Borracha

Expobor 2012 – Décima edição promete ser a maior de sua história

Rose de Moraes
9 de março de 2012
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    A desaceleração no ritmo de crescimento do setor de artefatos de borracha brasileiro em grande parte pode ser atribuída ao menor crescimento nas vendas internas de automóveis, somado ao aumento das importações de autopeças.

    A expectativa da indústria automotiva era alcançar níveis de produção de 3,8 milhões de unidades em 2011, projetando, para isso, significativos aumentos nas demandas nos mercados interno e externo. A produção, no entanto, deverá se posicionar aquém dessas expectativas, devendo alcançar 3,15 milhões de unidades, em 2011, enquanto, em 2010, a produção de veículos correspondeu a 3,38 milhões de unidades.

    As causas do desempenho mais moderado em relação às projeções iniciais podem ser múltiplas. Mas uma das razões é atribuída ao déficit na balança comercial da indústria de autopeças.

    Números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do governo brasileiro no final do ano passado indicaram que o déficit da indústria de autopeças já havia ultrapassado a marca dos R$ 7 bilhões no acumulado do ano, no período de janeiro a outubro de 2011. Ou seja, nos dez primeiros meses do ano que passou, de acordo com informações divulgadas pelo Sindicato da Indústria de Autopeças, o déficit na balança comercial do setor já havia alcançado 29,35%, com as importações registrando alta nesse período de 22,22%, enquanto as exportações somavam crescimento de 19,38%.

    Superavitário no passado, o setor de autopeças brasileiro tem enfrentado sucessivos déficits na balança comercial nos últimos anos. Em 2010, enquanto as importações somaram US$ 13,1 bilhões, as exportações alcançaram receita de US$ 9,6 bilhões.

    Os principais países de origem das importações brasileiras de autopeças são o Japão, a Alemanha e os Estados Unidos. Da lista de autopeças importadas, algumas das principais são as caixas de marchas, os acessórios para carroçarias, as caixas de transmissão, os motores de pistão, os redutores, os freios, os controladores eletrônicos, as juntas e as gaxetas fabricadas com borracha vulcanizada e não-endurecida, entre outras.

    Pesquisa elaborada pela empresa de consultoria KPMG International, e divulgada no início deste ano, estimou, no entanto, que o Brasil poderá vir a ser o terceiro maior mercado mundial do setor automotivo a partir de 2016. Tal projeção se baseia no aumento das exportações que alcançariam mais de um milhão de veículos por ano a partir de 2017. Até 2011, o Brasil era considerado o quinto maior produtor mundial do setor automotivo.

    Enquanto algumas montadoras instaladas no país há várias décadas registraram níveis de crescimento nas vendas menores do que o esperado no mercado interno em 2011, outras, como as montadoras asiáticas, instaladas mais recentemente, puderam comemorar resultados de vendas mais positivos.

    Novas estratégias definidas por grandes montadoras, direcionadas à produção de carros globais, bem como à produção de veículos mais alinhados com a sustentabilidade, expansão na produção de veículos pesados e coletivos, incremento nas exportações, entre outras, poderiam, entretanto, compor um pacote de medidas para ajudar o país a conquistar melhores posições nos próximos anos no setor de artefatos de borracha.

    Eventos paralelos – A Expobor 2012 contará com eventos paralelos especiais também neste ano. No dia 13 de abril, das 9 às 19 horas, será realizada a 6ª edição do Encontro Nacional da Borracha Natural, reunindo especialistas e convidados nacionais e internacionais que irão discorrer sobre as perspectivas para a indústria mundial da borracha nos próximos dez anos, apresentando novas ideias para implementar maior desenvolvimento a esse setor.

    Estruturado em painéis para a apresentação de temas específicos e mesa-redonda, o evento seguirá a seguinte programação. No painel “Economia – O Setor da Borracha na Próxima Década”, serão focalizadas as borrachas sintéticas e a natural, com projeções e comentários sobre o que poderá acontecer nos próximos anos nesse setor. No painel “Agricultura – Certificação Agrícola na Heveicultura”, deverá ser apresentada cartilha orientando para a certificação da borracha natural, produzida por grupo internacional de especialistas.

    Na mesa-redonda será discutido o cenário socioeconômico para a produção da borracha natural, bem como apresentadas propostas para solucionar os principais problemas enfrentados por essa cadeia produtiva. Ao final das apresentações e debates deverá ser redigido documento a ser entregue à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Para impulsionar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, lideranças do setor pleiteiam criar uma unidade de pesquisa voltada à heveicultura em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O 6º Encontro Nacional da Borracha Natural é uma iniciativa da Natural Comunicação e conta com o apoio da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor).

    Além desse encontro, a Expobor 2012 também abriga o 14º Congresso de Tecnologia da Borracha. De 11 a 12 de abril, o evento conta com extensa programação de palestras e será organizado pela Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha. Acompanhe a seguir algumas novidades que serão apresentadas pelos expositores durante a Expobor 2012.

     

     

     



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