Especial máquinas – Injetoras – Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

Elétricas – O avanço do mercado de máquinas elétricas é tema recorrente, e não faltam argumentos para justificar a compra. Cada fabricante, à sua maneira, apresenta bons motivos para a adoção dessa tecnologia, que vão desde o alto custo da energia elétrica até pontos fortes da máquina como a precisão e a alta produtividade. A economia energética talvez ainda seja o principal deles, mas não só isso, pois a aquisição da injetora está muito mais viável.

Marcos Cardenal, da Wittmann Battenfeld, estima que o investimento em um modelo de pequeno porte (menos de 200 t de força de fechamento) seja amortizado em um ano. No caso de máquinas acima de 300 t de força de fechamento, o retorno financeiro viria no máximo em quatro anos. Pelo menos no portfólio dessa fabricante, as máquinas de 100 t e de 150 t são as campeãs de vendas no Brasil.

As apostas nos modelos elétricos são altas, mas nem sempre coincidem com o desenvolvimento do mercado. Esse foi o caso da própria Wittmann Battenfeld. Para Cardenal, a consolidação dessas injetoras por aqui ficou aquém das previsões. O industrial estimava comercializar o volume registrado hoje sete anos atrás. No entanto, apesar da demora, essa demanda chegou mais consistente. “Fiquei com máquina encalhada, mas hoje o cliente está mais aberto para essa tecnologia”, afirma. Do total de máquinas vendidas pela empresa nesses nove primeiros meses do ano no Brasil, 20% são elétricas.

Plástico Moderno, Luis Guerra, Gerente de vendas da Sumitomo Demag, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado
Guerra: mercado nacional agora quer máquinas mais eficientes

A Milacron há algum tempo tem sido uma das grandes incentivadoras das injetoras elétricas no país. Para essa fabricante, desde 1984, essa proposta, que para muitos ainda é considerada uma tendência, já se configurava como uma realidade. Hoje, de dez máquinas vendidas no Brasil, nove são exclusivamente elétricas.
Até por isso, na Brasilplast realizada neste ano, a empresa destacou a linha Roboshot S2000iB, formada por máquinas elétricas de 15 t a 350 t de força de fechamento. Nos EUA, fabrica também a linha Powerline, que possui modelos de 300 t até 1.000 toneladas de força de fechamento. A companhia anuncia como novidade a produção da linha MT Servo nos EUA, que compreende modelos de 50 t a 400 t de força de fechamento. Outro destaque se trata da Maxima Servo (MS), com força de fechamento de 300 t a 950 t, também fabricada em território norte-americano.

Nacionais – Apesar da maior penetração das injetoras elétricas no país, esse negócio não tem sido o foco de algumas companhias nacionais. A Sandretto do Brasil é uma das que se coloca fora desse páreo, apesar de o seu diretor comercial Antonio Lopes inserir seu produto na categoria dos europeus. “Minha tecnologia não é igual à dos asiáticos, não brigamos no mercado deles”, afirma. E, talvez por não disputar negócios diretamente com os asiáticos, os saldos têm sido positivos. Em 2010, as vendas bateram um recorde da empresa.

Ok, a economia aquecida favoreceu a indústria de injetoras, porém, mais do que isso, no caso das nacionais, os incentivos do Proplástico (programa de apoio ao financiamento à cadeia produtiva do plástico com dotação orçamentária de R$ 700 milhões e vigência até setembro de 2012) e a prorrogação da linha Finame-PSI (Programa de Sustentação do Investimento) fizeram toda a diferença. Para este ano, a Sandretto do Brasil prevê crescer 10% em relação a 2010. No início deste ano, as estimativas eram de 20%, mas a previsão foi revista para ser mais realista, aponta Lopes. “Crise não existe para mim, estamos crescendo”, enfatiza.

A abrangência do portfólio também beneficia a aceitação de suas máquinas no mercado. São injetoras de 70 t a 450 t de força de fechamento (série Giusta), de 120 t a 195 t (HP), e de 600 t a 1.200 t (Mega). Na edição deste ano da Brasilplast, foi incorporada a série Meglio, de 240 t a 500 t. E, para entrar em conformidade com as atuais exigências do mercado, acaba de apresentar a série Eco, formada por máquinas acionadas por servomotor. “A ideia aqui é economizar energia”, diz Lopes.

A fábrica de Americana-SP, endereço no qual a Sandretto do Brasil se encontra desde 2007, quando passou a ter o controle acionário do grupo Nardini, tem capacidade produtiva para 120 a 150 injetoras/ano. A saber: a empresa independe da indústria italiana Sandretto, adquirida pela Romi, velha fabricante nacional de injetoras, muito conhecida do setor.

Famosa por sua atuação no mercado de sopradoras, a Pavan Zanetti tem se esforçado para ganhar visibilidade como fabricante de injetoras. Para tanto, a empresa, que hoje detém menos de 5% da indústria de injeção no país, reposicionou sua estratégia recentemente. Não representa mais nenhuma companhia estrangeira ou fabrica injetoras em sua planta. Hoje abastece o mercado com modelos trazidos de fora do país, que são vendidos por aqui com a marca Pavan Zanetti. Segundo o diretor Newton Zanetti, essas máquinas são escolhidas por uma equipe especializada e vêm de um único fabricante, além de atender a rigorosas normas de qualidade.

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