boas propriedades mecânicas.

    Plástico Moderno, Renato Hélio Faraco Filho, diretor da Nitriflex, Expobor - Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

    Faraco: escassez de butadieno prejudica indústria nacional

    Enquanto a nova NBR oferece boas perspectivas para impulsionar novos negócios e propiciar maior prosperidade à companhia, a escassez de algumas matérias-primas no mercado, consideradas vitais para a produção de borrachas, atua contrariamente ao otimismo e gera preocupação do setor como um todo.

    “Está faltando butadieno no Brasil e isso é muito preocupante para o setor de produção de borrachas”, afirmou o diretor Renato Hélio Faraco Filho, da Nitriflex.

    Segundo o diretor, os motivos da escassez envolvem desde paradas mal planejadas para manutenção nas centrais petroquímicas como a suspensão na produção dessa matéria-prima em razão de incidentes operacionais.

    “A falta de butadieno, hidrocarboneto essencial à produção de elastômeros, responsável pela característica de elasticidade das borrachas, está causando sérios entraves à nossa produção e também prejudicando as nossas exportações”, afirmou Faraco Filho.



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