Máquinas e Equipamentos

Especial Máquinas – Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setor

Renata Pachione
23 de dezembro de 2013
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    Plástico Moderno, Modelo para fabricação de tubos e perfis foi campeão de vendas

    Modelo para fabricação de tubos e perfis foi campeão de vendas

    Os altos e baixos da economia – A valorização da moeda brasileira diante do dólar foi devastadora para a indústria de bens de capital, tanto no mercado doméstico quanto no externo. Certo? Mais ou menos. Para o fabricante nacional, segundo explica De Filippis, diretor da Wortex, a questão é até simples, pois o câmbio supervalorizado dificulta as vendas para o exterior, ao mesmo tempo em que facilita as compras para o mesmo destino. “Dessa forma, além de termos as exportações reduzidas, temos aumentada a concorrência no mercado interno pelos produtos importados, incentivada por um câmbio valorizado”, comenta.

    Acostumada às oscilações do mercado, a Carnevalli analisa o seu desempenho de maneira positiva. O ano de 2013 despontou com perspectivas alentadoras. Os primeiros seis meses do ano passado foram fracos, porém a retomada dos negócios veio já no segundo semestre, com uma boa arrancada em 2013. As vendas, Carnevalli Filho estima, serão 40% superiores às do ano passado. “Estamos falando de uma grande recuperação”, orgulha-se o diretor.

    A relação com o mercado externo também está a contento. A fabricante deve encerrar o ano com vendas ao exterior da ordem de 15%. No ano passado, a taxa não chegou à metade disso. “As exportações foram as melhores dos últimos anos”, afirma o diretor.

    Na Wortex, o enredo foi parecido. A empresa fechou 2012 com crescimento nas vendas da ordem de 15%. E apesar de ter despontado em meio às incertezas da economia, 2013 deve encerrar com saldos positivos. “Talvez com crescimento de 10%, a depender do último bimestre”, informa De Filippis, que projeta crescer entre 20% e 30% em 2014.

    O importador também não tem do que reclamar, pelo menos esse é o caso da Coperion. Considerado bastante satisfatório, 2013 deu um fôlego às perdas registradas um ano antes. “Conseguimos um resultado muito mais expressivo do que em 2012”, considera Albernaz, gerente de vendas da Coperion do Brasil. Quanto ao volume, o aumento foi de 36% em relação ao ano passado, e, em faturamento, de 54%. O modelo mais vendido para compostos e plásticos de engenharia foi o ZSK 70 (a máquina produz em média 2,5 t/hora); e, para a área de masterbatch, as preferências recaíram nas linhas STS (50) e ZSK (40 e 45).

    O ano de 2013 trazia indícios de que seria melhor do que o anterior também para a fabricante nacional ADL Automação e Reciclagem. E trouxe. Apesar de não ter um balanço fechado, o diretor Danilo Correia aposta em crescimento. “Acredito que conseguiremos superar o ano anterior”, comenta.

    A fabricante nacional, Extrusão Brasil, de Diadema-SP, tem outra história para contar, porém o final está longe de ser feliz. Apesar das expectativas de que este ano daria um fôlego aos negócios, o diretor comercial Leonardo Borges não tem muitos motivos para comemorar. No ramo de extrusão de tubos, perfis e conexões, os tais projetos em infraestrutura e construção civil anunciados à exaustão não passaram pelos portões da fábrica. “O ano está sendo tão ruim ou pior que 2012”, declara.

    Nem a visibilidade da feira Feiplastic ou as exportações favoreceram. Acostumada a vender algo próximo a 25% de sua produção para os países latino-americanos, a fabricante comercializou apenas um conjunto de máquinas para fora do país. Porém, as expectativas são de aumento nas vendas. Ele prevê crescer 20% no próximo ano.

    No portfólio, as máquinas mais procuradas pelos clientes são as da linha de dupla rosca cônica, modelos 80/156 e 92/188 para tubos, perfis e telhas de PVC. Na linha de dupla rosca contrarrotante, destacam-se os modelos DR 75:32 e DR 67:22 para a produção de perfis e tubos. Aliás, esta última foi o modelo mais vendido neste ano.

    No mercado desde 1996, a companhia é especializada em extrusora monorrosca, dupla rosca contrarrotante e dupla rosca corrotante para tubos rígidos e flexíveis, mangueiras, perfis rígidos e flexíveis e laminados, além de equipamentos para granulação e tingimento. Entre os mercados atendidos pela Extrusão Brasil, o segmento da construção civil tem sido o mais importante.

    Subsídio – Com juros baixos e fixos, o programa PSI do BNDES tem sido forte aliado da indústria nacional de bens de capital. Até mesmo o término de sua vigência trouxe boas-novas aos negócios. Como expirará neste final de ano, muitas empresas estão correndo para concretizar as vendas, utilizando-se do benefício. Já o Proplástico (Programa de Apoio ao Financiamento à Cadeia Produtiva do Plástico), com vigência até 2017, não é tão bem-visto assim. Para alguns, trata-se de um sistema de abrangência moderada. Na avaliação de Correia, da ADL, o incentivo favorece somente as grandes empresas, pois o investimento mínimo é de 5 milhões de reais. “Não nos beneficiamos de 1 centavo desse programa”, reclama. Ao contrário do Finame-PSI. Esse, sim, trata-se da modalidade mais usada pelas companhias nacionais, porque outros programas ajudam, porém com restrições. Caracterizado por transformadores de pequeno e médio porte, o mercado, muitas vezes, não tem estrutura e conhecimento para enfrentar os trâmites administrativos necessários para se beneficiar desse tipo de oportunidade. Em tempos de margens apertadas e de uma demanda voltada para produtos com alta qualidade e propriedades técnicas apuradas, toda ajuda é bem-vinda.



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