Borracha

Expobor 2012 – Décima edição promete ser a maior de sua história

Rose de Moraes
9 de março de 2012
    -(reset)+

    Além de oferecer as bases de suprimento para produtos verdes no setor das borrachas, com o uso de matérias-primas sustentáveis e com tecnologia diferenciada e competitiva, como a do etileno verde, a Braskem também destacará na feira as resinas hidrocarbônicas. Única a produzir na América Latina essa categoria de resinas amplamente utilizadas na produção de borrachas de alto desempenho, oferecendo ganhos técnicos e econômicos, a empresa colocará em evidência os produtos da tradicional marca Unilene, que contou recentemente com novos aportes de investimento, resultando em 20% de aumento de capacidade, e alcançando níveis de produção de 19 mil toneladas/ano.

    Outro destaque a ser apresentado pela maior petroquímica das Américas se volta à produção de butadieno, que contará com nova unidade, no Polo Petroquímico de Triunfo-RS. O investimento, no valor de R$ 300 milhões, será destinado a dobrar a capacidade de produção do butadieno, atualmente em torno de 100 mil toneladas/ano.

    Essencial na produção de borrachas de polibutadieno, com largo consumo na indústria de pneus, e também na produção de solados para calçados, peças e componentes técnicos para o setor automotivo, como mangueiras, correias, recobrimentos de cilindros, entre outros, o butadieno é uma das matérias-primas mais importantes para a produção de artefatos de borracha.

    Outra presença aguardada nessa Expobor será a da Synthos Chemical Innovations. Considerada uma das maiores produtoras de matérias-primas químicas da Polônia, a empresa fabrica borrachas de SBR (butadieno-estireno) e de polibutadieno, com tecnologia avançada à base de neodímio, as quais se destinam à produção de pneus de alto desempenho e que apresentam resistência superior a cargas dinâmicas e à abrasão, possibilitando aos automóveis maior economia no uso de combustíveis.

    Outra empresa de destaque no setor da borracha presente à Expobor 2012 será a Rhodia. Atualmente, pertencente ao grupo Solvay, a empresa mais uma vez chamará a atenção para a importância dos pneus “verdes”, cujas bandas de rodagem são fabricadas com sílicas de alto desempenho produzidas pela Rhodia.

    Atuando no campo das inovações sustentáveis há vários anos, a empresa já procura atender às exigências que serão feitas em países da Comunidade Europeia, estabelecendo obrigatoriedade de classificação e etiquetagem de pneus com informações sobre os níveis de resistência apresentados ao rolamento e a capacidade de aderência em pisos molhados.

    As sílicas de alto desempenho cumprem função importante nas bandas de rodagem dos pneus. Além de contribuírem para a sua maior durabilidade, reduzem a resistência ao rolamento, propiciando, consequentemente, reduções no consumo de combustíveis.

    Na Europa e na Ásia, as sílicas de alto desempenho já ocupam posições de liderança no mercado de pneus, enquanto na América Latina a tendência aponta para o seu maior uso nos próximos anos.

    Menos intenso– Um ritmo moderado de crescimento embalou o desempenho da indústria de artefatos de borracha em 2011. A parcela de participação das montadoras e sistemistas no consumo desses materiais apresentou retração de

    Plástico, Ademar Queiroz do Valle, diretor executivo da Abiarb, Expobor 2012 - Décima edição promete ser a maior de sua história

    Ademar Queiroz do Valle: indústria de artefatos de borracha lucrou pouco

    4%, passando de 58% em 2010, para 54% em 2011, de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha. Maiores usuários de artefatos de borracha, as montadoras e os sistemistas atuam como reguladores do desempenho do setor da borracha, determinando boa parte da demanda.

    O crescimento mais tímido na produção interna de artefatos, porém, não causou impacto mais drástico sobre as finanças, pois o faturamento nominal da indústria de artefatos de borracha alcançou US$ 2,72 bilhões em 2011, ou seja, 8% superior ao montante de 2010, no valor de US$ 2,51 bilhões.

    “O ano de 2011 foi nominalmente positivo, mas, sob o ponto de vista da lucratividade, foi pouco animador. Trabalhávamos com projeções de crescimento em torno de 10% até 11% nominais, o que corresponderia a 4% até 5% de crescimento real, enquanto, de fato, apenas alcançamos 1,5% de crescimento real, descontados os 6,5% da inflação”, avaliou Ademar Queiroz do Valle, diretor executivo da Abiarb.

    Em 2011, a indústria petrolífera, pela primeira vez, passou a figurar nas estatísticas do setor, respondendo por uma fatia de participação de 6% sobre o consumo total de artefatos de borracha no mercado brasileiro. Enquanto a indústria automotiva foi responsável por um declínio de 4% no consumo dos artefatos de borracha, as indústrias de mineração e de siderurgia passaram a responder por uma fatia 1% maior em participação, passando de 8% em 2010, para 9% em 2011.

    Para 2012, as perspectivas sinalizam cenários de crescimento ainda moderados. “Perante as crises europeia e americana, cujas consequências são imprevisíveis, a possibilidade de repetirmos os resultados de crescimento de 2011 já é considerada satisfatória”, avaliou o diretor.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. […] também: Expobor 2012 – Décima edição promete ser a maior de sua história Compartilhe esta página Tweet Recomendamos Também:Notícias – Ceras de […]



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *