Ferramentaria Moderna

Especialistas em soldas para reparo de moldes batalham pela sobrevivência da atividade

Plastico Moderno
21 de dezembro de 2012
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    Sem falsa modéstia, o diretor exalta a excelência alcançada pela empresa na hora de prestar serviços. Ele enumera alguns diferenciais. “Comecei minha carreira como projetista de moldes para injeção de plástico. Isso me ajuda a compreender os problemas enfrentados pelos clientes, conheço todos os detalhes dos projetos”, ressalta. A estrutura da empresa também é enaltecida. “Temos capacidade de prestar serviços em nossas empresas ou na fábrica do cliente, quando necessário.”

    Toda essa estrutura não tem trazido os resultados esperados. Segundo ele, o mercado está péssimo. Houve queda de 50% nos trabalhos voltados para a indústria do plástico. A concorrência predatória é a principal causa das dificuldades. “Os clientes não pensam na qualidade na hora de contratar os serviços de uma empresa de solda, preocupam-se mais em realizar um leilão”, reclama.

    Para Duca, isso ocorre porque hoje em dia qualquer profissional com um pouco de experiência em solda compra uma máquina e sai por aí oferecendo serviços a preços aviltantes. “Do jeito que a coisa vai, daqui a alguns anos não teremos boas empresas no setor e aí os clientes que hoje escolhem os fornecedores pelo preço vão se arrepender”, dispara. A importação desenfreada de produtos chineses, que tanto atrapalha a indústria brasileira, também não ajuda nada, reclama o diretor da empresa.

    Diversificação – A forte pulverização do mercado também afeta a Chaves Soldas, especialista em solda TIG há vinte anos no mercado. A empresa, de São Bernardo do Campo-SP, aposta na diversificação para se manter saudável. Além de prestar serviços para ferramentarias de moldes para plásticos e estampos, realiza trabalhos para empresas dos mais diversos segmentos econômicos e conta com atividade paralela, a construção de tanques de armazenamento para combustível.

    O gerente comercial Ricardo Chaves se queixa muito dos profissionais que adquirem uma máquina e saem por aí prestando serviços de má qualidade a preços aviltantes. Ele dá uma ideia das dificuldades geradas pela concorrência desenfreada. “Até 2008, 80% de nosso faturamento vinha das ferramentarias. Hoje este número está em 40% e a tendência é de em um futuro próximo chegar a 10%”, explica. Também fala sobre a queda de rentabilidade. “Em um trabalho para ferramentarias no valor de R$ 4 mil, nosso lucro é de R$ 1,5 mil. Quando fazemos um tanque de R$ 4 mil, lucramos R$ 3 mil.”

    Além dos prestadores avulsos do ramo, ele se queixa dos problemas resultantes da importação desenfreada de produtos asiáticos. “A encomenda de moldes caiu muito, muitas ferramentarias da região do ABC paulista estão falidas”, diz. De acordo com Chaves, o nicho que ainda sobrevive é o de reparo das ferramentas. Desta vez, muito graças aos produtos chineses. “Uma fornecedora do setor automobilístico adquiriu um lote grande de moldes da China”, conta. “As peças desses moldes não passaram pelo tratamento térmico adequado durante a sua construção e começaram a sofrer danos por desgaste; agora a empresa tem nos contatado para fazer a manutenção”, exemplifica.

    O gerente também acredita que no futuro os clientes não terão mais como encontrar empresas de solda preocupadas com a qualidade dos serviços prestados. Faltam incentivos para elas continuarem investindo e uma boa estrutura custa caro. “Nós temos uma frota de catorze carros dotados com equipamentos e mantemos doze soldadores. Dessa forma, conseguimos prestar serviços nas plantas dos clientes. Corremos risco, precisamos gastar muito com os seguros e a manutenção desses veículos”, diz. Além disso, a empresa investe na formação de profissionais, forma os jovens para abastecer seu time de colaboradores. “Se não houver rentabilidade razoável, podemos tomar novos rumos; seremos obrigados a partir para outro empreendimento.”

    Pioneiras – No Brasil ainda é incipiente a utilização de solda a laser. Prestadoras do serviço começam a pipocar em regiões próximas aos polos ferramenteiros. No mercado desde 2008, a Laser Soldas, de São Bernardo do Campo-SP, autoproclama-se pioneira no Brasil no reparo de moldes com essa tecnologia.

    Divulgação

    Darri: solda a laser garante menor distorção da peça

    Daniel Darri, responsável técnico, fala sobre a estratégia da empresa: “Fomos criados para dar aos clientes a opção de recuperar moldes, evitando a necessidade de gastos com a confecção de peças novas.” De acordo com o profissional, para atingir o objetivo, conta com profissionais experientes e equipamentos de ponta. “Utilizamos equipamento a laser
    tipo YAG-1064. Fazemos trabalhos em moldes de diversos tamanhos e de todos os tipos de matéria-prima”, informa.



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    2 Comentários


    1. FERNANDO PACIFICO

      CONCORDO EM NÚMERO GENERO E GRAU COM A REPORTAGEM, TRABALHO Á 20 ANOS REPARANDO MOLDES PLÁSTICOS, SOU QUALIFICADO PELO SENAI EM SOLDAS, FERRAMENTARIA, ETC. E ESTÁS QUESTOES LEVANTADAS COMO CHINA, QUALIFICAÇAO DOS PROFISSIONAIS, PROFISSIONAIS LIBERAIS QUE TRABALHAM SEM NOTAS FISCAIS, ATRAPALHAM QUEM TEM QUE PAGAR POR DOCUMENTAÇAO PARA MANTER A EMPRESA LEGALIZADA, DOCUMENTAÇAO DE SEGURANÇA POR EXEMPLO (EPIS), NORMAS DAS EMPRESAS CPMO, ETC, QUE SÃO CARAS,
      OBRIGADO PELO ESPAÇO


    2. Macnamara

      Concordo plenamente com o argumento do site! Mesmo hoje, sendo um estudante de Tecnologia em Processos de Soldagem rumo ao mestrado, sei que muitos não levam o reparo em moldes a sério. Já trabalhei em uma empresa do sul do Brasil, que quase encerrou suas atividades devido ao mal uso do processo para reparos em uma cavidade de uma empresa multinacional. O soldador reparador não procuro nem saber qual a composição química do metal de base e nem do de adição. Muitos não percebem a gravidade de não estudar os procedimento e parâmetros de soldagem correto.

      Quem qualifica o “cordão” de solda? quais especificações (código) seguir e consultar?
      e a RQPS? as empresas exigem isso do prestador de serviços, que irá realizar o reparo?

      Os qualificados da área devem se unir, pois mesmo realizando simples reparos em moldes de injeção plástica carregamos vidas e empregos em nossas mão e consciência.



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