Especial máquinas – Sopradoras – Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre

Plástico Moderno, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre

Depois de um primeiro semestre excelente, as vendas de sopradoras, tanto as convencionais como as voltadas para o mercado de PET, caíram um pouco nos últimos meses do ano. Nada muito alarmante, dizem os fornecedores. Os resultados do ano ainda serão bons. Depois de um período excepcional, iniciado no segundo semestre de 2009, a queda, para os representantes do setor, está dentro das expectativas. É difícil se manter num patamar de negócios tão elevado por longo prazo e esperava-se um arrefecimento. O grande endividamento das classes média e baixa nos últimos tempos não colabora e interrompeu por um tempo o entusiasmo dos transformadores interessados em equipar suas fábricas.

O cenário internacional também influencia. As dificuldades vividas por alguns países europeus, casos da Grécia, Portugal, Espanha e Itália, as consequências do tsunami no Japão e a recuperação tímida da economia dos Estados Unidos reforçam a perspectiva de agravamento da crise econômica mundial. Por tabela, abalam a confiança dos empresários nacionais. Apesar do cenário um tanto incerto, o próximo ano é esperado com boa dose de otimismo.

Qualquer que seja a aplicação desejada, os clientes das fornecedoras de sopradoras nos últimos tempos têm demanda parecida. Quase todos procuram por máquinas com alta capacidade produtiva e elevado índice de automação. Para atender aos pedidos, os fabricantes nacionais procuram sofisticar seus lançamentos. Muitos apresentaram modelos com características mais avançadas na edição da Brasilplast realizada em maio, outros aproveitam a passagem do ano para mostrar novidades.

Na disputa entre nacionais e importadas, as fábricas brasileiras dos modelos convencionais, por enquanto, não sofrem tanto como ocorre no caso de outros equipamentos, em especial as injetoras. As sopradoras asiáticas chegam por aqui de forma tímida, embora algumas marcas contem com representantes comerciais satisfeitos com os resultados obtidos. O atendimento pós-venda, essencial no caso das sopradoras, é barreira difícil de ser transposta pelos importadores de equipamentos com “olhos puxados”, dizem os fornecedores brasileiros. A afirmação, é lógico, não encontra eco entre os representantes de marcas asiáticas.

O preço cobrado pelos fabricantes norte-americanos e europeus “entusiasma” apenas os compradores interessados em máquinas com características sofisticadas. Entre os modelos vindos do exterior, os voltados para o mercado de PET merecem destaque. A Pavan Zanetti e a Romi, importantes fabricantes nacionais, entraram em 2009 nesse mercado com a intenção de abocanhar fatia considerável. Chama a atenção, também, a presença de importadores de equipamentos de injeção/sopro destinados à transformação de outras matérias-primas, mercado com bom potencial de crescimento.

Nova fábrica – Há 45 anos no mercado e mais conhecida fabricante nacional de sopradoras, a Pavan Zanetti tem motivo especial para comemorar neste final de ano. A empresa vai inaugurar, nas próximas semanas, sua nova sede, localizada às margens da rodovia Anhanguera, em Americana-SP. A fábrica conta com área construída de 13.200 m², cerca de 10.000 m² a mais em relação à sede atual. O novo prédio permite a expansão das linhas de produção e a empresa estuda os investimentos necessários para a aquisição de novas máquinas operatrizes. O aporte necessário para a realização do projeto deve chegar a R$ 15 milhões até a conclusão da nova sede.

Plástico Moderno, Newton Zanetti, Diretor de marketing, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre
Zanetti comemora ida para sua ampla nova sede

De acordo com Newton Zanetti, diretor de marketing, os resultados das vendas de sopradoras convencionais serão inferiores a 2010. “Essa queda se deve ao abastecimento forte de máquinas no setor nos últimos dois anos e a uma diminuição do índice de confiança do empresariado, aliado, creio, ao grande endividamento das classes média e baixa, que consumiram além de suas necessidades”, avalia. Para o diretor, com a redução do quadro de endividamento, o mercado voltará a melhorar. “Para o próximo ano, tenho confiança de que atingiremos um melhor volume de vendas, se bem que eu ainda desconfio que o volume será menor do que no período 2009/2010, que foi excelente”, resume.

Para a Pavan Zanetti, a maior procura por sopradoras convencionais está focada em máquinas de até cinco litros para embalagens voltadas aos setores de higiene e limpeza, cosméticos e farmacêuticos. “São máquinas com grande capacidade de produção e automatismo total”, diz. Elas funcionam apenas com um operador em cada linha de produção. “Após o sopro, essas embalagens seguem em linha para teste de microfuros, rotulagem e ensacamento”, explica.

Entre as convencionais, o lançamento mais recente da empresa foi feito durante a Brasilplast. Trata-se da série HPZ, de sopro por acumulação, para peças de porte médio, com até 50 litros. Entre as novidades da linha, cabeçotes de troca rápida de cores, sistema de rotação da extrusora para troca rápida de ferramental e troca de moldes, e saída lateral para futura rebarbação. É ideal para bombonas, autopeças e produtos industriais. “A série nasceu com quatro modelos, no momento estamos fornecendo somente a HPZ 300, máquina de porte médio, que atende a uma grande gama de produtos”, diz.

Em relação ao segmento de equipamentos para PET, o diretor de marketing da Pavan Zanetti avalia o comportamento das vendas de forma similar ao das unidades convencionais. Neste nicho, a empresa produz máquinas para embalagens de água mineral natural ou gaseificada, de produtos de higiene e limpeza e, em menor escala, de cosméticos. “Não temos recebido pedidos de sopradoras para novos segmentos, mas sabemos que o PET já alcançou todos os setores do mercado e disputa corpo a corpo com o polietileno. Já ganhou muito espaço do PVC e do polipropileno”, explica.

Também na Brasilplast, a empresa mostrou a sopradora de pré-formas modelo PETMatic 3C/2L, com capacidade para até três mil frascos de 500 ml por hora. A máquina tem eixos giratórios deslizantes e sistemas de aquecimento de pré-formas por seções verticais, o que facilita a regulagem da temperatura e a distribuição uniforme de calor. O sistema de fechamento da unidade porta-molde é acionado por cilindro pneumático, com braçagem de cinco pontos, características responsáveis por oferecer alta velocidade e grande força de fechamento. O sistema automático de retiradas dos frascos inclui garras com acionamento pneumático e amortecimento. Como opção, pode agregar esteiras transportadoras para direcionamento a estágios posteriores.

“Também para PET, ainda temos os modelos JS 4000 e JS 6000, importados e preparados por nós, cuja produção em 500 ml é de quatro mil e seis mil frascos por hora”, acrescenta. São máquinas automáticas, de simples operação, fornecidas com alimentador automático de pré-formas e, como item opcional, sistema de recuperação de ar de alta pressão. “Está em nossos planos lançar máquinas fabricadas aqui com capacidades maiores de produção, porém nada efetivo pode ser anunciado ainda.”

Dentro das expectativas – Há muitos anos com atuação de destaque no segmento de injetoras, a Romi resolveu entrar para o campo das sopradoras por meio de aquisições. Em 2008, adquiriu toda estrutura comercial e industrial da JAC, empresa que estava instalada em Americana-SP. No ano seguinte, comprou a família completa de sopradoras para pré-formas de PET da Digmotor. Dessa forma, passou a oferecer linha bastante diversificada de máquinas do gênero.

“As vendas de máquinas sopradoras em 2011 estão dentro das nossas expectativas. Seja para sopradoras convencionais, seja para sopradoras para PET, ambos os segmentos têm tido demandas semelhantes”, diz Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas. O mercado voltado para o PET merece destaque especial. “Ele continua em ascensão. Além das aplicações já consagradas da garrafa PET para água e refrigerantes, os frascos também estão ganhando força no envase de produtos de higiene, limpeza, cosméticos e alimentos.”

Plástico Moderno, Hermes Lago, Diretor de comercialização de máquinas, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre
Lago credita destaque especial ao segmento de frascos de PET

A empresa não informa o número de sopradoras que comercializa, mas revela o total de unidades vendidas para a indústria de plástico. Nos nove primeiros meses de 2011, foram negociadas 326 máquinas, entre injetoras e sopradoras. No mesmo período do ano passado, esse número foi de 314. Apesar do crescimento, há redução nas vendas no terceiro trimestre. Este ano, entre julho e setembro, foram fornecidas 96 máquinas, contra 112 no mesmo período de 2010. O número também é menor quando comparado com o segundo trimestre de 2011, quando foram comercializados 129 equipamentos.

De acordo com Lago, a empresa tem se esmerado para atender à demanda do mercado, ávido por modelos dotados com bom desempenho, tecnologia e produtividade. Entre as novidades, uma linha de máquinas convencionais prestes a chegar ao mercado, com capacidade de sopro para volumes de três a cinco litros. “Nessa linha estamos focando um maior controle e confiabilidade no ajuste do parison, garantindo melhor qualidade e produtividade, além de melhor aproveitamento energético”, informa.

Entre as máquinas para PET, destaque para o modelo PET 425, lançado na última Brasilplast, que permite automação total, desde a alimentação, transporte das pré-formas, até a retirada dos frascos para a linha de envase e armazenamento. “A máquina chega a produzir até cinco mil frascos de 500 ml por hora”, diz. A capacidade volumétrica do equipamento é maior: chega até 2,5 litros. Projetada para moldes de quatro cavidades, a PET 425 incorpora acionamentos pneumáticos e elétricos. Por conta da não utilização de componentes hidráulicos, evita contaminação. Por essa razão, é ideal para operar em ambientes limpos e para a produção de embalagens de bebidas, alimentos e cosméticos.

Elétricas – O lançamento dos primeiros modelos de máquinas elétricas fabricadas no Brasil é a grande novidade da Multipack Plas, empresa nacional com sede em Osasco-SP. Fundada em 1995, ela começou trazendo ao Brasil sopradoras italianas. Em 1999, entrou no mercado de retrofiting. Há sete anos se tornou fabricante, atividade na qual se firmou nos últimos três anos. “Eu e meu sócio, Mauro Andraus, técnico com muita experiência e várias passagens em grandes empresas do setor, resolvemos investir na produção de máquinas com tecnologia top”, informa Ulisses Fonseca, diretor comercial.

Nos três primeiros anos como fabricante, a empresa contou apenas com dois clientes, dois transformadores bastante conhecidos do mercado, a Logoplast e a Sinimplast. Hoje, Fonseca se orgulha de seu sucesso comercial. “Estamos dobrando ano a ano nos últimos três anos. Nossa linha de produção está lotada até o próximo mês de março”, diz.

Plástico Moderno, Ulisses Fonseca, Diretor comercial, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre
Novos projetos de Fonseca envolvem sopradoras elétricas

As vendas, nos últimos meses, diminuíram. Não o suficiente para afetar o otimismo do dirigente. “O Brasil não tem muito com o que se preocupar, as vendas vão voltar ao normal no próximo ano. No momento, estamos preocupados em entregar as encomendas”, avalia. Ele acredita muito no potencial de mercado dos modelos elétricos, pelas vantagens que apresentam. “A sopradora elétrica proporciona economia de 30% a 45% de energia, além de trabalhar de forma limpa, sem a presença de óleo”, justifica. Três máquinas do gênero já foram comercializadas e estão em fase de produção. Os equipamentos contam com componentes eletrônicos fabricados pela alemã Moog, com quem a Multipack Plas fechou acordo de fornecimento pelo prazo de três anos.

Quando o assunto são as máquinas convencionais, o foco da fabricante de máquinas são as construções de maior porte. “Nessa faixa, brigamos com as importadas europeias”, garante. A empresa oferece a linha Autoblow, nas versões 600, 1000 e 30 litros com mesa dupla. A Autoblow 1000 é apontada como a máquina com maior curso de deslocamento feita no país. “Tem 1.100 mm de curso, com 30 toneladas de força de fechamento”, informa. Para o diretor, outro diferencial da linha de máquinas é a estrutura monobloco, mais rígida e capaz de proporcionar maior qualidade aos frascos produzidos.

O sistema de fechamento, patenteado, combina alavancas contrapostas com colunas de apoio livre nas extremidades. O recurso permite sempre a força de fechamento total aplicada no centro da placa. Outra característica interessante fica por conta da operação em cima de guias lineares, apoiadas em barramento. Esse sistema elimina problemas de empenamento dos carros em balanço apoiados em tirantes e perda de força de fechamento.

Consolidação – A Pintarelli, empresa sediada em Blumenau-SC, participa do segmento de máquinas de extrusão contínua há mais de dez anos. De acordo com o diretor Carlos André Pintarelli, os bons resultados obtidos desde o ano de 2010 foram importantes para a história da empresa. “O ano passado foi o da recuperação do ritmo de vendas e trabalho. Foi também o ano de consolidação de nossas máquinas, passamos a ser reconhecidos como fabricantes e atingimos uma participação no mercado nacional em torno de 8%”, garante.

Pintarelli calcula contar com mais de cinquenta máquinas instaladas em clientes de diferentes setores, com destaque para os de embalagens para produtos de higiene e limpeza, cosméticos e itens hospitalares. O ano de 2011, em particular, foi bastante positivo. “Tivemos um crescimento de vendas de 12% em relação a 2010”, informa. Para atingir esse objetivo, a empresa vem investindo na aquisição de equipamentos de usinagem e na qualificação profissional de seus colaboradores. Para o próximo ano, as perspectivas são otimistas. “Esperamos atingir o mesmo percentual de crescimento”, avalia.

Entre os modelos oferecidos, um de boa aceitação é o Sopratica 3600 S, de mesa simples e cinco cavidades, com 80 mm entre centros. O equipamento conta, como principal característica, com acionamento direto da rosca por motorredutor, em substituição ao sistema de correia e polia. Dotado com rosca de 50 mm de diâmetro e capacidade de extrusão de 54 kg/h de PEAD, comporta produção da ordem de 1.800 frascos por hora.

Made in Ásia – A Meggaplástico foi criada em 2006. É a divisão responsável pela comercialização de máquinas para a indústria de plástico do grupo Megga, representante no Brasil de várias marcas de equipamentos internacionais. Ela oferece ao mercado brasileiro as sopradoras convencionais da chinesa Invex, e as sopradoras para PET da taiwanesa Chumpower.

A importadora não tem queixas do atual momento do mercado. “As vendas de sopradoras em geral seguem crescentes e positivas”, informa o diretor comercial Marcelo Pruaño. Esse ano, em relação ao ano de 2010, os negócios cresceram 18%. “A projeção para o próximo ano é de novamente crescer perto dos 20%”, analisa. De acordo com o executivo, os modelos mais procurados são os voltados para a produção de embalagens, em especial para as indústrias de alimentos, farmacêutica e de limpeza. “Vários segmentos buscam alternativas de equipamentos e aumento de produção”, emenda.

As linhas de máquinas Invex são bastante abrangentes, contam com modelos para peças dos mais variados volumes. Entre elas, a série HFBC, com mesa simples para de dois a doze litros e até seis cabeçotes. A série HFBA conta com mesa dupla nas mesmas capacidades. A FT é indicada para volumes e ciclos menores, com capacidade de 200 ml a 220 litros, com cabeçotes de simples a sêxtuplos. “As máquinas da série contam com guias lineares, indicadas para movimentos precisos e rápidos”, diz Pruaño.

A marca também oferece a série HC, para volumes acima de 12 e até 160 litros. “Um lançamento previsto para os próximos meses será a sopradora para volumes acima de dez litros com servomotor, que permite redução significativa de consumo de energia e melhoria nos tempos e movimentos”, acrescenta.

Com a marca Chumpower, voltada para o mercado de PET, a empresa oferece unidades para a produção de mil a 24 mil garrafas por hora com volumes de 200 ml a 20 litros e sistemas totalmente automáticos da alimentação de pré-formas à retirada do frasco. Destaque para a máquina CPSBCS 4000, com capacidade para quatro mil garrafas por hora, uma das mais procuradas no mercado brasileiro. “A linha de bebidas carbonatadas ainda é muito forte quando falamos em equipamentos para PET. Mas outros mercados estão se distinguindo, em especial os de embalagens de produtos para higiene pessoal, que apresentam grande potencial para os próximos anos”, explica.

Um ano bom – O grupo Krones, com sede na Alemanha, apresenta-se como líder mundial no fornecimento de máquinas e soluções completas para a indústria de bebidas, com crescente atuação em outros setores como os de alimentos, cosméticos, farmacêutico e químico. No Brasil, possui uma unidade desde 1976, em Diadema-SP, onde fabrica equipamentos para linhas completas de enchimento e embalagem.

Um dos destaques da empresa é o fornecimento de sopradoras para o mercado de PET. “Em 2011, apesar de algumas oscilações do mercado, a Krones apresentou desempenho bastante satisfatório na venda de sopradoras”, revela Nelson Ferreira Junior, gerente de vendas do escritório brasileiro. Ele reconhece um desaquecimento concentrado em meados do ano, mas informa ter havido uma recuperação nos meses seguintes.

“De forma geral, incertezas econômicas em nível mundial não afetaram as vendas de unidades de equipamentos no Brasil este ano”, diz. Os segmentos de refrigerantes e sucos são os carros-chefes da Krones na área de sopro para PET. “Houve aumento de consumo destes produtos, em razão da alta do poder aquisitivo da população nos últimos anos.” Para o próximo ano, o executivo se mostra otimista.

Plástico Moderno, Nelson Ferreira Junior, Gerente de vendas da Krones, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre
Ferreira: aquecimento nas vendas reforça seu otimismo para 2012

Entre os equipamentos comercializados, Ferreira Junior destaca a linha Contiform e, de forma particular, o modelo Contiform S, o mais procurado por aqui. “São máquinas utilizadas para garrafas sopradas para envase a frio. Esta demanda tem sido puxada por ser um mercado em que as linhas de envasamento têm preços mais acessíveis”, explica. A procura recai, em especial, para os modelos entre oito e 24 cavidades. A Krones promete novidades. Em breve promete lançar a Contiform 3, terceira geração deste modelo de sopradora. “Por hora, ainda não podemos divulgar ao mercado informações sobre o lançamento”, despista.

Outras duas novas tecnologias para sopro também passaram a ser oferecidas recentemente: Flex Wave e ProShape. A Contiform com tecnologia Flex Wave conta com inovador conceito de forno de aquecimento para o processo de sopro, dotado com recurso de micro-ondas. De acordo com a empresa, o recurso proporciona economia significativa de energia em comparação com as tecnologias disponíveis no mercado de aquecimento por infravermelho. “O processo de sopro torna-se também mais eficiente com a eliminação de tempos de arranque para aquecer novamente o forno”, justifica.

A sopradora Contiform ProShape produz frascos retangulares e ovais, bastante usados na indústria de homecare. O processo funciona graças ao aproveitamento da tecnologia de sopro e aquecimento adotada pela empresa em combinação com um novo módulo de orientação e aquecimento dirigido das pré-formas. “O sistema permite atingir rendimentos por estação de até duas mil embalagens por hora.” Ele pode ser desconectado de forma simples quando se produzem garrafas redondas em processo padrão.

Crescimento – A multinacional Sidel, com volume de vendas internacional em 2010 em torno de 1,3 bilhão de euros e mais de 20 mil equipamentos instalados em 150 países, fornece soluções para envase de diversos tipos de produtos, como sucos, água mineral, refrigerante, cerveja, isotônicos e outros. Atende os mercados de embalagens de PET, lata e vidro. Quando o assunto é o PET, a empresa conta com a linha de sopradoras SOB, além de uma série de outros equipamentos.

“Apesar de uma retração no mercado de máquinas para PET em 2011, aumentamos em 30% nossa participação no mercado nacional”, revela Wesley Calastro, gerente de desenvolvimento de negócios. O profissional acredita na manutenção com consistência desse índice de crescimento nos próximos anos. “É fruto dos desenvolvimentos tecnológicos e confiança do mercado nos nossos produtos”, diz o gerente, sem qualquer falsa modéstia. Para ele, o uso de PET apresenta grande potencial de crescimento nos mercados de água, sucos e bebidas lácteas.

Entre os produtos oferecidos, o gerente destaca a série Combi, formada por sopradora, enchedora e arrolhadora em um único equipamento. Como principais vantagens do conjunto, ele aponta a alta produtividade, menor risco de contaminação, liberdade para diferentes formatos, menor área ocupada e apenas um operador, além de possibilitar a redução da gramatura dos frascos.

Outra novidade destacada é o novo sistema de forno voltado para o aquecimento de pré-formas, batizado como Ecoven. “Ele proporciona redução de até 45% no consumo de energia. Instalado à máquina SOB Universal2eco, oferece a melhor eficiência e o menor consumo do mercado”, garante. O sistema Ecoven também pode ser instalado em máquinas de gerações anteriores, como a SOB Série 1 e Série 2.

Potencial e apreensão – Especializada em equipamentos integrados de injeção e sopro, a japonesa Aoki conta com escritório de representação no Brasil. Seu principal mercado é o de embalagens plásticas de PET, mas a empresa também atua no nicho de embalagens feitas de outras matérias-primas, como o polipropileno e o policarbonato. “O PET se destaca pelo custo/benefício, hoje ele é considerado como uma commodity e representa quase 90% de nossas vendas”, informa Lucas Tosi Salu, gerente de desenvolvimento.

Plástico Moderno, Lucas Tosi Salu, Gerente de desenvolvimento, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre
Processo de injeção-sopro tem futuro promissor, na opinião de Salu

A empresa não tem como foco principal o mercado de refrigerantes. “Nossos principais clientes são dos setores de alimentos, cosméticos, limpeza e higiene pessoal, entre outras aplicações”, diz. Hoje, no Brasil, a tecnologia tem sido bastante aproveitada para a fabricação de frascos de molhos e maioneses.

Para o gerente, o potencial futuro de aplicações de peças pelo método injeção/sopro é bastante significativo. Exemplo de nicho com boa chance de crescimento são as embalagens de PET para produtos lácteos, caso dos iogurtes. Outro mercado que gera entusiasmo é o de mamadeiras. “As mamadeiras no passado eram feitas de policarbonato, mas a matéria-prima não pode mais ser utilizada e o polipropileno tem se mostrado um substituto eficiente, pois tem custo reduzido e suporta temperaturas mais altas”, justifica. Salu também se lembra do enorme potencial do uso de blendas feitas com PET e outros materiais, como o náilon, para a fabricação de embalagens de cervejas. “No exterior, essa aplicação é comum; por aqui, ainda não”, diz.

De acordo com o representante da Aoki, as vendas no Brasil em 2011 estão similares às do ano passado. “Os números estão se aproximando das nossas previsões”, informa com a ressalva de que o ano fiscal da empresa termina no meio do ano. O resultado é considerado positivo, mas o executivo demonstra certa apreensão sobre o rumo dos negócios nos próximos meses. A redução da perspectiva de crescimento do mercado interno e a ameaça de crise internacional são as causas da preocupação. O equipamento mais procurado pelos transformadores brasileiros é o modelo SBIII – 500 LL – 50, com até dezesseis cavidades de injeção e sopro e capacidade de produção de cinco mil garrafas de um litro por hora ou três milhões por mês.

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