Petróleo & Energia

Etanol – Produtividade agrícola cai e importação aumenta para abastecer frota nacional – Perspectivas 2018

Hamilton Almeida
14 de fevereiro de 2018
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    seu valor ambiental, o produto nacional recebe um prêmio. A abertura brasileira a importações também tem resultado num volume considerável de importações de etanol. As exportações em 2017/18 devem somar 1,44 bilhão de litros, e as importações, 1,75 bilhão de litros.

    De acordo com Nastari, os preços do etanol têm se mantido em patamares razoavelmente competitivos com a gasolina, o que tem resultado em um volume mensal de consumo de etanol hidratado superior a 1,4 bilhão de litros. O produto usado como combustível puro na frota flex tem o seu consumo concentrado nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná.

    “Apenas nos últimos 30 dias, o preço do etanol anidro ao produtor subiu 9,4%, para R$ 1,8 por litro, e o preço do etanol hidratado subiu 7,8% para R$ 1,75 por litro, livre de impostos”, declarou, no final de dezembro.

    Indagado sobre projetos de investimento em usinas, ele responde que continuam a existir, embora limitados, na área industrial, para aumento da capacidade de diversificação entre açúcar e etanol, e na cogeração de energia. Na área agrícola, em mecanização da colheita e plantio, e em tecnologias modernas de plantio e tratos culturais por georreferenciamento, drones, e outras tecnologias que poupam mão-de-obra.

    Pádua sustenta que os investimentos existentes são para manutenção e acontecem todos os anos: reformas nos canaviais e troca de implementos e veículos. “Se gasta mais de R$ 7,5 mil por hectare para renovar a cana. 18% da área plantada tem que ser renovada. Estes são investimentos de rotina, representam cerca de 25% do faturamento total. Não estão havendo investimentos em novas plantas. A capacidade está estática”, acentua.

    Novidades tecnológicas também continuam em pauta. Nastari menciona a expectativa de lançamento dos veículos híbridos flex, capazes de utilizar etanol, a partir dos lançamentos de 2019. “Esta tecnologia e, no futuro, as células a combustível movidas a etanol, devem revolucionar e valorizar ainda mais o uso do etanol combustível de baixa pegada de carbono produzido e consumido no Brasil”, assinala.

    Com relação às possibilidades de aproveitamento do etanol (e do açúcar) como insumos industriais químicos ou biotecnológicos, observa que há “enorme potencial”. E acrescenta: “Se o setor não tivesse enfrentado a crise de preços causada pelos subsídios de preço da gasolina, com certeza estaria mais avançado nesta área”.

    Pádua concorda: “Esse negócio tem potencial, mas está basicamente estagnado porque as grandes transações são para fins carburantes. Este segmento representa de 4% a 5% do mercado global e não tem experimentado grandes alterações”.

    A Unica dimensiona o comércio carburante em 26 bilhões de litros; não carburante, 1 bilhão de litros. O Brasil exporta 1,5 bilhão de litros de etanol (e importa volume semelhante). A produção nacional de açúcar é da ordem de 38 milhões de toneladas/ano – 2/3 são exportadas (28 milhões de toneladas).



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