Expobor 2012 – Décima edição promete ser a maior de sua história

A 10ª edição da Expobor – Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha – promete ser a maior de todos os tempos. Na participação de expositores e na extensão de área ocupada, essa edição supera as expectativas da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb) e da Francal Feiras, que abrirão as portas do Expo Center Norte, em São Paulo, de 11 a 13 de abril, para receber os visitantes, convidados a percorrer área de 5 mil m2 na qual serão apresentadas as mais recentes inovações em matérias-primas, máquinas e equipamentos voltados à produção de peças e componentes de borracha.

Plástico, Expobor 2012 - Décima edição promete ser a maior de sua história

“A Expobor 2012 recebeu grande adesão de expositores, apresentando mais de 15% de crescimento em comparação à edição anterior”, informou Lúcia Cristina de Buone, gerente de negócios da feira. Até a primeira semana de fevereiro, 75 empresas nacionais e 12 internacionais já haviam confirmado presença, além de mais de vinte empresas que estarão reunidas em área dedicada aos empresários da China. No total, mais de cem empresas deverão expor seus produtos para mais de 10 mil visitantes.

Plástico, Lúcia Cristina de Buone, gerente de negócios da feira, Expobor 2012 - Décima edição promete ser a maior de sua história
Lúcia Cristina de Buone: feira terá mais expositores internacionais e empresas globais

Como acontece em todas as edições, a Expobor 2012 contará com expressivo número de visitantes vindos do exterior. Neste ano, em maior número, eles vêm prestigiar a feira partindo da China, Taiwan, Alemanha, Estados Unidos, França, Coreia, Polônia, Itália e Índia.

“Percebemos que o interesse em melhor conhecer o mercado brasileiro, estabelecer parcerias e fazer negócios aumenta a cada edição. Nesta, particularmente, além de recebermos mais expositores da China e de vários outros países, estaremos contando com maior número de empresas globais com forte atuação no setor da borracha, como a Lanxess, a Braskem e a Synthos”, destacou Lúcia Cristina.

Mas, além de expositores dedicados às indústrias química e petroquímica, que levarão à feira ampla oferta de matérias-primas para a fabricação de artefatos de borracha, a Expobor também será vitrine de máquinas e equipamentos, contando com expositores tradicionais, como Cope, Bonfanti, Geromaq, Rep, Storck, entre vários outros. Consideradas âncoras não somente por sua presença na feira, mas também por sua participação decisiva no rumo dos negócios gerados no setor da borracha, a Lanxess e a Braskem reforçam o elenco de expositores nessa Expobor.

Os compromissos da Lanxess com o mercado brasileiro, de acordo com informações já divulgadas pela imprensa, foram acentuados pelo anúncio de novos investimentos da companhia, totalizando cerca de 30 milhões de euros, ou 75 milhões de reais, em inovações previstas para a América Latina, especialmente para atender às demandas do mercado automotivo.

Uma parcela desse novo aporte também deverá ser destinada às operações da nova unidade em Porto Feliz, no interior do estado de São Paulo, dedicada à produção de aditivos da linha Rhenogran, e de bladders Rhenoshape. Os primeiros produtos foram desenvolvidos com a finalidade de oferecer significativas melhorias na qualidade e na durabilidade dos produtos de borracha, enquanto os segundos foram concebidos principalmente para emprego na indústria de pneumáticos, para melhorar as propriedades finais dos pneus. A nova fábrica, de acordo com informações divulgadas, terá capacidade de produção de 2 mil toneladas/ano de aditivos para borrachas.

Outra parcela do investimento previsto deverá ser reservada à fábrica da Lanxess localizada em Triunfo, no Rio Grande do Sul, na qual a empresa deverá produzir borrachas de EPDM com etileno de fonte renovável. A nova rota tecnológica de produção deverá ser concretizada por meio de contrato a ser firmado com a Braskem, à qual caberá fornecer o etileno derivado da cana-de-açúcar por meio de gasoduto à Lanxess, e que servirá de matéria-prima para a fabricação do EPDM Keltan Eco.

O campo das borrachas sintéticas de alto desempenho destinadas à fabricação de pneus verdes também está contemplado nas novas iniciativas que serão implementadas pela companhia. Entre elas estão previstas a expansão da capacidade da unidade de produção de polibutadieno de neodímio, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, e implementações tecnológicas envolvendo, entre outras, a produção na fábrica de Triunfo, no Rio Grande do Sul.

Em 2011, a produção de borrachas sintéticas na Lanxess alcançou recorde – mais de 41 mil toneladas –, em virtude das demandas aquecidas nas indústrias automobilísticas, de cabos e fios e de modificação de plásticos, entre outras. A produção de EPDM pela Lanxess também ganhou novo impulso após a aquisição da DSM Elastômeros.

Além de oferecer as bases de suprimento para produtos verdes no setor das borrachas, com o uso de matérias-primas sustentáveis e com tecnologia diferenciada e competitiva, como a do etileno verde, a Braskem também destacará na feira as resinas hidrocarbônicas. Única a produzir na América Latina essa categoria de resinas amplamente utilizadas na produção de borrachas de alto desempenho, oferecendo ganhos técnicos e econômicos, a empresa colocará em evidência os produtos da tradicional marca Unilene, que contou recentemente com novos aportes de investimento, resultando em 20% de aumento de capacidade, e alcançando níveis de produção de 19 mil toneladas/ano.

Outro destaque a ser apresentado pela maior petroquímica das Américas se volta à produção de butadieno, que contará com nova unidade, no Polo Petroquímico de Triunfo-RS. O investimento, no valor de R$ 300 milhões, será destinado a dobrar a capacidade de produção do butadieno, atualmente em torno de 100 mil toneladas/ano.

Essencial na produção de borrachas de polibutadieno, com largo consumo na indústria de pneus, e também na produção de solados para calçados, peças e componentes técnicos para o setor automotivo, como mangueiras, correias, recobrimentos de cilindros, entre outros, o butadieno é uma das matérias-primas mais importantes para a produção de artefatos de borracha.

Outra presença aguardada nessa Expobor será a da Synthos Chemical Innovations. Considerada uma das maiores produtoras de matérias-primas químicas da Polônia, a empresa fabrica borrachas de SBR (butadieno-estireno) e de polibutadieno, com tecnologia avançada à base de neodímio, as quais se destinam à produção de pneus de alto desempenho e que apresentam resistência superior a cargas dinâmicas e à abrasão, possibilitando aos automóveis maior economia no uso de combustíveis.

Outra empresa de destaque no setor da borracha presente à Expobor 2012 será a Rhodia. Atualmente, pertencente ao grupo Solvay, a empresa mais uma vez chamará a atenção para a importância dos pneus “verdes”, cujas bandas de rodagem são fabricadas com sílicas de alto desempenho produzidas pela Rhodia.

Atuando no campo das inovações sustentáveis há vários anos, a empresa já procura atender às exigências que serão feitas em países da Comunidade Europeia, estabelecendo obrigatoriedade de classificação e etiquetagem de pneus com informações sobre os níveis de resistência apresentados ao rolamento e a capacidade de aderência em pisos molhados.

As sílicas de alto desempenho cumprem função importante nas bandas de rodagem dos pneus. Além de contribuírem para a sua maior durabilidade, reduzem a resistência ao rolamento, propiciando, consequentemente, reduções no consumo de combustíveis.

Na Europa e na Ásia, as sílicas de alto desempenho já ocupam posições de liderança no mercado de pneus, enquanto na América Latina a tendência aponta para o seu maior uso nos próximos anos.

Menos intenso– Um ritmo moderado de crescimento embalou o desempenho da indústria de artefatos de borracha em 2011. A parcela de participação das montadoras e sistemistas no consumo desses materiais apresentou retração de

Plástico, Ademar Queiroz do Valle, diretor executivo da Abiarb, Expobor 2012 - Décima edição promete ser a maior de sua história
Ademar Queiroz do Valle: indústria de artefatos de borracha lucrou pouco

4%, passando de 58% em 2010, para 54% em 2011, de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha. Maiores usuários de artefatos de borracha, as montadoras e os sistemistas atuam como reguladores do desempenho do setor da borracha, determinando boa parte da demanda.

O crescimento mais tímido na produção interna de artefatos, porém, não causou impacto mais drástico sobre as finanças, pois o faturamento nominal da indústria de artefatos de borracha alcançou US$ 2,72 bilhões em 2011, ou seja, 8% superior ao montante de 2010, no valor de US$ 2,51 bilhões.

“O ano de 2011 foi nominalmente positivo, mas, sob o ponto de vista da lucratividade, foi pouco animador. Trabalhávamos com projeções de crescimento em torno de 10% até 11% nominais, o que corresponderia a 4% até 5% de crescimento real, enquanto, de fato, apenas alcançamos 1,5% de crescimento real, descontados os 6,5% da inflação”, avaliou Ademar Queiroz do Valle, diretor executivo da Abiarb.

Em 2011, a indústria petrolífera, pela primeira vez, passou a figurar nas estatísticas do setor, respondendo por uma fatia de participação de 6% sobre o consumo total de artefatos de borracha no mercado brasileiro. Enquanto a indústria automotiva foi responsável por um declínio de 4% no consumo dos artefatos de borracha, as indústrias de mineração e de siderurgia passaram a responder por uma fatia 1% maior em participação, passando de 8% em 2010, para 9% em 2011.

Para 2012, as perspectivas sinalizam cenários de crescimento ainda moderados. “Perante as crises europeia e americana, cujas consequências são imprevisíveis, a possibilidade de repetirmos os resultados de crescimento de 2011 já é considerada satisfatória”, avaliou o diretor.

A desaceleração no ritmo de crescimento do setor de artefatos de borracha brasileiro em grande parte pode ser atribuída ao menor crescimento nas vendas internas de automóveis, somado ao aumento das importações de autopeças.

A expectativa da indústria automotiva era alcançar níveis de produção de 3,8 milhões de unidades em 2011, projetando, para isso, significativos aumentos nas demandas nos mercados interno e externo. A produção, no entanto, deverá se posicionar aquém dessas expectativas, devendo alcançar 3,15 milhões de unidades, em 2011, enquanto, em 2010, a produção de veículos correspondeu a 3,38 milhões de unidades.

As causas do desempenho mais moderado em relação às projeções iniciais podem ser múltiplas. Mas uma das razões é atribuída ao déficit na balança comercial da indústria de autopeças.

Números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do governo brasileiro no final do ano passado indicaram que o déficit da indústria de autopeças já havia ultrapassado a marca dos R$ 7 bilhões no acumulado do ano, no período de janeiro a outubro de 2011. Ou seja, nos dez primeiros meses do ano que passou, de acordo com informações divulgadas pelo Sindicato da Indústria de Autopeças, o déficit na balança comercial do setor já havia alcançado 29,35%, com as importações registrando alta nesse período de 22,22%, enquanto as exportações somavam crescimento de 19,38%.

Superavitário no passado, o setor de autopeças brasileiro tem enfrentado sucessivos déficits na balança comercial nos últimos anos. Em 2010, enquanto as importações somaram US$ 13,1 bilhões, as exportações alcançaram receita de US$ 9,6 bilhões.

Os principais países de origem das importações brasileiras de autopeças são o Japão, a Alemanha e os Estados Unidos. Da lista de autopeças importadas, algumas das principais são as caixas de marchas, os acessórios para carroçarias, as caixas de transmissão, os motores de pistão, os redutores, os freios, os controladores eletrônicos, as juntas e as gaxetas fabricadas com borracha vulcanizada e não-endurecida, entre outras.

Pesquisa elaborada pela empresa de consultoria KPMG International, e divulgada no início deste ano, estimou, no entanto, que o Brasil poderá vir a ser o terceiro maior mercado mundial do setor automotivo a partir de 2016. Tal projeção se baseia no aumento das exportações que alcançariam mais de um milhão de veículos por ano a partir de 2017. Até 2011, o Brasil era considerado o quinto maior produtor mundial do setor automotivo.

Enquanto algumas montadoras instaladas no país há várias décadas registraram níveis de crescimento nas vendas menores do que o esperado no mercado interno em 2011, outras, como as montadoras asiáticas, instaladas mais recentemente, puderam comemorar resultados de vendas mais positivos.

Novas estratégias definidas por grandes montadoras, direcionadas à produção de carros globais, bem como à produção de veículos mais alinhados com a sustentabilidade, expansão na produção de veículos pesados e coletivos, incremento nas exportações, entre outras, poderiam, entretanto, compor um pacote de medidas para ajudar o país a conquistar melhores posições nos próximos anos no setor de artefatos de borracha.

Eventos paralelos – A Expobor 2012 contará com eventos paralelos especiais também neste ano. No dia 13 de abril, das 9 às 19 horas, será realizada a 6ª edição do Encontro Nacional da Borracha Natural, reunindo especialistas e convidados nacionais e internacionais que irão discorrer sobre as perspectivas para a indústria mundial da borracha nos próximos dez anos, apresentando novas ideias para implementar maior desenvolvimento a esse setor.

Estruturado em painéis para a apresentação de temas específicos e mesa-redonda, o evento seguirá a seguinte programação. No painel “Economia – O Setor da Borracha na Próxima Década”, serão focalizadas as borrachas sintéticas e a natural, com projeções e comentários sobre o que poderá acontecer nos próximos anos nesse setor. No painel “Agricultura – Certificação Agrícola na Heveicultura”, deverá ser apresentada cartilha orientando para a certificação da borracha natural, produzida por grupo internacional de especialistas.

Na mesa-redonda será discutido o cenário socioeconômico para a produção da borracha natural, bem como apresentadas propostas para solucionar os principais problemas enfrentados por essa cadeia produtiva. Ao final das apresentações e debates deverá ser redigido documento a ser entregue à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para impulsionar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, lideranças do setor pleiteiam criar uma unidade de pesquisa voltada à heveicultura em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O 6º Encontro Nacional da Borracha Natural é uma iniciativa da Natural Comunicação e conta com o apoio da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor).

Além desse encontro, a Expobor 2012 também abriga o 14º Congresso de Tecnologia da Borracha. De 11 a 12 de abril, o evento conta com extensa programação de palestras e será organizado pela Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha. Acompanhe a seguir algumas novidades que serão apresentadas pelos expositores durante a Expobor 2012.

 

 

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Confira também: Expobor 2012 – Os destaques da feira

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