Máquinas e Equipamentos

21 de novembro de 2011

Especial máquinas – Injetoras – Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

Mais artigos por »
Publicado por: Renata Pachione
+(reset)-
Compartilhe esta página

    “Existe uma clara tendência de automatizar a produção de injeção”, atesta Wender. Na Arburg, os destaques ficam por conta de modelos que embutem o conceito de operar com sistemas totalmente integrados, a fim de garantir menores tempos de parada da máquina e reduzir ao máximo as falhas. “O cliente trabalha com uma única filosofia de programação e um único comando”, exemplifica o diretor.

    Plástico Moderno, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

    Resfriamento da Ecopower 300/1330 é 20% mais rápido

    A Wittmann Battenfeld, por sua vez, na Fakuma, mostrou a nova EcoPower 300/1330. O modelo tem acionamento elétrico e promete economia de energia de 60%, em relação a um similar hidráulico. Equipada com robô e esteira integrados, a máquina se destaca por adotar o sistema XCS, que reduz em até 20% o tempo de resfriamento.
    A fabricante aproveitou o evento para divulgar ainda um recurso de inspeção óptica térmica. Apresentou o modelo MacroPower 650/5100, também com robô e sistema termográfico integrados. Esse equipamento age com um robô, que pega a peça e a mostra para uma câmera, após o registro da imagem em cinco faces, o equipamento faz uma análise da temperatura do molde.

    Se houver a necessidade de ajustes, um comando é feito automaticamente para a devida correção. “Vejo a tendência de maior aceitação de controles integrados”, argumenta Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld do Brasil. Até por isso a fabricante desenvolveu um sistema óptico de inspeção. O equipamento analisa a superfície da peça, a fim de garantir um padrão de qualidade. “Assim não se produz refugo ou dualidade de interpretação”, explica.

    Aposta em soluções – A oferta de máquinas mais apuradas está cada vez mais disseminada. “Buscamos fornecer soluções tecnológicas que possibilitem ao cliente o melhor retorno do capital investido”, afirma Udo Löhken, diretor da Engel do Brasil. A companhia fornece injetoras hidráulicas (série Speed), e totalmente elétricas (linha E-motion) para aplicações de ciclo rápido. No entanto, o principal diferencial do portfólio está na diversidade de tecnologias disponíveis. Há também máquinas híbridas e verticais, e para processar elastômeros, termofixos e para multicomponentes. A empresa fabrica injetoras desde 28 t até 5.500 t de força de fechamento.

    Plástico Moderno, Marcos Cardenal, Engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld no Brasil, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

    Cardenal vê boa aceitação dos controles integrados no mercado

    Esse recado, ao que parece, tem sido entendido pelos clientes. Um crescimento entre 10% e 15% é o projetado pela Engel neste ano sobre 2010. Essa estimativa confirma o saldo positivo registrado nos primeiros meses do ano, impulsionado sobretudo pelas indústrias da construção civil e automotiva. Um dos equipamentos mais vendidos é o Eco Drive, um sistema que promete tornar o consumo energético das injetoras hidráulicas próximo ao das elétricas. “Hoje uma parcela muito importante das máquinas vendidas para nós tem essa tecnologia embutida”, aponta Löhken.
    Além de lançamentos e dos aprimoramentos feitos nas máquinas já tradicionais, a empresa investe na sua capacidade produtiva – está triplicando sua fábrica localizada em Xangai.

    A sofisticação também participa do portfólio da canadense Husky. A fabricante se mantém sobre dois pilares: a alta potência de injeção e o elevado grau de repetibilidade de seus sistemas, sobretudo por ter forte atuação em segmentos de embalagens e bebidas. Referência no mercado de injeção de pré-formas, a Husky aposta em produtos de maior valor agregado e que demandam recursos mais apurados. “Haverá um crescimento substancial nos próximos anos desse mercado”, sentencia Evandro Cazzaro, diretor para América do Sul, da Husky.

    Pensando nesse segmento de modelos mais requintados, a Husky vislumbra uma tendência global de adoção de acionamentos elétricos para aplicações voltadas para pequenos volumes. Por este motivo, a empresa lançou as máquinas H-MED e H-PET. De acordo com Cazzaro, essas injetoras vêm se destacando porque utilizam a mesma tecnologia de comando das máquinas híbridas de ciclo rápido e, além de serem totalmente elétricas, atendem às exigências dos transformadores de pequeno e médio porte.

    Plástico Moderno, Udo Löhken, Diretor da Engel do Brasil, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

    Löhken estima para este ano um crescimento entre 10% e 15%

    O apelo ecológico ganha força em todos os âmbitos da indústria mundial. Confiante no interesse do mercado nacional em absorver tecnologias capazes de utilizar materiais revalorizados sem comprometer o desempenho do equipamento, a Husky apresenta o sistema HyPET HPP RF (recycled flake) com a promessa de processar até 100% de flakes reciclados de PET, sem alterar o ciclo de produção.

    O portfólio da fabricante também atende os segmentos que requerem altas potências e velocidade de injeção, como o de embalagens de paredes finas e tampas. Para estas aplicações, a empresa canadense conta com as máquinas híbridas Hylectric, HyPAC e HyCAP, e para pré-formas de PET, o sistema HyPET HPP 4.0 (de alto desempenho).

    A Sumitomo Demag também está confiante na abertura do mercado para produtos de alto valor agregado. Até por isso, a fabricante destaca o CPP (Center Press Platen), uma tecnologia pela qual a transmissão da força e a pressão da força de fechamento são balanceadas e distribuídas na superfície onde os moldes atuam; diminuindo assim a flexão da placa móvel.

    Para máquinas acima de 220 t de força de fechamento, dispõe do DCPP (Double Center Press Platen), que basicamente é a duplicação do sistema anterior. “Começamos a vender máquinas mais eficientes para clientes nacionais que antes não se preocupavam com a eficiência dos equipamentos”, comenta Luis Guerra, gerente de vendas da Sumitomo Demag.

    Plástico Moderno, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

    Modelos da série Speed da Engel dispõem de acionamentos hidráulicos

    Essa abertura do país incita planos de investimentos da companhia. Neste mês, inaugura uma fábrica de redutores e afins. Essa é a primeira etapa de sua fixação no Brasil. Depois prevê construir outra unidade e, em seguida (no mínimo daqui a três anos), produzir localmente as injetoras. “Vamos crescer 20% sobre 2010 em faturamento e vendas”, anuncia o gerente. Para a empresa, aliás, o ano passado foi particularmente especial, pois concluiu o período de transição iniciado em 2008, quando a japonesa Sumitomo adquiriu a alemã Demag. “No ano passado, começamos efetivamente a crescer novamente”, afirma Guerra. A união de forças impôs mais sinergia ao negócio. A Sumitomo, que fabricava somente modelos elétricos, passou a ter um portfólio completo. A empresa japonesa transferiu a produção para as duas fábricas da Demag, na Alemanha – a unidade dos Estados Unidos foi fechada. Em tempo: a linha SE (ex-Sumitomo) continua a ser feita no Japão.

    No ano passado, a companhia dobrou a capacidade produtiva de sua fábrica na China, para mil máquinas/ano. E, por falar nisso, 80% da produção de máquinas elétricas da marca é vendida para os asiáticos. “Quem compra elétrica na Ásia, não compra de fabricante chinês”, diz Guerra. De acordo com ele, a explicação é simples: essas máquinas não possuem estrutura suficiente para ciclos rápidos. Nesse quesito, até mesmo Marcelo Pruaño, o gerente comercial da Meggaplástico, empresa que representa produtores de injetoras chinesas, admite a defasagem. Segundo ele, o ciclo de uma máquina europeia é o mais curto do mercado, e as asiáticas ainda não conseguem se igualar. “Vejo que a diferença entre os modelos se limita somente ao ciclo”, enfatiza.

    Plástico Moderno, Evandro Cazarro, Diretor da Husky, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

    Cazzaro prevê maior demanda por injetoras mais sofisticadas

    Apesar dessa vantagem, a Sumitomo Demag também se propõe a garantir eficiência energética sem passar por uma elétrica. Para isso, tem o modelo híbrido EL-Exis. A dosagem e o fechamento são elétricos, enquanto na parte hidráulica funciona com uma bomba de vazão variável. “Para ciclo rápido, a máquina híbrida é ideal”, comenta. Mas nem por isso a companhia deixa de investir nas elétricas. A série SE foi aperfeiçoada para se tornar ainda mais rápida, avisa Guerra.


    Página 2 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *