Borracha

Expobor: Evolução dos automóveis faz indústria da borracha desenvolver inovações

Jose Paulo Sant Anna
16 de junho de 2014
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    Caminho rápido – Os muito comentados pneus de alto desempenho também chamam a atenção da Rhodia, do Grupo Solvay. Para esse mercado, destacou na exposição um produto em especial. Paulo Garbelotto, gerente comercial e de marketing para a América Latina da área global de negócios Sílica, engrossa o coro dos dirigentes ligados ao ramo. “A nossa sílica com alto poder de dispersão permite às montadoras alcançar o caminho mais rápido e de menor custo de investimento para atingir os índices importantes de redução do consumo de combustível do automóvel previstos pelo programa Inovar-Auto”, afirma.

    O produto ao qual o Garbelotto se refere é a sílica HDS (Highly Dispersible Silica), comercializada pela empresa com a marca Zeosil. “Ela melhora em 25% a resistência ao rolamento e oferece mais 10% de aderência ao piso, o que resulta em redução de 7% de consumo de combustível e, na mesma proporção, na redução de emissões de dióxido de carbono, sem prejudicar a dirigibilidade”, afirma. De acordo com o gerente, esses ganhos são comprovados e têm impulsionado a procura por parte dos clientes. “A demanda tem crescido em torno de 12% ao ano”.

    O fenômeno é mundial e para atender o mercado a Rhodia está investindo em nova planta de sílica na Polônia. A fábrica deve entrar em operação a partir de setembro. Estão em estudos novos investimentos no Brasil e na Coréia do Sul, países nos quais a empresa já mantém fábricas de sílicas precipitadas. Por aqui, a planta está instalada no conjunto industrial de Paulínia-SP, próxima ao Centro de Pesquisas da empresa, onde é mantido um laboratório de desenvolvimento de aplicações.

    Outra linha de produtos divulgada na exposição pela Rhodia foi a de fios industriais de poliamida e telas dipadas. “Esses produtos apresentam características especiais, têm alta adesão, resistência à fadiga, resistência mecânica, estabilidade dimensional, resistência térmica e alta resistência abrasiva”. São destinados a diferentes aplicações, entre elas no mercado de pneus e correias transportadoras.

    Plástico Moderno, José: mudança na polimerização gera novos usos ao polibuteno

    José: mudança na polimerização gera novos usos ao polibuteno

    De olho – O bom momento da indústria de borracha fez uma grande empresa brasileira ficar de olho no setor. A Braskem, maior petroquímica das Américas e líder mundial em biopolímeros, apresentou sua linha de produtos para o setor. São materiais também indicados para tintas, adesivos, plásticos e madeiras, entre outros. “Nosso objetivo é aproveitar oportunidades de negócios”, resumiu Aguinaldo José, engenheiro da empresa.

    Um dos produtos ressaltados foi a linha Unilene, família de resinas hidrocarbônicas de petróleo de baixo peso molecular, obtidas pela copolimerização de estireno, indeno e seus metil derivados. Entre suas características, destaque para a “pegajosidade”, que aumenta a viscosidade do produto a ser fabricado e a solubilidade em hidrocarbonetos, solventes clorados e não oxigenados. Também apresentam resistência à ação da luz e do intemperismo e qualidades isolantes. Com produção de 19 mil toneladas, a empresa é a única fabricante dessas resinas na América Latina.

    Também foi anunciada nova patente de aplicação de polibuteno. “Obtido por meio da polimerização do isobuteno, possui grande estabilidade química, resistência à oxidação pela luz e temperaturas moderadas e excelentes propriedades dielétricas”. Além do setor de borrachas, a novidade pode ser usada na fabricação de óleo e lubrificantes, filmes, adesivos, cosméticos, em explosivos para mineração e pela indústria do couro. A capacidade de produção da empresa é de 35 mil toneladas/ano.

    Distribuidores – Conhecidos distribuidores de produtos químicos marcaram presença. A quantiQ divulgou seu vasto portfólio, formado por matérias primas para todos os segmentos do mercado de borracha. “Esperamos aproveitar a feira para prospectar novos clientes”, resumiu Ricardo Verona, gerente da unidade Borracha, Química e Agroindústria.

    No catálogo da empresa, algumas novidades. Entre elas, a nova solução de aceleradores máster, comercialmente conhecidos como INgran. Apresentados na forma de pellets ou em placas, contêm 80% de ativo químico e 20% de uma mistura de polímeros. Esses aditivos são uma evolução dos similares oferecidos em pó. “Não há desperdícios ou retenção em recipientes e a possibilidade de contaminação é eliminada porque cada produto pode ser separado individualmente por cores distintas. A atoxidade do produto durante seu manuseio é o ponto mais apreciado”.

    Também mereceram destaque no estande da quantiQ o AR-7, da Chitec, agente antirreversão usado na produção de pneus off-road, de caminhões pesados e aviões; o óleo Hyprene L-2000, produto alternativo ao óleo aromático, bastante usado pelas empresas de borracha; e os aceleradores em máster da Innext, evolução em relação aos produtos similares oferecidos em pó.

    A Parabor mostrou na feira vários produtos oferecidos pelas suas cinco divisões de negócios direcionados à indústria da borracha. Entre eles o Paralink, agente de reciclagem para borracha vulcanizada. O produto é usado na recuperação de rebarbas, sobras e peças refugadas de borracha reciclada.

    Com atuação nos mercados de matérias-primas para os segmentos de borracha, plástico, látex e adesivos, a distribuidora Auriquimica também aproveitou o evento para apresentar novidades aos clientes. Entre eles, especialidades minerais de geração de antiaderentes para batch off, óxido de zinco encapsulado e novos tipos de peróxidos.



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