Plástico

Estudo do governo federal suscita investimento em nanotecnologia

Plastico Moderno
19 de dezembro de 2012
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    O equipamento opera com velocidade de 1.000 m/minuto, em até cinco linhas de impressão, caracteres de 5 até 32 pontos, com resolução de impressão de 71 dpi, em 31 diferentes idiomas. Imprime códigos de barras uni e bidimensionais (Datamatrix), e pode, opcionalmente, dispor de módulo ultrarrápido para imprimir com maiores velocidades.

    Divulgação

    A nova impressora foi concebida segundo a norma europeia RoHS, que exige a eliminação de alguns metais pesados das tintas usadas nesse tipo de impressora. O equipamento utiliza mais de 80% de materiais recicláveis, opera também com novas tintas multiuso sem acetona e sem MEK (metil etil cetona) na composição e requer baixo consumo de energia. Opera com cartuchos de tinta que possibilitam imprimir até 90 milhões de caracteres por litro, traz nova interface de usuário com tela touchscreen de 7 polegadas e oferece exibição em tempo real e monitoramento de consumo, entre outras características.

    Ao andar pelas calçadas, as pessoas se deparam de forma constante com tampas metálicas de bueiros colocadas pelas companhias de saneamento básico. De vez em quando, também é possível encontrar nas ruas grandes cilindros de concreto, a serem usados por essas empresas em futuras obras. Essas instalações são chamadas de poços de visitas e têm como objetivo armazenar o esgoto a ser tratado em recipientes instalados a cada 80 (pode chegar até 100) metros, para desobstruir as canalizações usadas na operação.

    Em um passado longínquo, esses poços eram feitos de tijolos. O concreto ganhou espaço nas últimas décadas. Na Europa e em alguns outros países mundo afora, há alguns anos o plástico entrou na concorrência como matéria-prima para a produção desses poços. No Brasil, graças à iniciativa da Braskem, fornecedora de polietileno linear de baixa densidade, e da Asperbrás e da Brinquedos Bandeirante, transformadores, o plástico começa a ser aproveitado nessa aplicação.

    “Nossa área de inovação sempre mapeia a possibilidade de uso do plástico em novas aplicações”, conta Jorge Alexandre da Silva, coordenador de projetos de desenvolvimento de mercado do polietileno da Braskem. Ele explica que a fabricação de poços de visita por meio do processo de rotomoldagem apresenta muitas vantagens em relação ao concreto.

    Para o executivo, a qualidade dos poços feitos de concreto deixa a desejar. “Os cilindros de concreto usados são ligados com materiais de vedação usados na construção civil. Com o tempo, essas vedações se deterioram e provocam vazamentos que contaminam o meio ambiente, em especial em regiões onde existem lençóis freáticos”, diz. Além disso, esses cilindros são muito pesados, difíceis de serem transportados e manuseados.

    “As peças rotomoldadas, por sua vez, são monoblocos, não vazam e são mais fáceis de serem instaladas.” Silva garante que o investimento necessário para o uso do plástico é competitivo. “O polietileno é mais caro que o concreto, mas, levando-se em conta o custo de instalação e manutenção, o plástico é mais econômico. A economia cresce em áreas próximas dos lençóis freáticos.” Os poços feitos de plástico se assemelham a grandes garrafas, com diâmetro de um metro e altura de 1,5 a 2,5 metros. De acordo com dados da Braskem, um poço de visita de concreto pesa cerca de 700 kg, enquanto um de polietileno pesa 70 kg.

    Desde a ideia de trazer a técnica ao Brasil até o lançamento da peça, foi necessário um período de maturação e investimentos em pesquisa e desenvolvimento da fabricante de resinas e demais envolvidos. O projeto também contou com a colaboração da Sabesp, companhia de saneamento básico do estado de São Paulo, que ajudou na produção das normas que determinam os requisitos básicos das peças.

    Durante meses foi desenvolvida a resina ML360U, de alto desempenho, que chegou ao mercado no final de 2008. “Os polietilenos comuns têm como base os comonômeros de buteno. A versão usada nos poços tem como base o hexeno”, informa. Essa característica proporciona propriedades mecânicas e químicas diferenciadas. “A resina apresenta maior resistência ao impacto, à pressão e aos componentes agressivos que compõem o esgoto.”

    O potencial de mercado é gigantesco. “O esgoto é tratado em 45% do território nacional. Outros 55% necessitam de redes de tratamento”, informa. Para suprir a carência, é necessária a construção de uma rede com 180 mil quilômetros de extensão. “Serão necessários 1,8 milhão de novos poços, sem falar nas substituições dos antigos”, calcula. Para abastecer o mercado, Silva calcula ser necessária a instalação de plantas de transformação em diferentes regiões. Como são peças de grande porte, fica difícil transportá-las em um país com dimensões continentais.

    As primeiras experiências do uso de poços rotomoldados já estão em andamento. A oz do Brasil, empresa de soluções ambientais da Organização Odebrecht, também com participação acionária na Braskem, é pioneira. O projeto de saneamento da empresa em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, pretende universalizar os serviços de abastecimento de água e de esgoto em cinco anos. Ao longo desse período, lá serão instalados cerca de 4 mil poços de visita rotomoldados. Outras empresas de saneamento básico estão fazendo consultas e demonstram interesse em adotar a solução.



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